Poema à Terra
Um poema singelo ao som da chuva:
Pedaços de um mundo
Que se fundiu,
De azul e verde profundo
Que o tempo destruiu.
Pela àgua se desenvolveu
Em fases, ciclos e etapas,
Cresceu e adormeceu
No sonho de diplomatas.
Assinar mil petições
E dizer que se é contra
As rebeldes instituições
Que a ela fazem afronta.
De pouco adianta, porém,
Munidos de palavras
É possível ir além
E soltar as amarras.
Dar vida e calar a dor,
Defender com amável fervor
As várias faces da Terra
Para calar esta fera
Que é cancro e desbasta
O habitat que nos alcança.
É tempo de dizer basta!
É hora de ter esperança
Que também é verde e purifica!