Quinta-feira, 12.06.08

Uma pizza com "raça"


Acho que tivemos a confirmação de que já não vivemos numa democracia. Afinal, só faltava a confirmação do presidente deste país à beira mar afundado, de que regredimos e estamos em plena ditadura, estamos a fazer "regime" (grande trocadilho eh eh) e, pelos vistos, está satisfeito com isso. Concordo que Portugal é de quem cá vive, somos um país de pessoas, de culturas e de etnias. Não me ocorreria chamar-nos um país de raças (até porque para mim quem tem raça são os animais), expressão que caracterizou o Estado Novo. Mas os senhores doutores andam a estudar para alguma coisa e, depois chega a malandra da doença de Alzheimer*, e eles esquecem-se do tempo em que estão. Tem a sua lógica pois, passamos por uma crise que faz lembrar a ditadura, não podemos dizer nada que atinja os "copinhos de leite" que se insultam na assembleia, o lápis azul tá na moda, os bens essenciais atingem valores exorbitantes, quem não tem conhecimentos vive de esmola, quem tem trabalho tem que aguentar as broncas do patrão porque quem pode também manda, e por aí em diante. Daqui a uns tempos não podemos sequer pensar, imaginar ou sonhar que temos a inquisição à porta. Não entendo onde vamos parar... se os nossos supostos representantes levam-nos por mares que já foram navegados e, nós queremos e merecemos outras conquistas, outros sonhos, outras realizações. Queremos a liberdade pela qual os nossos familiares lutaram e sofreram, a igualdade descrita na Constituição da República Portuguesa, queremos praticar o que está na teoria. Aí seremos, sem dúvida, um povo pleno. Mais uma vez, merecemos mais que estas afirmações démodé. Estamos no Século XXI e para onde vamos? Olhem... agora ia às trombas de umas quantas raças raras que, por cá andam a passear e a ganhar três reformas, que nos gozam nas barbas e nós a viver de migalhas. Não é justo e se o país é de raças então tratem-nos como raças do país e preservem-nos antes que entremos em extinção... Se me quiserem colocar no Zoo eu aceito... pelo menos há cama, comida e roupa lavada (ou não, se é natureza é tudo ao natural, certo?). Entretanto cozinhamos a indignação com ingredientes com raça... há que aconchegar o estômago de pensamentos inquietos :)

Ora... sai uma pizza com uma miscigenação, por favor!


Ingredientes para a massa:
175 g de farinha (usei raça farinha de neve)
1 pitada de sal
1 colher de chá de fermento em pó (usei raça royal)
1,5 dl de água morna
1 colher de sopa de azeite (usei raça gallo)
farinha q.b.

Molho:
1 dente de alho
1 cebola
azeite q.b
1 cenoura
0,5 kg de tomate maduro (usei raça de lata já pelado)
1 colher de chá de farinha
1 pitada de açúcar (usei raça sidul)
1 pitada de oregãos (usei raça cigalou)
sal q.b.
1,5 dl de água

Recheio:
queijo ralado q.b (usei raça limiano)
fiambre q.b (a raça não era da perna extra mas era de porco)
meio pimento vermelho
200g de cogumelos frescos laminados ou 1 lata (usei raça Paris)

Preparação da massa:
Peneire a farinha para uma tigela e misture o sal e o fermento; incorpore a água, o azeite e amasse bem. Deixe repousar cerca de 15 minutos. Polvilhe uma superfície de trabalho com farinha; tenda a massa e estique-a bem com o rolo, até obter uma massa fina. Disponha a massa num tabuleiro (eu usei o do forno) e pique-a com um garfo.

Preparação do molho:
Pique o dente de alho, a cebola e corte a cenoura em meias luas. Coloque num tacho e junte-lhes duas colheres de sopa de azeite. Deixe refogar; junte o tomate maduro picado, a colher de farinha, a pitada de açúcar e os oregãos. Tempere de sal e deixe apurar, mexendo com frequência. Regue com 1,5 dl de água fervente e deixe cozinhar, em lume brando. Depois retire e reserve. Quando estiver morno, passeo na varinha mágica ou liquidificador.

Depois é só espalhar o molho pela massa da pizza e dispor os ingredientes cortadinhos aos pedaços pela ordem que quiser. No fim, espalhei oregãos por cima da pizza e levei ao forno até o queijo estar gratinado. As pizzas podem ser feitas com os ingredientes que estiverem no frigorífico. Usei as raças que tinha e foi uma bela mistura ;)




*Com o maior respeito pelas pessoas e seus familiares que convivem de perto com a doença.
Quero também dizer que se enganam aqueles que passam os olhos por estes posts e acham que é tudo raiva e ódio. Não é, são, sobretudo, palavras bem dispostas que tentam espelhar o estado da nação que é a minha. Acima de tudo mantenho a minha capacidade crítica e a capacidade de sorrir perante as desgraças e vitupérios que me atingem directamente. Não fosse a minha gargalhada, estaria internada e a levar uns quantos choques eléctricos, e olhem que a electricidade está cara ;)
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Terça-feira, 10.06.08

Bolo de banana



Ultimamente anda muito em voga fazer bolo de banana. Eu confesso que nunca tinha experimentado, talvez por não morrer de amores pelo fruto ou por não ter uma receita que me tivesse despertado para usá-la. Mas, depois de ter visto tanta postagem de bolos com banana, decidi-me e cá está a receita escolhida. No fundo, acho que fui incentivada a preparar algo com este fruto porque, a cada dia que passa, a nossa républica transforma-se em républica das bananas e temos que aproveitar e colher o fruto antes que apodreça. Acho que mesmo tentando aproveitar as bananas que vão aparecendo, nem em cem anos conseguiria acabar de as colher. Já Eça dizia, sabiamente, que morremos do mal de sermos portugueses. Morro vagarosamente enquanto cozinho bananas e enquanto anseio cozinhar uma outra espécie de "bananas". Adorava que esses sentissem a minha mão enquanto trabalho a massa, que se misturassem com ingredientes menos ricos em nutrientes e vitaminas, que ficassem uma horinha no forno à espera que lhe espetassem o palito para ver se está prontinho a saborear. Porque um bolo não se faz só com bananas e enquanto pensarmos que é assim, continuam os outros ingredientes a submeter-se a um que até nos tenta obstipar. Ora, isso é a prova provada de que uma républica de bananas não há-de ser muito saudável, certo? É que enquanto as bananas forem utilizadas em bolinhos como este, não me custam nada a engolir e saborear, mas as outras... as outras estão atravessadas e começam a sufocar uma nação, uma pátria. Porque Portugal é mais, muito mais que isto que vamos vendo, ouvindo e sentindo.

Ingredientes:
1 nação em crise
1 primeiro ministro com "curriculum" comprado... ups... enganei-me na receita :) Meus queridos, riam que é a boa disposição que nos vai salvando ;)


Ingredientes:
100g de manteiga (usei 85 de óleo de soja)
4 bananas médias maduras (usei 3 apesar de existir praí muito banana)
1 dl de natas
3 ovos
250 g de açúcar (usei 200 porque a banana já é um fruto muito doce, embora algumas sejam tudo menos doces, mas isso é outra história)
400g de farinha (usei 350 + 50 de farelo de trigo)
2 colheres de chá de fermento em pó
100 g de miolo de avelã ralado (em época de crise, avelãs só mesmo no Natal, portanto não usei)100 g de chocolate para bolos (usei chocolate de leite para bolos, mas o negro é melhor)
1 dl de natas para juntar ao chocolate

Preparação:
Derreter a manteiga. Descascar as bananas - é a parte mais complicada ;)- esmagar com um garfo e misturar às natas. Bater os ovos com o açúcar. Misturar a farinha com o fermento em pó e o miolo de avelã e ir juntando, bem como a manteiga derretida, ao creme de ovos. Juntar o puré de banana. Aquecer o forno a 180º. Untar a forma e polvilhar com pão ralado. Encher com a massa e alisar. Meter no forno durante uma hora e um quarto (no meu forno a gás demorou cerca de 45m). Desenformar e deixar arrefecer numa rede. Derreter o chocolate com as natas no microondas e cobrir com ele o bolo.




Nota: Como sempre, quando começo a escrever nunca sei bem onde vou parar. Não pretendo ferir susceptibilidades políticas e sociais com o que escrevi. Acima de tudo utilizo o meu estatuto de cidadã eleitora e permito-me criticar o que acho que está menos bem. Porque quem cala consente, e eu não consinto mas vou sentindo na pele a crise e, calada não me faço ouvir. Por isso, comam bananas e sejam felizes :) A receita foi retirada da colecção Cozinhar Melhor "Bolos"

Bom dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
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Sábado, 07.06.08

Arroz de favas e tomate com panado


Finalmente publico uma receita com favas! Eu que adoro favas e tenho a sorte de ter recebido algumas dos vizinhos. Ontem comi uma sopinha de favas espectacular e hoje foi a vez do arroz malandrinho :)

Nada de muito especial e sem qualquer segredo: é só fazer um refogado com alho e cebola picadinhos. Levar a alourar com um fio de azeite e depois regar com um copo de àgua. De seguida junta-se os tomates maduros aos pedacinhos (eu usei 2 tomates pelados de lata) deixa-se levantar fervura. Entretanto mete-se o arroz (cerca de 200g), tempera-se de sal e ajusta-se a quantidade de àgua de forma a ficar um arroz soltinho e não seco. Deixa-se cozer e só quase no final é que se deitam as favas (usei cerca de 150 a 200g de favas descascadas). Entretanto fritam-se os panados (usei de frango) que trouxe já prontinhos do talho. Aproveito os peitos do frango e peço para fazer os panados. Mas em casa também é fácil, é só temperar de sal, pimenta, sumo de limão ou um pouco de vinho branco e alho picadinho. Passa-se os filetes de frango por um ovo batido e depois por pão ralado (pode ser normal ou com ervas aromáticas) e leva-se a fritar no óleo ou a assar no forno que é mais saudável. Está pronto a comer e que maravilha que ficou :) Acabaram-se as favas cá em casa :(
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Sexta-feira, 06.06.08

Prémio "Perú"



Ontem tive uma boa conversa com a Catarina que eu sei que, sejam os sonhos grandes ou pequenos, vai conseguir de alguma forma realizá-los :)

A Catarina teve a amabilidade de me atribuir este prémio e, além disso, escreveu umas palavras muito carinhosas acerca da minha pessoa. Ela tem uma família fabulosa e é muito simpática e disponível. Ontem quando me encontrou a primeira vez no msn foi uma querida. Primeiro porque foi a primeira pessoa a pedir o meu contacto e isso deixou-me sensibilizada, depois porque nunca tinhamos falado no msn e ontem ela não sabia quem eu era quando me encontrou por lá. O meu nome no msn é diferente de "Ameixa Seca" e deixei-a confundida... foi giro. Amavelmente, disse-me que não estava a associar o nome ao blog (pois claro que não) e depois fez-se luz :)

Quero apenas agradecer à Catarina esta gentileza e dizer que também gostei muito de falar com ela :)

Segundo as regras, tenho agora de eleger 5 blogs que considere merecedores tanto pela criatividade, desenho, material interessante como por trazer algo de positivo para a comunidade blogueira. Mas não o vou fazer, porque a todos os blogs que vou encontro sempre algo tão interessante e criativo que seria impossível nomear. Todos os que visito transmitem conhecimentos essenciais que eu tento assimilar e, por isso, passo este prémio a todos os blogues que visito. Quem quiser pode estar à vontade para colocar o prémio no seu blog (daqueles por onde eu passo claro... também não abusem).

E eu sei que este prémio é Perú mas eu deixo-vos uma foto do meu pato Luísinho e o desejo de um óptimo fim de semana ;)
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publicado por Ameixinha às 23:25 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Quarta-feira, 04.06.08

Bolo de cenoura


Há bolos que têm sabores especiais que nos lembram a infância. E a minha infância foi muito feliz. Lembro-me que, na escola, era a mais pequenina e a mais magrinha de todos. Não sei precisar o meu peso em kg quando entrei para a escola do primeiro ciclo (antiga primária), mas sei que no 4º ano pesava 19 kg. Era e sou muito magra, motivo para andar sempre ao colo de todos os meus colegas. Era o "saco de batatas" e era super engraçado, excepto quando me ataram as mãos e os pés (sim, porque um saco de batatas não esbraceja nem esperneia) e pegaram em mim em ombros... como era muito leve, o meu destino foi passar o ombro e bater com a cara no chão de cimento. Um episódio triste mas sem cicatrizes... só recordações. Isto tudo para dizer que apesar de ser muito magra, sempre comi bem. Aliás, depois da escola reunia-me com uma prima e davamos asas à imaginação na cozinha. A coisa acabava mal a maioria das vezes, porque a emoção e a vontade de comer algo não nos deixava ter o bolo no forno por muito tempo. Logo, saía com "pito" como nós dizíamos :) E nós não queriamos saber disso para nada e lá comiamos satisfeitas. Mas os bolos que fazia na infância e adolescência não eram de cenoura, porque raio tenho o título "Bolo de cenoura" e estou para aqui a falar dos bolos que fazia na infância? É que lembro-me de comer em algumas festas bolo de cenoura que eu adorei e nunca esqueci o cheiro dele. Quando fiquei mais crescida li algumas receitas e este que apresento é o bolo de cenoura que faço cá em casa. Muito simples e fácil...


Ingredientes:
2 chávenas de farinha (coloquei também um pouco de farelo)
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela em pó
1 chávena de açúcar
4 ovos
1 chávena de óleo (usei de soja)
2 1/2 chávenas de cenoura ralada
acúcar em pó para polvilhar

Preparação:
Peneirar a farinha, o fermento, o bicarbonato e a canela para uma bacia. Juntar o açúcar e misturar. Bater os ovos com o óleo. Adicionar a mistura dos ovos e a cenoura aos ingredientes secos, mexendo até estarem ligados. Deite a massa numa forma. Leve ao forno a 180º por 40 minutos ou até o bolo estar cozido. Deixe na forma 10 minutos antes de desenformar para uma rede, para arrefecer. Polvilhe com açúcar em pó depois de frio.

Nota: Fiz esta receita numa forma redonda e numa forma de bolo inglês. O bolo redondo foi para oferecer e guardei um pouco da massa para nós cá em casa. Portanto, ele não fica assim baixinho como aparece na foto. E está um pouco queimado por baixo. Esqueci-me que tinha menos massa e cozia mais depressa :p


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publicado por Ameixinha às 21:36 | link do post | comentar | ver comentários (33) | partilhar

Selo da Edinha


Não podem imaginar a minha emoção ao receber esta distinção. Não só porque existem milhares de blogues por aí que mereciam um prémio assim, mas também porque quem me presenteou é uma pessoa por quem eu sinto um carinho muito especial. Há coisas que nem sempre sabemos explicar e, muitas vezes, sentimos uma forte empatia com alguém que nem conhecemos muito bem. Não é só a cozinha da Edinha que é excelente, é também a sua simplicidade, a disponibilidade com que nos apresenta as suas receitas, a gentileza que comenta as receitas dos outros. Para não falar do nome dela que eu acho lindo e que diz tudo: "guardiã das riquezas" :) e também da sensibilidade e amor que tem pelo seu Cocas e que muito me tocou. Fiquei apaixonada por aquele selo confesso e o meu sentimento pela Edinha cresceu ainda mais... Toda esta lamechice para agradecer amavelmente à Edinha. Muito obrigada ;)
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publicado por Ameixinha às 11:28 | link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar
Terça-feira, 03.06.08

Prémio Excellent!



A Janeca que é uma Pérola presenteou-me com este prémio fantástico. Fiquei bastante lisonjeada por te teres lembrado da Canela Moída, Janeca. És uma querida e foi muito simpático da tua parte este gesto que eu muito aprecio. Muito obrigada :)

Agora tenho que nomear mais dez blogues e vou oferecer este prémio a quem desde o inicio me visita, a quem eu gosto de visitar e a blogues que me fazem sentir em casa quando os visito. Não sei quem já tem este prémio e, provavelmente, até já o devem ter recebido. Mas eu acho que deve ser muito bom saber que há quem goste de nos visitar e que, por isso, nos distinga com estes prémios. Portanto, quem já tem o prémio não precisa de publicá-lo outra vez. Quero apenas que saibam o quanto eu aprecio o vosso sítio, e o meu gosto em visitar e partilhar convosco um pouco de vós e de mim. Ora cá vai:

Nana - Manga com Pimenta

Natércia (já sei que tens) - Fiel ao Tacho

Axly - Cozinha Temperada

Nani - Manjar de ideias doces

Edinha - O prazer dos sabores (Trocamos galhardetes não é?)

BetiCris - Arte Aromática

João Crisóstomo - Jardim do Éden

Luciana - Cafezinho das cinco

Dama - O Jardim da Dama do Lago

Marcia - Acúcar com canela

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publicado por Ameixinha às 20:40 | link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar
Segunda-feira, 02.06.08

Bacalhau à Amélia


Esta receita com bacalhau não tem grande segredo. É um bacalhau frito básico que é enriquecido com um molho que eu adoro. Isso é que faz a diferença. Cá em casa adoramos bacalhau, seja cozido, assado, estufado ou frito. A minha mãe faz desta forma e foi desta forma que me ensinou a mim. Acredito que haja um nome próprio para descrever esta receita, mas "à Amélia" foi o que me surgiu e não me parece mal. Se alguém souber o nome, eu gostava de saber ok?


Ingredientes:
4 postas finas de bacalhau já demolhado
farinha q.b.
óleo ou azeite q.b.

cebola q.b.
alho q.b.
1 folha de louro
1 pitada de oregãos
sal q.b
tomates maduros q.b.
polpa de tomate
cerveja ou vinho branco q.b.
salsa q.b.


Preparação:
Escorrer o bacalhau e secá-lo com um pano para retirar a àgua. Passar pela farinha e levar a fritar em óleo ou azeite bem quente. Reservar. Para o molho faz-se um refogado com o alho picado e a cebola, leva-se a alourar no azeite. Junta-se o tomate maduro, o sal, o vinho branco e a folha de louro. Se for necessário junta-se um pouco de polpa de tomate. Se não tiver tomates maduros pode substituir pela polpa de tomate de compra. Quase no fim junta-se os oregãos. Deixa-se refogar, retira-se a folha do louro e tritura-se tudo com a varinha mágica ou liquidificador. Numa travessa, coloca-se o bacalhau no fundo e rega-se com este molho e a salsa. Quem quiser pode cozer um ovo e ralá-lo por cima do molho. Fica um efeito bonito. E é muito bom. Acompanha com batatas fritas às rodelas.

Espero que, com esta greve piscatória não nos impeça de ter pelo menos o bacalhau e a sardinha à mesa...
publicado por Ameixinha às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (25) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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