Quinta-feira, 21.08.14

Pão de mistura

 

Há uns meses recebi a visita de umas amigas especiais, todas mouras, mas especiais. De visita à invicta, aproveitamos para colocar a conversa em dia, comer, falar de comida, rir e passear. Foi bom, muito bom. Para quem anda meio desanimado, foi uma injecção jeitosa :)

Houve presentes, tantos e tão bons. Malucas, todas! Que se lixe, eu gostei, muito! Todas tão longe, e nem sabem que cabem no meu abraço, todas, todos os dias, ou quando me apetece.

Entre farinhas sem glúten, livro, chocolates, pernil do Antunes, bifanas da conga que ficaram por comer, forminhas e montras, foi um dia para não esquecer.

Delas recebi o meu primeiro livro de receitas sem glúten, e resolvi experimentar algumas depois de ter comprado uma cambada de farinhas diferentes. Deixo aqui a receita base de uma mistura que se usa para fazer pães. Gostei muito do resultado, pão de côdea crocante e com um miolo todo esburacadinho. Maravilha!

 

 

 

Ingredientes base:

200 g de trigo sarraceno

200 g de farinha de arroz

200 g de farinha de teff

250 g de amido de milho

150 g de amido de tapioca

3 colheres (sopa) de sorgo

2 colheres (chá) de amaranto

2 colheres (chá) de psílio

 

Numa tigela misture as farinhas todas e guarde numa caixa fechada, ao abrigo da luz.

 

Para o pão de mistura:

500 g de farinha sem glúten (mistura já preparada)

2 colheres (chá) de fermento schar

1 colher (chá) de psílio

1 colher (chá) de açúcar

1 colher (chá) de sal

30 g de manteiga

1 colher (chá) de vinagre de fruta

400 ml de água morna

 

Coloque a água, sal e açúcar na cuba da máquina do pão. Junte os ingredientes secos, deixando o fermento para o final. Ligue no programa sem glúten. Se a massa agarrar, junte mais um pouco de farinha.

Deixe terminar o programa, retire e coma quente porque vale a pena :)

 

 

Receita adaptada do livro "padaria e pastelaria sem glúten".

Quarta-feira, 16.10.13

Pão com sementes de papoila sem glúten



O homem não vive somente de pão, graças a Deus :) Por isso, todos os dias, tenho feito os possíveis por agradecer todo o alimento que me vem parar ao prato. Todos os dias me lembro que o pão que temos, não chega a todos. Todos os dias sei que há pão que vai parar ao lixo, quando poderia alimentar nações. Todos os dias muitos de nós comem o pão que o iníquo amassou. O pão que nós amassamos é mais pão, é mais nosso.

Hoje eu tenho pão para comer, amanhã não sei. Por estas e mais razões, eu sou grata pelo pouco que tenho e pelo muito que esse pouco me faz feliz. É certo que ontem comia qualquer pão, tinha mil variedades para escolher; hoje, entre as variações possíveis, ele é sem glúten. Embora não seja melhor, ele faz melhor. O que faz melhor, só pode ser bom para nós. A minha esperança é que, um dia, em breve, seja feito o milagre da multiplicação, elevado à escala mundial. O mundo há-de ser um lugar melhor, se vivermos numa aldeia global com forno comunitário e se nos alimentarmos todos do mesmo pão, seja sem glúten ou não ;)

É uma luta imensa e dolorosa esta de viver num mundo que oferece de tudo, em que tudo está disponível à distância de uma prateleira e que, aqueles que são celíacos e intolerantes, quase são obrigados a recusar o que queriam poder saborear. A eles estendo este pão e deixo o meu mais sincero respeito. Ir ás compras e tentar encontrar produtos sem glúten, é uma verdadeira batalha. Já experimentaram ler os rótulos daquilo que comem? Experimentem e vão ficar alarmados com as quantidades de farinha que nos impingem, em produtos que nunca imaginaríamos ;)

 

 

Poppy seeds gluten free bread

(adaptado de Kitchen fun)

 

400 g de farinha sem glúten (usei Schar Mix B)

50 g de farinha de milho

50 g de farinha de grão de bico

2 colheres (chá) de fermento para pão

1 colher (chá) de sal

40 g de sementes de papoila

300 ml de leite morno sem lactose

200 ml de água morna

 

Preparação na máquina de pão:

Coloque primeiro os líquidos, depois os sólidos e ligue no programa "massa".

Depois de terminar, retire para uma forma de bolo inglês e deixe levedar novamente num sítio aquecido.

Leve a cozer com o forno no máximo, durante os primeiros 5 minutos, depois reduza para forno-médio e coza durante cerca de 30-45 minutos. 

Retire e desenforme.

 

Preparação manual:

Coloque o sal no fundo de uma tigela, junte a farinha, as sementes e o fermento (cuidado para que o fermento não entre em contacto com o sal). Misture, adicione os líquidos um pouco de cada vez e vá misturando. Use a batedeira elétrica para bater a massa durante cerca de 5 minutos. Coloque a massa numa forma untada, cubra com um pano limpo ou película aderente e deixe levedar novamente. Leve ao forno tal como indicado acima.

 

Notas:

A receita original pedia sementes de linhaça e de girassol.

Podem fazer o pão com farinha normal, mas diminuam a quantidade de líquidos.

O pão sem glúten não se aguenta bem à temperatura ambiente, eu corto-o em fatias e congelo, torrando-o quando quero consumir.

Com este pão participo na 8ª edição do World Bread Day.

Quinta-feira, 25.10.12

Fatias douradas em calda de laranja

 

Oh como eu amo os dias inspiradores de Outono! A única coisa que se ouve é o chilrrear dos passarinhos que saúdam os poucos raios de sol. Dou graças pelas vizinhas que se recolhem à sua insignificância e abandonam, temporariamente, as varandas gastas. A névoa no vale vai desvanecendo enquanto a manhã acorda, parece fumaça sacrificial e Deus presenteia-nos com arco-íris de emoções. Mais que um adeus às coisas que hibernam, há um acolher de um novo céu e uma brisa que toca os corações entristecidos. As maravilhosas nuvens que passam, salpicam os dias de um cinzento sombrio rasgado pelo azul ciumento que o Verão lhes emprestou. O aroma a canela sacode os sorrisos. Abençoada bondade que ilumina a escuridão!

 

 

Ingredientes:

220 g de açúcar amarelo

1,6 dl de leite

25 g de margarina

2 ovos inteiros e 3 gemas

8 fatias de pão de forma 

1 dl de água

sumo de 1 laranja

1 pau de canela

 

Preparação:

Leve ao lume o leite, a margarina, 60 g de açúcar e deixe ferver. Misture os ovos inteiros com as gemas. Embeba as fatias de pão na mistura de leite e passe-as, em seguida, pela mistura de ovos. Coloque-as num tabuleiro previamente untado e leve ao forno forte até as fatias estarem douradas à superfície. Volte-as com a ajuda de uma espátula e deixe alourar do outro lado.

Entretanto, prepare a calda: misture a água com o sumo de laranja, o restante açúcar e o pau de canela e leve a ferver em lume brando durante cerca de 10 minutos. Coloque as fatias douradas numa travessa e regue-as com a calda.

 

 

 

Obrigada a todos pelo carinho e por insistirem em cá passar. Infelizmente, o meu bicho foi internado novamente, a minha mãe precisa muito de mim e eu precisava de mais 10 horas no dia para conseguir fazer tudo o que quero :)

Abraços

 

Fonte:

Doces momentos nº30.

Terça-feira, 20.12.11

Rabanadas tipo donut

 

São boas, mas eu acho que uma pitadinha de canela ia dar-lhes muita mais graça. Fica a dica para estas rabanadas que, diz a Nigella, são um belo calmante do seu gordo apetite. E se servem para ela, servem também para mim :)

 

Ingredientes:

2 ovos

4 colheres (chá) de extracto de baunilha

60 ml de leite gordo

4 fatias de pão de forma, cada uma partida em dois

25 g de manteiga, mais uma gota de óleo sem sabor para fritar

50 g de açúcar refinado

 

Preparação:

Bata os ovos com o leite e a baunilha numa taça larga e baixa.

Mergulhe as metades de pão nesta mistura de ovo durante 5 minutos de cada lado.

Aqueça a manteiga e o óleo numa frigideira e frite o pão molhado, por partes, até ficar dourado e tostado.

Coloque o açúcar num prato e envolva o pão cozinhado nele até estar revestido como um donut com açúcar.

 

Fonte:

Na cozinha com Nigella.

tags: ,
Segunda-feira, 12.12.11

Fatias de parida

 

Juro que já não posso ouvir a Popota armada em Jennifer Lopez, de coxa à mostra e toda maquiada. Para hipópotamo fêmea obesa, a personagem até tem bastante agilidade. Também não sou grande fã da insossa da Sóninha Araújo, continuo a achar que esta vidinha que ela agora tem foi um belo golpe de sorte porque, mil perdões mas, ali não há grande talento. No entanto, há um livro que mora cá em casa que tem receitas jeitosas e creio ter sido a primeira rampa de lançamento do bicho.

Estas fatias são uma espécie de rabanadas e são as minhas favoritas. Nada como Vinho do Porto para dar aquele sabor especial ;)

 

Ingredientes:

1 cacete

3 dl de vinho do Porto

2 dl de água

4 ovos

2 colheres (sopa) de açúcar

canela q.b.

1 casca de limão 

 

Preparação:

Leve o vinho do Porto a ferver com a água, duas colheres de sopa de açúcar e a casca de limão. Bata os ovos. Corte o pão em fatias de 1,5 cm e passe primeiro pela calda quente e depois pelos ovos. Frite em óleo bem quente e escorra sobre papel absorvente. Sirva polvilhadas de açúcar e canela.

 

Notas:

Usei Vinho do Porto tinto, por isso ficaram escuras. Em vez do cacete preferi usar pão de forma já que o cacete só se encontra nesta altura do ano e as rabanadas são boas o ano todo.

 

Fonte: Sabores de Natal da Popota

 

Boa semana a todos!

Sexta-feira, 13.05.11

Pudim de pão


Lembro-me das caminhadas enlouquecidas depois de absorvermos uma Fanta e um queque com pepitas de chocolate. De rir até não poder mais e sem saber porquê ou de quê. Lembro-me de ser completamente enfezada e de tu já seres alta e forte e de porte intimidante. Lembro-me de te sentares no chão e as tuas calças se terem rasgado no joelho, fui contigo até tua casa para que as pudesses trocar. Recordo-me de me deixar ficar para trás nas aulas de educação física só para podermos ir a conversar, enquanto fazíamos de conta que corríamos. Lembramo-nos de furar as orelhas ao mesmo tempo, comigo correu tudo bem mas a ti nem por isso. Fomos sempre a "sorte grande e a terminação", tantas diferenças e semelhanças. A amizade vai longa, a partilha continua, até pelo gosto de comer e de comida :)
Este pudim veio do blog Viver100gluten, sem lactose! da minha amiga Su.


Ingredientes:
2 fatias de pão (cerca de 300 gr)
0,5 l de leite
200 g de açúcar
4 ovos
1 colher (chá) de canela
caramelo q.b.

Preparação:
Amoleça o pão em metade do leite morno e triture com a varinha mágica. Junte o restante leite, ovos, açúcar e a canela. Bata bem.
Forre a forma com o caramelo e encha-a com o preparado. Leve a cozer em banho-maria em forno médio. Desenforme morno e decore com amêndoa laminada.

Notas:
A quantidade original de açúcar é de 250 g mas, tanto eu como a Su, diminuímos e é o suficiente.
Ela usou pão sem glúten, eu usei pão de forma de compra. Gostei mais da versão feita com pão sem glúten, fica uma massa mais aberta.
O pudim cheira a Natal, por conta da canela moída. E é com esta receita que participo no Alquimia de Ingredientes, usando pão dormido e canela.
O meu pudim foi feito na panela de pressão, leva cerca de 20 minutos a estar pronto. Não usei amêndoa laminada porque não tinha.

Aproveito para deixar hoje (dia12)* um beijo blogosférico à Su, neste que é um dia especial para ela ;)

*Como alguns notaram, o blogger andou a fazer das suas e muitos perderam as suas últimas postagens. Eu fui uma das vítimas. Perderam-se os comentários das pessoas que já cá tinham passado. Já que o blogger nem um pedido de desculpas apresentou, eu peço desculpa pelo sucedido. Sorte eu ter o texto guardado. Gaja prevenida vale por duas ;)

Aproveito também para avisar todas as blogueiras do Porto e arredores - e todas as que queiram aparecer - que, uma vez que se aproxima a Feira do Livro no Porto, achei que seria uma boa oportunidade de organizar um novo encontro na Invicta. Quem estiver interessado pode enviar-me um e-mail, ok?
Bom fim de semana!
tags: ,
Quarta-feira, 23.03.11

Vou contar-vos como foi


Esta história é da e para a minha mãe, já que nos anos 60 e 70 eu ainda não estava nos planos.

São 8 irmãos, 4 rapazes e 4 raparigas. Elas são todas Maria e eles quase todos Manéis, com um José pelo meio só para destoar. Havia um pai e uma mãe, um tio paterno, mais o pai do meu avô e uma tia da minha avó - casada com um irmão da minha avó, mas já viúva e mais conhecida por "velhota" - eram muitos, 13 sentados à mesa. Naquele tempo fazia-se broa de milho para 8 dias e usava-se como unidade de medida a arroba. Naquele tempo o pão durava e, mesmo duro, era bem aproveitado. A farinha usada era peneirada, só farinha de milho branca, com a água, o sal e o fermento de padeiro. Fui ouvindo estas histórias pela minha vida fora, a família é divertida, as tropelias da infância marcaram-lhes a memória e choramos a rir com isso. Dizem que já não há amigos como antigamente e pão também não. Nasci nos loucos 80, mas a broa de milho perpetuou-se no tempo, a minha avó paterna também a fazia e eu acompanhava todo o processo mas a memória é traiçoeira.
Depois de falar com a minha mãe, depois de ligar à minha tia, chegamos aos ingredientes, mas as quantidades é que foi pior. Resolvi tentar e testar. A receita poderia até nem dar certo - na primeira tentativa foi parar ao pato - mas a história, essa, não falha:

Os oito juntavam-se e, tal como é natural, brincavam às mães e aos filhos. Elas, com pouca diferença de idade umas das outras, reuniam-se, preparavam o almoço e colocavam os irmãos em sentido, em filinha e de bico aberto. É dever das mães sustentar os filhos, certo? Claro que sim, e elas tratavam bem deles. A broa era esfarelada e picavam uma cebola bem picadinha. Misturavam tudo e diziam aos "pintainhos" para abrir a boquinha :) Aquele que se atrevesse a cerrar os dentes, levava com uma delas a tapar-lhe o nariz e outra a enfiar-lhe pela goela abaixo essa deliciosa iguaria que resultava num hálito maravilhoso para o resto do dia ;) Há ainda um tio verdadeiramente traumatizado e que nem pode ouvir falar em broa com cebola!

As crianças são o espelho dos pais! A minha avó materna - conta a minha mãe - usava a broa de milho já bem dura, com 8 dias, partida em pedacinhos, salpicada com umas colheradas de açúcar e uns goles de vinho tinto caseiro e começava a chamar pelos filhos: "Venham cá que é hora do lanche!". Os 8 sentados à mesa, engoliam sem esforço, sem narizes tapados à força, as sopas de cavalo cansado :) Para rematar, entre muito riso e pouco juízo que este desafio me trouxe, diz-me a minha mãe assim: "Nenhum de nós nunca partiu um osso, entre broa com cebola e broa com vinho tinto, estamos rijos e prontos para o que der e vier".
Se fosse hoje, digo eu, estariam todos entregues à segurança social!

Broa de milho

500 g de farinha de milho branca
20 g de fermento de padeiro
300 ml de água
1 colher (chá) de sal

Amorna-se a água e nela se dissolve o fermento. Junta-se a farinha e o sal. Amassa-se bem e deixa-se levedar até que dobre de volume. Antigamente, deixava-se de um dia para o outro. Depois de levedada, passa-se para uma bacia com farinha e dá-se uma volta à massa para a enfarinhar. Coloca-se num tabuleiro enfarinhado e leva-se a forno bem quente até ficar com a côdea dura e bem dourada.
Podem fazer e levedar a massa na MFP.

Esta receita e esta pequena história são a resposta ao desafio "Conte-me a sua receita", proposto pela Laranjinha. Estende-se até dia 27 de Março e, se têm alguma receita com história destas décadas, ainda vão a tempo de participar :)
Domingo, 13.03.11

Pão de leite com sementes de sésamo pretas


Numa das minhas últimas visitas à capital, chegando bem tarde e sem ter jantado no comboio, fui recebida com um "Já jantaste? Tens fome? Que queres comer? Tenho isto, isto e isto. Escolhe, anda lá que ainda temos muito que preparar!"; ao que respondi: "Ah e tal, eu até nem tenho muita fome, qualquer coisa serve."
Em cima da bancada estava um pão integral biológico revestido de sementes de papoila e havia queijo. Só poderia querer uma fatia disto combinada com uma fatia daquilo :) Mas foi uma espécie de fatia puxa fatia e, entre palavras puxam palavras, fui enfardando pão e queijo até ser chamada à atenção: "Maria Ameixa, pára de comer e ajuda-me a 'desencarquilhar' o manjericão que está a entupir o funil!"
Na manhã seguinte, rumamos à loja de produtos biológicos e viemos de pão fresco debaixo do braço. Um acompanhou-me na viagem de volta ao Norte. 
Há pães que não se esquecem, acolhidas que permanecem e amizades que se transcendem :) Carlota, este é para ti, mudam as sementes mas o essencial está lá!

Ingredientes:
3 chávenas de farinha tipo 65
3 chávenas de farinha tipo 55
1/4 chávena de açúcar
1/4 chávena de manteiga
2 + 1/4 colher (chá) de fermento instantâneo (usei fermento de padeiro fresco)
1 colher (chá) de sal
1 ovo, batido
2 1/2 chávena de leite
1/4 chávena de sementes de sésamo pretas

Para cobrir:
1 clara
sementes de sésamo q.b.

Preparação:
Aqueça o leite sem ferver e adicione-lhe o açúcar e a manteiga. Permita que a manteiga derreta. Deixe arrefecer e misture-lhe o ovo batido, mexendo com uma colher de pau. Junte a farinha tipo 55, sal e o fermento. Mexa até ficar suave e deixe descansar por 10 minutos. Junte as sementes. Comece a adicionar a farinha tipo 65 e, à medida que for engrossando, passe-a para uma superfície enfarinhada, amasse por 10 minutos e continue a adicionar o resto da farinha aos poucos. A massa começará a ficar suave e elástica. Unte uma tigela com azeite, coloque a massa lá dentro revestindo-a com o azeite, cubra com película aderente e deixe levedar por 1 hora ou até dobrar de volume.
Remova a massa e divida ao meio. Dê a forma que quiser. Bata a clara só até que fique espumosa. Passe a clara pelo pão e role-o em mais sementes de sésamo. Coloque a massa numa forma de pão, cubra e deixe levedar até dobrar novamente de volume, cerca de 1 hora.
Corte o topo dos pães com uma faca afiada. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por cerca de 30-35 minutos. Retire e deixe arrefecer numa grelha.

Notas:
Como é comum, a capacidade que a farinha tem de absorver os líquidos, muda de país para país. Neste caso, eu tive que adicionar mais cerca de 2 chávenas de farinha até conseguir que a massa ficasse maleável. A minha sugestão é que usem apenas metade do leite e, depois de adicionar toda a farinha e caso seja necessário, adicionem mais leite aos poucos até obter a consistência desejada. 
Também optei por fazer um pão semi-integral, usando 2 das 6 chávenas de farinha integral.
Para facilitar a preparação do pão, fiz tudo na máquina do pão usando o programa "massa" e deixando levedar, omitindo a parte de revestir a tigela com azeite. Depois segui a receita do modo tradicional.
Podem ser usadas quaisquer sementes da vossa preferência. O pão ficou bem mais apetitoso que as fotos mostram e mantém-se fresco e fofo por, pelo menos, dois dias.
Retirei a receita no blog The Knead for Bread.

Bom Domingo e bom início de semana ;)
Segunda-feira, 24.01.11

Croutons caseiros

Há umas semanas atrás senti-me como se fizesse parte daquele filme de terror "Pesadelo em Elm Street" em que os personagens, ao tentar sair da cidade, passam vezes sem conta pelo mesmo sítio. Tudo parecia um labirinto sem saída possível. Isto tudo porque não queríamos pagar as SCUT para ir ao Ikea e tivemos que nos embrenhar pelas ruelas do Porto. Foi difícil lá chegar e mais difícil foi encontrar o caminho para casa he he É que as indicações eram quase inexistentes e demos por nós a ir ter ao mesmo sítio algumas vezes. Bendita pasta de chocolate que resolvi levar comigo, porque já eram quase 2 da tarde e o estômago roncava :)
Tudo isto para dizer que, ande eu por onde andar, acabo sempre por voltar a este petisco. É óptimo para aproveitar pão duro e muito simples de fazer, garanto que não é pesadelo nenhum!

Ingredientes:
1 baguete (uso fatias de pão de forma)
3 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de manteiga, derretida
4 dentes de alho, picados
2 colheres (chá) de sal (uso aromatizado com louro)
1 colher (chá) de pimenta
1 colher (chá) tempero italiano (uso oregãos e tomilho secos)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Corte o pão em cubos pequenos. Transfira-os para um tabuleiro forrado a papel vegetal (uso a película de silicone). Regue o pão com o azeite e a manteiga, salpique o alho, sal, pimenta e ervas por cima. Envolva bem com as mãos (uso uma colher) os croutons para que absorvam todos os temperos. Leve ao forno por 15-20 minutos até estarem dourados. Sirva depois de arrefecer.

Notas:
Podem usar os temperos que vos apetecer, já fiz sem o alho e sem as ervas. Só com azeite e um pouco de sal também fica muito bom.
Uso os croutons para acompanhar as sopas mas nas saladas também resultam.
Se desejaram podem cobrir com queijo parmesão ralado.
Uso sempre pão de forma já com uns dias. Retiro da embalagem plástica e coloco as fatias dentro de uma saca de pano para pão durante uns dias para endurecerem.
Gosto de comer os croutons quentes, é impossível resistir.
Desconhecendo a medida da baguete, vou cortando o pão até preencher o tabuleiro do forno.
A meio do tempo viro-os para que fiquem dourados por igual.
Vi a receita no blog What´s Gaby Cooking.

Boa semana a todos!

Sexta-feira, 07.01.11

Pão de courgette com pepitas de chocolate

Depois da participação no WBD com o Pão para Anunciação e publicadas todas as receitas, fui fazer uma ronda pelos blogs que participaram e encontrei no My Diverse Kitchen, a receita que me encheu as medidas. Um pão de courgette com pepitas de chocolate e com o aroma do cardamomo. Foi impossível resistir a este pão ainda quente, daí a fatia estar meio borratada com o chocolate ainda morno. Graças à humidade dada pela courgette, o pão mantém-se fresco por dois ou até mais dias. Não posso dar certeza porque este pão não durou muito tempo :)
A receita original é do blog Taste of Home, mas em vez do chocolate leva passas. Digamos que eu não fui parva de fazer com passas e ignorar o chocolate, não é?
O começo deste ano não foi nada fácil e tenho-me afundado em chocolate para ver se o desassossego ameniza. Portanto, até no pão ele é bem vindo!
Faço um agradecimento especial à Susana e ao Paulo pelo patrocínio de chocolate, tem-me dado um jeitaço ;)

Ingredientes:
1/2 colher (chá) de fermento seco
3/4 chávena de leite morno
2 colheres (sopa) de açúcar
3/4 chávena de farinha integral
1 1/2 a 2 chávenas de farinha para pão
1 1/2 colher (sopa) de manteiga amolecida
1/4 colher (chá) sal
3/4 chávena de courgette ralada
3 bagos de cardamomo, moídos
1/2 chávena de pepitas de chocolate negro

Preparação:
Coloque 1/4 do leite numa tigela. Adicione o açúcar e dissolva o fermento. Junte a manteiga amolecida ao resto do leite, mexendo bem. Adicione-a, o sal, cardamomo, courgette e as farinhas à primeira mistura e mexa até obter uma massa fofa. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e amasse até ficar elástica. Se a massa estiver pegajosa, adicione farinha aos poucos até que fique maleável. Demasiada farinha irá alterar a textura do pão.
Coloque a massa num recipiente untado com azeite, cubra e deixe levedar num local morno até dobrar de volume. Deverá demorar cerca de 1 hora.
Posteriormente, retire a massa e estenda-a (não muito finamente) até formar um rectângulo. Salpique com as pepitas de chocolate e enrole-a, dobrando as pontas de maneira a ficarem por baixo da massa.
Coloque a massa numa forma untada, cubra-a e deixe levedar por mais 30 a 45 minutos. Leve ao forno a 190º C por 40 minutos ou até que fique dourada. Desenforme e deixe arrefecer numa grade. Sirva.

Notas: Fiz a primeira parte da receita na MFP, no programa "massa". Depois segui o resto da receita do modo tradicional.
Usei cerca de 20 gramas de fermento de padeiro fresco em vez do fermento seco.
Não fica um pão muito doce, se quiserem podem aumentar a quantidade do açúcar ao vosso gosto. Fica com consistência de brioche, óptimo para lanches e pequenos-almoços.

Bom fim de semana.

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

pesquisar

 

posts recentes

mais comentados

aqui acontece

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner

arquivos

tags

links

subscrever feeds

quantos por cá passaram...