Segunda-feira, 28.03.16

Cavalas com molho vilão

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Da Madeira veio um vilão

E em molho foi feito.

Comeu-se com satisfação,

O peixe ficou perfeito!

 

Ingredientes:

3 ou 4 cavalas

sal q.b.

4 dentes de alho

manjerona ou oregãos

pimenta ou piripiri

salsa e tomilho

3 dl de vinho branco

1 dl de vinagre

azeite para fritar

 

Preparação:

Depois de arranjadas, cortam-se as cavalas em bocados enviesados, que se temperam com sal, alhos picados, manjerona ou oregãos, pimenta ou piripiri a gosto, a salsa picada e um raminho de tomilho.

Regam-se com o vinho misturado com o vinagre e deixam-se marinar por 4 horas.

Escorrem-se e enxugam-se os bocados de cavala e fritam-se no azeite bem quente. Retiram-se e depois de se deixar arrefecer um pouco o azeite, junta-se a marinada. Leva-se novamente ao lume, deixa-se ferver e apurar e deita-se o molho sobre as cavalas.

Acompanha-se com batatas cozidas (batata-doce e semilha).

Receita retirada do livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto.

 

 

publicado por Ameixinha às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Segunda-feira, 28.12.15

Fritos de abóbora

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Não está fácil! Não está mesmo!

Este ano passou a correr e o blog abrandou. As prioridades são outras. A vida deu uma volta de 180º e eu aproveitei-a.

O ano começou mal, muito mal! Mas ali no meiozinho começou a melhorar. Encontrei-me. Sou eu. Estou feliz. Consciência tranquila. Vontade de chorar de tanta gratidão que sinto!

Há ansiedades que continuam, porque a perfeição ainda não existe. Trabalho-as o melhor que posso e sei. Às vezes não sei nada, é certo :)

Sei que gosto de muita coisa, sei amar quase tudo... ignorar outro tanto.

Continuo a cozinhar muito, fotografo cada vez menos.

Amanhã não sei o que vai ser, a volta que vou dar, onde estarei.

T-u-d-o-m-u-d-a-n-u-m-s-e-g-u-n-d-o.

Quero sempre mudar para melhor. É possível ;)

 

Pumpkin fritters (apples for jam from Tessa Kiros)

500 g de abóbora

40 g de farinha schar mix b

uma pitada de bicarbonato de soda

2 ovos, ligeiramente batidos

4 colheres (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de canela moída

manteiga, para fritar

 

Preparação:

Limpe e corte a abóbora e leve a cozer por cerca de 15 minutos. Coe e drene bem a abóbora. Coloque numa tigela e faça-a em puré. Deve obter cerca de 1 chávena de puré.

Adicione a farinha, bicarbonato, ovos, 1/2 colher (chá) de sal e uma pitada de pimenta moída na hora, e misture bem. Coloque o açúcar e a canela num pequeno prato de misture-os.

Aqueça um pouco de manteiga numa frigideira antiaderente, o suficiente para cobrir o fundo, e em lume médio frite colheradas da massa. Deixe-as assentar e, só depois, vire-as para que fritem do lado oposto. Retire da frigideira e coloque em papel de cozinha para absorver excessos de manteiga. Passe pela mistura de açúcar e canela e sirva.

publicado por Ameixinha às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Quinta-feira, 18.06.15

Cavala assada com batatas a murro

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Viciei na cavala!

Podia ser pior, podia. Eu, que nunca tive vício algum, viciei agora, depois de velha :)

Quais copos, qual cigarro, qual "bota prá veia"!? Viciei no ômega-3! Felizmente, é um vício barato, senão estava desgraçada.

Segundo as últimas análises, o meu colesterol mau está bom, mas o bom está mau. Ou seja, tive que enriquecer a minha dieta com peixes azuis e enchi-me de cavala, carapau e, de vez em quando, salmão e sardinhas.

Pensem numa droga muito cara. No mundo dos ômegas-3, essa droga seria a sardinha, porque não há dinheiro para tanto! A cavala e o carapau são levezinhas e já dão um impulso jeitoso ao colesterol bom.

Enfim, só vos digo uma coisa: se a polícia marítima viesse cá a casa, confiscava-me o produto. Tenho o congelador cheio de cavalas, cheio! É que, nos tempos que correm, temos que aproveitar as promoções :)

 

Ingredientes:

2 cavalas

tomilho-limão e alecrim frescos

sal, pimenta e azeite q.b

1 cebola média

2 dentes de alho

1 tomate bem maduro ou 2 colheres (sopa) de polpa de tomate

batatas novas previamente entaladas*

 

Preparação:

Dê uns golpes nos lombos das cavalas, coloque 1 raminho de tomilho e 1 raminho de alecrim na guelra de cada cavala e tempere com sal e pimenta.

No fundo de uma assadeira, coloque a cebola cortada aos gomos e os alhos picados. Ponha as cavalas por cima, juntamente com o tomate ou a polpa, e o azeite. Dê um murro nas batatas e junte-as ao peixe. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, por cerca de 20-30 minutos. Sirva com uma salada a gosto.

 

*Entalar as batatas é levá-las a cozer por alguns minutos mas sem cozê-las totalmente.

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Sexta-feira, 07.06.13

Polpette di tonno


 

Cresci a ver documentários acerca da vida selvagem. Não posso negar que sou uma grande apreciadora da natureza e das suas fantásticas criaturas. Impossível é pensar que tudo aquilo que somos é resultado da evolução cientificamente falada. Como é que nós, humanos, podemos ter como origem um macaco? Se realmente somos resultado da evolução do macaco, porque é que andam por aí tantos armados em gorilas? E aqueles que são finos que nem ratos? Os que se agarram a nós como lapas? A cambada de cardumes de carapaus de corrida que encontramos todos os dias? E o veneno mortífero de víboras que corre solto para nos estragar a vida? Sem falar dos que nos desorientam com o seu maravilhoso cheiro a cavalo. E os porcos sebosos que desconhecem esse líquido essencial que existe desde a origem do mundo; já ouviram dizer que água é vida? É vida e é limpeza :) São poucos, mas também temos aqueles que são fiéis como os cães. De manhãzinha há aqueles que exibem a maravilhosa da tromba. Temos as ostras divertidas, que cospem cada pérola de vez em quando! As sanguessugas, as piranhas, as vacas que se passeiam orgulhosas e os seus bois cornudos ao par. As aves raras exibicionistas sem esquecer os lobos disfarçados em pele de ovelhas. Para terminar, que dizer dos princípes encantados que viram sapos? Ó ó! Surgimos nós do singelo macaco? Quanto muito, caros leitores, somos descendentes de um belo jardim... zoológico e eu, a comer da maneira que como, mais um bocadinho e estou uma autêntica lontra ou baleia, é como preferirem ;)

 





Croquetes de atum 

adaptado de "Veneza -petiscos" de Tessa Kiros

 

225 g de batatas farinhentas, com casca

185 g de atum em conserva

1 dente de alho, ralado

1 ovo pequeno, ligeiramente batido

2 colheres (sopa) de salsa picada

uma pitada de malagueta em flocos

azeite refinado, para fritar

farinha de mandioca para empanar*

limão, para servir

 

Preparação:

Coza as batatas em água com um pouco de sal até começarem a ficar moles. Escorra a água e deixe arrefecer um pouco. Descasque as batatas e reduza-as a puré.

Escorra o azeite e acrescente o atum ao puré de batata, juntamente com o alho, o ovo, a salsa a malagueta e um pouco de sal e pimenta a gosto. Misture tudo muito bem, tape e reserveno frigorífico para ganhar firmeza.

Verta azeite para uma frigideira antiaderente, de maneira a cobrir bem o fundo. Faça bolinhas com a mistura de batata. Passe-as pela farinha de mandioca e coloque-as na frigideira, virando-as cuidadosamente até ficarem alouradas de todos os lados. Retire-as para um parto sobre o qual colocou papel de cozinha, para absorver o azeite em excesso. Salpique com um pouco de sal e gotas de limão, se gostar.

 

Os croquetes de atum são uma evolução maravilhosa dos não menos agradáveis croquetes de carne. São a minha fixação do momento, faço todas as semanas desde que tenho este livro. O petisco ideal para qualquer piquenique ou ida à praia.

 

 

Um agradecimento especial à Manuela pelo presente inesperado e maravilhoso :)

 

Boa sexta a todos!

 

*Caso não tenham intolerância ao gluten podem usar pão ralado para empanar.

publicado por Ameixinha às 08:48 | link do post | comentar | ver comentários (22) | partilhar
Segunda-feira, 21.11.11

Atum à Veracruz

 

Veracruz é no México, a Maria está em Timor e a receita foi feita em Portugal. É, pois, uma receita do e para o mundo, e eu já estava a dizer mal da minha vidinha porque não encontrava nada para responder ao desafio lançado pela Moira. Senti na pele a dificuldade de não ter os ingredientes e os utensílios que estamos acostumados. Ora a receita pedia forno, ora queijo, ora batedeira. Acabei por basear-me numa receita que encontrei numa edição de luxo da Revista "un toque se sabor mexicano". Nem sempre é fácil encontrar receitas com atum enlatado. Conheço as mais básicas, aquelas que a Maria também deve conhecer e estar fartinha de comer: a massa com atum, o arroz com atum e a salada russa. Por isso, trago uma receita muito simples e bastante rápida, tão rápida que comecei a prepará-la depois das 11 da manhã e antes do meio dia já estava empratada. O melhor é que vai tudo para o mesmo tacho, menos loiça para a Maria, mais tempo para descansar. Não sei se vais fazer a receita mas espero que gostes. Resta-me desejar à Maria um bom trabalho e bom apetite :)

 

Ingredientes:

3 colheres (sopa) de azeite

1 cebola picada

2 dentes de alho picados

1/2 chávena de tomate cortado em pedaços (cerca de 2 tomates pequenos)

1/2 chávena de cenoura cozida cortada em rodelas (cerca de 1 cenoura média)

1/2 pimento cortado em quadrados pequenos

1 batata grande cozida e cortada aos quadrados

1/4 chávena de água

1 lata de atum em óleo ou água, escorrido

sal, pimenta, colorau, canela e oregãos a gosto

 

Preparação:

Aqueçer o azeite, saltear a cebola e os alhos e quando ficar transparente juntar o tomate e os pimentos, mexer um pouco.

Juntar a cenoura, a batata, a água e incorpore. Juntar o atum, temperar com sal, pimenta e colorau. Deixe cozer por 10 minutos e sirva polvilhado de oregãos ou canela moída com arroz branco a acompanhar.

 

Notas:

Não gosto de encontrar a pele do pimento, por isso congelo-o e quando o quero usar é só retirar do congelador e puxar a pele com uma faca. Sai sem dificuldade.

Cozi as cenouras e batatas antes de juntar ao estufado.

Para quem não vive em Timor, podem juntar azeitonas e usar filetes de pescada em vez do atum.

 

Boa semana!

publicado por Ameixinha às 13:30 | link do post | comentar | ver comentários (40) | partilhar
Sábado, 17.09.11

Dourada grelhada com couve salteada


Tinha sonhado com ele outra vez! Não havia direito de invadir o seu íntimo assim, tão de repente, sem avisar, sem ter sido convidado. Porque é que insistia em atormentá-la naquele desconforto, se já sabia que ele não era dela nem seria para ela? Para ela, que sofria tão silenciosamente aquele amor não correspondido, era difícil aguentar a presença dele sem ter qualquer controlo, sem se poder fazer de difícil para que ele percebesse que ela valia mais do que ele pensava! Foi uma peixeirada, uma peixeirada eu vos digo. Ali mesmo, naquela noite chuvosa e fria, ela descontrolou-se, o sonho virou pesadelo e virou-se a ele como se ele tivesse toda a culpa de não a conseguir amar como ela queria. Ele ouviu-a e quase sentiu o seu coração quebrado, ele descrente porque não tinha pedido para estar ali e ela, completamente furiosa por querer que ele estivesse ao seu lado quando acordasse! E acordou, ainda mais furiosa por estender as mãos e não o ter ao seu alcance. Mas o que ela ainda não conseguira perceber é que a ele apenas lhe faltavam as palavras certas para meter conversa com ela, sempre que a via parecia gaguejar e, por isso, renunciava à paixão refugiando-se no seu canto, quase despercebido. A timidez mata o amor, quase tanto como a mágoa e o azedume de se sentir rejeitada sem o ser.

Ingredientes para o peixe:
4 douradas com cerca de 350 g/cada
sal
pimenta em grão
1 limão
0,5 dl de azeite
1 folha de louro
1 haste de tomilho
batatas cozidas

Preparação:
Amanhe as douradas, lave-as em água corrente e enxugue com papel de cozinha. Tempere ligeiramente com sal.
Misture numa tigela uma pitada de sal, pimenta moída na altura, sumo do limão, azeite, o louro cortado e o tomilho desfolhado. Pincele os peixes com a marinada, coloque-os numa grelha pré-aquecida e grelhe dos dois lados, sobre brasas, sem deixar cozinhar demasiado e pincelando-os várias vezes com a marinada.
Coe a restante marinada e sirva com o peixe. Sirva com batatas cozidas.

Ingredientes para a couve salteada:
450 g de couve-coração ou couve lombarda
2 colheres (sopa) de azeite
2 dentes de alho, finamente fatiado
1/2 colher (chá) de sal

Preparação:
Remova os pedaços mais duros da couve. Enrole as folhas e corte-as finamente.
Aqueça uma frigideira ou wok sobre lume forte e adicione o azeite e o alho quando estiver bem quente. Frite, mexendo constantemente por não mais de 30 segundos. Junte o sal e a couve e cozinhe, mexendo e envolvendo a couve no azeite quente, por 3 minutos ou até que a couve esteja cozida mas crocante. Sirva num prato aquecido.

Notas:
A receita do peixe foi retirada da Revista Boa Mesa nº 22/2005, e a couve salteada do livro "Real fast food" do Nigel Slater. Tanto uma como outra fazem parte das refeições repetidas cá de casa. As douradas que usei  tinham menos que 350 g cada uma, não assei sobre brasas, usei um grelhador elétrico e resultou na perfeição. Fiz uns ligeiros cortes no lombo dos peixes para que assassem melhor.

Bom fim de semana!
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Quinta-feira, 26.05.11

Salada light de massa

Salada light

Sou das que sofrem com o calor, muito! Ele chega e anuncia-se a minha "quase morte". De Ameixa Seca passo a Ameixa Mirrada, Ameixa Murcha, Ameixa Morta. Não faço nada bem, não como bem, não durmo bem, não me sinto bem... resmungo muito comigo mesma. O gato padece com a minha má disposição porque, no calor, eu deixo de ter paciência para felinos que dormem muito de dia e passam as noites a querer andar na "cowboyada". Perdi a cabeça quando ele saltou para cima da escrivaninha de madrugada, dei-lhe uma sapatada e ele caiu redondo no cesto dos papéis. Fiquei sem saber se marquei 2 ou 3 pontos, mas não me orgulho deste afundanço :) Acho que ele saiu ileso, eu continuo aqui meia parada, sem vontade de quase nada, à espera de uma chuvarada para ver se fico mais animada ;)
Enquanto não chega e a fome não é muita, sobrevivo à base de saladas e esta, que vi no Panelaterapia, está completamente aprovada.

Ingredientes:
2 chávenas de massa curta integral
1/2 chávena de ervilhas frescas (usei congeladas)
1/2 chávena de milho
1 lata de atum em água
1 tomate picado
1/4 de cebola picada
2 colheres (sopa) de salsa
2 colheres (sopa) de nozes (opcional)
azeitonas picadas

Molho:
2 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de maionese light
1 colher (chá) de mostarda de Dijon
leite q.b. (não usei, coloquei um pouco da água da cozedura da massa)

Preparação:
Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Cozer as ervilhas e o milho, caso sejam congelados.
Preparar o molho, misturando todos os ingredientes. Depois da massa cozida, escorra e misture ao resto dos ingredientes. Envolva bem o molho na massa, tempere com sal e pimenta e sirva.

Miúdas, prometo estar fina no encontro da Invicta :) Digam é se sempre aparecem ou não, senão vou ficar mais que murcha, mirrada, morta!
Continuação de boa semana a todos.


publicado por Ameixinha às 14:05 | link do post | comentar | ver comentários (51) | partilhar
Sexta-feira, 29.04.11

Pão de atum e azeitonas

Photobucket


A minha intenção é repetir esta receita em breve - é mais uma que pertence ao arquivo de 2010 - mas sei que vou fazer novamente, não só porque gostei do resultado mas porque não gostei da foto. Eu fiz num tabuleiro rectangular contudo, acho que ficará bem mais bonito se for feito numa forma de bolo inglês, tal como eu o vi no blog As nossas cozinhas, de onde esta receita foi retirada.
Os dias vão começar a aquecer - apesar das promessas de chuva e vendavais - os piqueniques são já anotados na agenda e, mentalmente, esta receita é relembrada para esses dias que se esperam prazerosos :)

Ingredientes:
250 gramas de farinha com fermento
1 pacote pequeno de parmesão ralado
2 latas de atum de conserva
1/2 colher (chá) de caril
125 ml de leite
100 ml de azeite
1 colher (chá) de sal refinado
4 ovos
azeitonas pretas q.b.
folhas de tomilho frescas

Preparação:
Depois de misturar bem todos os ingredientes e obter um creme homogéneo, coloque tudo numa forma rectangular e leve ao forno por 45 minutos, o tempo suficiente para que ao espetar um palito, este saia seco.

Bom fim de semana a todos e obrigada pelas visitas :)
publicado por Ameixinha às 08:30 | link do post | comentar | ver comentários (53) | partilhar
Sábado, 04.12.10

Empanada galega

O mundo das empanadas foi-me apresentado há muitos anos pela minha amiga Susana. Em todas as festas da casa dela, lá está a empanada em cima da mesa. Por incrível que pareça, nunca lhe pedi a receita, apesar de a ter visto preparar empanada algumas vezes, mas as conversas desviam-me sempre a atenção.
Foi no blog La Pasta que encontrei esta sugestão, embora tenha certeza que existem bastantes variações tanto na massa como no recheio, mas decidi experimentar apesar de ter feito algumas omissões e alterações.

Ingredientes:
500 g de farinha
150 g de água
100 g de azeite
50 g de vinho branco
20 g de fermento de padeiro
1 colher (chá) de sal
1 pitada de açúcar

Recheio:
1/2 kg de atum em azeite
1 cebola
2 dentes de alho
1 pimento vermelho grande
3 tomates
3 ovos cozidos
sal e pimenta
1 ovo

Preparação:

Coloque todos os ingredientes para a massa dentro da cuba da MFP. Seleccione o programa "massa" e deixe amassar mas sem levedar. Retire e reserve.
Faça um refogado com a cebola, alhos e pimento picados, junte o tomate em pedaços e deixe estufar até não ter líquidos. Adicione o atum escorrido, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar mais um pouco, até estar seco. Retire do fogão, junte os ovos picados e reserve.
Separe a massa em duas partes, sendo uma maior que a outra. Com o rolo da massa estique o pedaço maior até obter o formato desejado. Forre um tabuleiro com papel vegetal e cubra com a massa, coloque o recheio espalhado por cima, estenda a restante massa e cubra o recheio. Una os rebordos, pincele com ovo batido, decore a gosto e leve ao forno a 200ºC por cerca de 30 minutos.

Notas:
Não usei os ovos cozidos no recheio e adicionei uma cenoura ralada.
Usei 3 latas de atum em azeite porque não tinha meio quilo e achei que foi o suficiente.
Também se podem fazer empanadas em formato pequeno e com qualquer tipo de recheio, resulta muito bem e fica uma refeição deliciosa com uma sopa do lado :)

Bom fim de semana!
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publicado por Ameixinha às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (59) | partilhar
Sexta-feira, 19.03.10

Dourada ao sal

A dourada é um dos meus peixes favoritos, gosto mesmo muito! Desta vez recebi experimentá-la de uma maneira diferente e gostei muito do resultado, embora não tenha agradado a todos. O que aconteceu é que ao quebrar o sal, a pele do peixe também saiu e algumas pedrinhas caíram para cima dele. Apesar de terem ficado só na superfície e de serem facilmente removidas, há muita gente que prefere não ter esse trabalho, deixando de comer. Para mim isso é apenas falta de fome e quem não tem fome que não coma! Mais sobra para mim :)
Peço desculpa por faltarem as fotos no prato com o peixe já despido do seu capote, mas partir o sal já me estava a enervar e o peixe sem pele também não ficou lá muito fotogénico!

Ingredientes:
1 ramo de ervas aromáticas (usei tomilho e alecrim)
1,5 kg de dourada selvagem (usei 3 vindas da peixaria, acho que eram domesticadas)
pimenta preta, rosa e branca em grão e sal q.b.

1. Coloque as ervas aromáticas na barriga dos peixes e reserve. Ligue o forno a 200º C. À parte, envolva as pimentas em sal. Disponha cerca de um terço num tabuleiro e sobreponha-lhe os peixes.

2. Borrife com água e vá dispondo o restante sal, sobre o peixe, não parando de usar a água. Leve ao forno, durante 30 minutos. Retire e, antes de servir, parta o sal.

A saber: Os alimentos cozinhados ao sal são uma forma de prepará-los conservando o seu valor nutritivo. Ajuda a acentuar o sabor e é muito mais saudável, pois não é necessária qualquer gordura ou molho para cozinhar.

Notas: Antes de juntar as pimentas ao sal, amassei-as um bocadinho no almofariz.
A sorte é que houve quem não quisesse comer o peixe e sobrou mais para mim porque, se bem se lembram, os espinafres que eu fiz para os acompanhar foram aqueles que mirraram no tacho he he

Bom fim de semana!
publicado por Ameixinha às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (59) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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