Domingo, 09.05.10

O que era bom, acabou-se :)

Para terminar, duas semanas após a viagem ao Sul, deixo o relato do último dia. Agradeço mais uma vez à ASA - Associação Sotavento Algarvio - apesar de dizerem que por lá Só Tá Vento e ter chovido sempre ao fim da tarde, mas isso são pormenores que eu perdoo :)

Um muito obrigada ao Sr. Detlev von Rosen, proprietário dos Viveiros Monterosa, que tão carinhosamente nos recebeu e respondeu a todas as curiosidades acerca do olival e dos azeites, à Vereadora Marlene Guerreiro e à Cláudia que nos receberam no restaurante Fonte da Pedra em S. Brás de Alportel, e aos proprietários do restaurante que aconchegaram de forma deliciosa os nossos estômagos antes da longa viagem de regresso a casa.

Minhas queridas companheiras, colegas e amigas, só vos tenho a agradecer os momentos de descontracção, animação e satisfação que vivemos durante estes dias. Espero sinceramente, que outras oportunidades surjam em breve para matar as saudades e para dar dois dedos de conversa.
A todos os leitores do blog que, pacientemente, têm cá vindo à espera de encontrar receitas, só vos posso dizer que, se um dia tiverem oportunidade, visitem o Sotavento Algarvio!


Domingo, o último dia,
É o fim desta viagem.
Só de pensar dá-me azia
Façam as malas, coragem!

Check-out da quinta.
Deixar a serra para trás .
Mais umas fotos com pinta,
E eu sem pentear as cãs :)

Olhem a bela surpresa
Os lindos cestos de encantar!
O Algarve é uma riqueza,
Já não vamos de mãos a abanar :)


A última paragem
Foi nos Viveiros Monterosa.
Que bom, respirem a aragem
Da plantação fabulosa.


Dirigidas pelo Sr. Detlev
Que nos explicou o funcionamento.
Nada ali nos impede,
De entrar pelo Olival dentro.


Estava calor, é certo!
O sol estava a escaldar.
De repente, ali tão perto
Surge um besouro a esvoaçar.

Pousou com delicadeza.
Não era gafanhoto, que bom!
Se fosse, eu fugia de certeza
Mas não era de bom tom.


Calcorreando o olival
Vendo de perto as Oliveiras.
A apanha é artesanal,
O azeite ultrapassa fronteiras.

Também fizemos degustação
Do produto ali fabricado.
De copinho de plástico na mão
Provamos azeite delicado.



Era virgem com uma bela embalagem
E também estava à venda.
Puxam da nota com coragem
Para oferecer como prenda.

Já estava a Ana a avisar
À chefe Margarida,
Que o tempo estava a passar
E tínhamos à espera a comida.

Despedimo-nos da plantação
Saímos pra São Brás de Alportel.
Tivemos que pedir informação
Acerca do lugar do farnel.


Tivemos borrego e bacalhau
De entrada um camarão delicioso.
Comemos até dar cum pau!
Creme de manga, tarde de maçã e tiramisú famoso.


Fonte da Pedra, assim se chamava
O restaurante que nos deu bom comer.
Depois disso íamos prá estrada
Despedi-mo-nos quase a correr.



Apanhamos um domingueiro,
Tivemos que os quatro piscas ligar
Apetecia dar-lhe com um tranqueiro
Para o carro dele arrumar.

Ai que falta pouquinho!
Margarida tu acelera,
Vai-me dar o bagaiozinho
Olhem que o Alfa não espera.

Um minuto era o que faltava
Voamos da carrinha com as tralhas.
O homem no alfa gritava
Depressa metam cá as malas!

Ai que desgraça, que aflição!
Por pouco ficávamos em terra,
Ia morrendo do coração
Adeus Algarve, ria e serra.

Mais 6 horas de viagem,
A caminho do meu lar.
Vá Ameixa, tem coragem
Isto é tudo pra recordar.

Caríssimas companheiras,
Que prazer foi conviver.
Já somos quase confreiras
Vivem cá dentro, estão a ver?


Este blog seguirá com a sua programação habitual. Apesar da máquina ter dado o berro, ainda tenho algumas receitas para publicar. Depois disso... logo se vê :)
Bom Domingo e bom início de semana!
publicado por Ameixinha às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (45) | partilhar
Quarta-feira, 05.05.10

Safari de manhã à noite!

Este dia foi um verdadeiro safari, cheio de aventuras que começaram na serra, passaram pelos táxis e terminaram no Lollipop!

Quase todas as pessoas têm uma música que lhes lembram certas viagens e pessoas, e nós, como grupo de possuídas, também temos uma. Será que conseguem adivinhar qual foi?

As saudades já são mais que muitas e estes relatos transportam-me durante mais um bocadinho para aquele ambiente surpreendente. Não, o relato não termina aqui... este é só do Sábado. Falta o último dia :)

As fotos foram todas "emprestadas" das minhas companheiras de viagem. Não consegui recuperar as minhas e a máquina está encostada de vez... morreu!

Ora mais um pequeno-almoço
Queijo, fiambre e pão bem torradinho.
Kiwis, morangos, ananás sem caroço
Café, sumo, água e leitinho.

Os jeeps já estavam à espera,
O Safari ia começar.
Íamos subir a Serra
A Pipoka teve que se pentear.



Saquei do pente de estimação.
Emprestei-o com carinho
Ela meteu-lhe a mão
Nunca mais vi o pentinho :)

Vão com o Eric ou com o António?
Decidam lá, façam a divisão
Vamos ver o património
Apertem os cintos então!

Tire-nos uma foto aqui!
Apanhe-nos bem, veja lá.
O Sr Eric ficou parado ali
Ai que és um homem morto, já está!

Mais uns balanços no jeep
Lá vamos nós ver os sobreiros.
Oh my God, i'm feeling sick!
Chamem os bombeiros :)

Olhem ali os medronhos
Tantos, cheios de sementes.
Bebem com semblantes risonhos
Matam o bicho, cerram os dentes :)


A Serra é delicada, tão bonita
Cheia de estevas floridas.
Duas miúdas sacam da marmita
E mandam cascas de banana às urtigas.


Sr Eric bem entusiasmado
As amêndoas vai distribuindo
É para plantar num vaso
Vão ver como vai ser lindo!

Depois de percorrer a estrada
Com tanto buraco, tanto tropeço
Dirigimo-nos à Beterraba
E viramo-la do avesso.

É de uma senhora alemã simpática
que vive há muitos anos em Portugal.
E que faz disto a sua prática,
É tudo muito biológico, natural.



Olhe o troco, confira
Depois das compras já pagas
Fomos para o A Ver Tavira
Estávamos esfomeadas.

O polvo estava em harmonia
Com o doce da batata
O bicho era de Santa Luzia
Bebe um Cortello tinto, que não mata!

O atum ficou corado
Por entre tanta beleza.
Pelo pimento rodeado,
Com 9 mulheres à mesa.



O collant era de alfarroba
Os frutos silvestres acompanhavam.
Gelado de poejo de sobra
Que bem que eles combinaram.

Depois já no Palácio da Galeria
Quebramos de forma monumental.
A Carlota já não mais podia
O sono tomou-nos de maneira anormal!

Mas toca a pôr a mão na massa
A Dona Cruz vai explicar
O doce é fino, a amêndoa amassa
Com açúcar e clara pra misturar.



Façam lá bolinhas,
Com ovos moles no centro.
Depois dêem-lhes forminhas,
Dá-me lá uma que eu tento!

Eram maçãs, limões e queijinhos
Pêras, cenoura e melancia
Depois de tantos frutinhos
A banana é que não saía :)


Saímos para os jardins
Descemos o escadario
Visitamos lojas gourmet e afins
Nunca se viu tanto mulherio.

Passamos na garrafeira Vital,
Licor de alfarroba compraram.
E na Ex-libris Gourmet fenomenal
O de poejo arrecadaram.

Eu vim com uma lata de sardinhas
Sou uma garota sem dinheiro
Tenho que guardar as moedinhas
Para pagar ao merceeiro :)

Seguimos para a feira da Primavera.
Fomos visitar as barraquinhas,
Tinham chás de todo o tipo de erva
Especiarias, cestos e comidinhas.

Olhem as horas, já não é cedo,
Perdemo-nos a conversar.
Peçam um táxi, ai que medo!
Vamos para o Hotel antes de jantar.

E não é que nos perdemos?!
Fomos a uma herdade dar
Ai o que nós sofremos,
Com o motorista a resmungar.

Ó senhor tenha lá calma!
Estamos sem saber o rumo a seguir,
Meta marcha-atrás, sossegue a alma
O melhor a fazer é rir :)

Finalmente, o Hotel Rural
Apareceu-nos à frente.
Foi uma experiência sem igual
E eu continuo sem pente!

O jantar foi na Praia Verde
Era panorâmico, muito acolhedor
Venha o tinto que temos sede
E o atum, as ovas, que belo sabor!

O polvo com alho estava espectacular
Entretanto veio arroz de lingueirão
A caldeirada com poejo, sabor a mar
Tudo servido pelo Sr. João.



Já está na hora da caminha?
Então para que é o pijama?!
Com foguetes, parece uma festinha,
Era sobremesa com fama.

No fim fomos visitar
O Lollipop ali ao ladinho.
Perdi o cartão na hora de entrar,
À saída deu cá um medinho.

Os seguranças olhavam para mim
Com cara de poucos amigos.
Ofereci amêndoas em troca, enfim
Encontrei o cartão, estava fora de perigos :)

Seguiu-se um momento
Perdemo-nos em palavras.
Viagem pela noite dentro
A carrinha ganhou asas.

Fomos para o Hotel,
O quarto das papoilas fui visitar.
O candeeiro tinha um cordel,
A Laranjinha não queria acreditar.

Corremos mais alguns quartos,
Para ver o ambiente.
Cá fora andavam os gatos
Lá dentro estava quente.

O Sábado foi assim,
Preenchido com certeza.
O Domingo é o fim,
Desta viagem em beleza!
publicado por Ameixinha às 10:45 | link do post | comentar | ver comentários (48) | partilhar
Sábado, 01.05.10

Por entre ria e serra!


No meio de tanta atrapalhação na minha vida, fui conhecer o Algarve, conhecer blogueiras que de outra forma não conheceria, provar a gastronomia local, conhecer locais lindíssimos. Sou privilegiada nas amizades, é isso que me dá um certo alento.

De tanto blog bom, começo a desconfiar que só fui convidada porque já sabiam que eu ia fazer o relato a versejar :) E olha pra mim muito incomodada com isso! he he

Não vamos insultar os verdadeiros poetas, eu apenas faço umas graçolas com as palavras... não obedeço a métrica nenhuma. É o que me dá na moleirinha e faço isto para me divertir e para divertir quem lê.

Os versos de hoje são especialmente dirigidos às pessoas que nos mostraram a terra onde vivem. De Olhão a Tavira, da Ria à Serra, convivemos pacificamente com a Fauna e a Flora da região e tenho a dizer que tudo é maravilhoso.

Ao Ricardo Badalo e ao Joaquim que nos deram a conhecer a Ria Formosa, ao Bruno Martins que é Director do Hotel Vila Galé Albacora e ao Chefe João Santos que tão bem nos recebeu no restaurante Salinas, ao Guia e Biólogo Samuel que nos levou por entre o Arraial Ferreira Neto e o Museu do Atum, aos Confrades José Manuel Alves, João Botelho e Felícia Sampaio, que nos trataram como confreiras, ao Sr. Coronel Rosa Pinto e à Clara que nos mostraram a flora tão própria do Barrocal, à D. Otília pelo fabuloso lanche, e ao restaurante O Costa em Cacelha Velha que tão bem nos alimentou :)



Na Sexta-feira foi assim:
Se eu descesse ao Algarve.
Então quem foi que as comeu?
Eu não fui, que não sou alarve!

Preciso é de café,
Mas a máquina não funcionava!
Ai que levas já um pontapé,
A Carlota leva tudo à pancada :)

Tomar o pequeno-almoço?!
Qué das Waffles bem quentinhas?
Para depois ir ter com o moço,
Ver a ria e apanhar conchinhas.


Ricardo e Joaquim
Conduziam as embarcações
A ria parecia não ter fim,
Ai as ondulações!

Tem calma Ameixinha,
Agarra-te ao assento.
Senão bates com a cabecinha
No motor e é um tormento.


Atracamos numa ilha
De polvos e cavalos marinhos falamos.
Uma pequena maravilha!
A RTP2 causou danos :)

A porto seguro chegadas
Seguimos para o Mercado de Olhão.
Cum canário tantas bancadas
De legumes, frutas, peixe, carne e pão.


A Pipoka e a Gasparzinha
Atiraram-se às favas
Fotografia mais fotografiazinha
Pela Helena eram tiradas.


Guardem lá o material,
Que temos que nos apressar.
Vamos esfomeadas para o Arraial,
No Salinas almoçar.

Mas primeiro a visita ao museu,
Para falar do atum e sua pesca.
Eis que o guia Samuel procedeu
À explicação de forma minestra.


Qual José Hermano Saraiva!
O homem sabia de tudo.
Do atum e da faina
Ficou tudo calado, tudo mudo.

Com confrades por companhia,
É um prazer estar a almoçar.
Também lá estava a directoria,
E o chef a explicar.

Primeiro as entradinhas,
O polvo com flor de laranjeira
Suou até às estopinhas,
Mas o crepe apanhou-o à maneira.


Porco preto e do atum a barriga
Enroladinhos, tão deliciosos
Cada uma de nós era formiga
A saborear pratos gulosos.


O vinho Barranco Longo Rosé
Estava bem fresquinho.
Acho que já não me consigo pôr de pé,
Que se lixe, mais um copinho!


De batata doce era a azevia,
E trazia café na gemada.
Tudo calado, tudo comia,
Nunca ninguém se queixava.

A bicha que é solitária,
Já estava bem alimentada.
A confreira muito solidária,
Viu a Pipoka com olhos de fada.

Era a mais nova do grupo
Claro que era, pois sim!
Pipokinha ficou com o ego ao rubro
O orgulho não tinha fim!

Ela está muito bem conservada,
Realmente não aparenta.
Eu também fui enganada!
Na realidade tenho 1 metro e 70 :)

Mais umas fotografias
Para a posteridade.
Percam lá as manias,
Vistam o capote do confrade.

Tá tudo de sapatilha calçada?
Pronto para deixar o Vila Galé Hotel?
Então vamos embora mulherada
Ter com o Senhor Coronel!


Descobrimos ervas aromáticas
Por entre a serra embrenhadas.
As plantas são fantásticas,
Até se protegem de ovelhas e cabras.

Se vejo um gafanhoto eu abro asas!
É bicho que não suporto.
Corro, grito e fujo sem deixar pegadas
Faço cenas mas não me importo.

O que era para ser surpresa,
Foi desvendado pelo Sr. Coronel.
Fomos ter a uma bela mesa
Com chás, bolo de cacau e bolo de mel.

A D. Otília é toda despachada.
Ela gosta é de pôr o pessoal a pensar
Deu-nos chá para provar à golada,
E tivemos que tentar adivinhar.

Depois disso lá fomos saciadas,
Levando na mão o caderno.
Apesar de estarmos cansadas,
Fomos ao Pêgo do Inferno.


Ameixa sobe,
sobe a calçada
Vai que não pode,
ai estou cansada.

Anda lá que já faltou mais,
Não fiques pra trás senão ficas sozinha.
Tenho que ir aos canaviais,
Só para dar uma mijinha?!

Vocês são loucas,
Sei que sou da aldeia.
Mas sou das poucas
Que não faz xixi na areia.

Chegadas ao hotel,
Aliviada a bexiga.
Vamos a mais um farnel
No Costa de frente à ria.

Mas ao fim da tardinha
Chega mais uma prá cowboiada
Dona Laranjinha,
Vamos lá à jantarada.

Venham de lá as conquilhas,
Junta-te a nós ó Badalo!
As ostras são para serem comidas
A cataplana vai no embalo.


Telefono eu para casa,
Entre ostras e arroz de lingueirão.
Digo que das gajas estou enjoada
Responde-me a mãe: Fosga-se, então!

Era muita gaja para um barqueiro,
Nós não nos calávamos.
Passou o jantar inteiro,
A rir e a desejar afogar-nos.

Risota para aqui, para ali,
Vamos terminar a noite num bar.
Está tudo fechado aqui,
O Badalo teve que abalar.

Cansou-se da gajada fenomenal,
Despediu-se com simpatia.
Diz que ia ver o segundo canal
Para a sua freguesia.

E nós lá fomos singelas
Dormir no nosso cantinho.
Amanhã é que são elas
Espera-nos o cafézinho :)

Aviso já que se me quiserem levar a tribunal, eu sou um caso perdido. Não se apoquentem que eu serei considerada inimputável e ficará tudo em águas de bacalhau.
Além do mais, isto não termina aqui. Esperem pelo fim e metam os processos todos juntos, ok?
Bom resto de fim de semana!
Eu volto em breve com mais uma parte do relato :)
publicado por Ameixinha às 23:50 | link do post | comentar | ver comentários (49) | partilhar
Sexta-feira, 30.04.10

Do Norte ao Sul!


Muitos de vocês já leram acerca do que me manteve a mim, e a outras blogueiras, afastadas da internet no passado fim de semana. A maioria delas, na verdade acho que foram todas, já falaram um bocadinho do que aconteceu. Todas nós fomos contactadas pela ASA - Associação Sotavento Algarvio - cuja directora executiva é a também dona do blog Figo Lampo, muito bem acompanhada da sua colega Ana Santos que fez com que tudo corresse como planeado :)

Convites feitos, convites aceites, rumamos todas a Sul. Um Sul ao qual nunca tinha ido, que não conhecia e que, por isso, não poderia perder esta oportunidade. Foram quatro dias inesquecíveis, de uma incontornável beleza, a empatia entre todas foi tal que tudo era motivo de risota. Bem podem imaginar o que por lá aconteceu, se bem que é inimaginável.

Estes relatos e as descrições que temos vindo a fazer são antes de mais, para louvar a iniciativa da Associação, para reafirmar o quanto gostamos do que vivemos, para homenagear todas as pessoas que nos receberam de braços abertos, que nos apresentaram um Algarve riquíssimo em sabores, aromas e cores; também para tornar imortal todos os momentos que lá passamos, todas as experiências que vivenciamos, toda a ligação que se estabeleceu entre nós e, por último, para vos dar a conhecer esse Algarve de contrastes que pode ser - e é - muito mais que sol e praia :) Não nos responsabilizamos por qualquer pontinha de inveja que possa despertar ao mais manhoso dos leitores. Aqui não aceitamos cartões, complicações ou reclamações!

A minha descrição daqueles dias vai ser um tanto ao quanto diferente, as minhas colegas de viagem esperam que eu me esgadanhe de tanto puxar pela moleirinha a tentar versejar. Como refiro sempre, é muito provável que não se entenda tudo aquilo que eu vou dizer. Há coisas que só são passíveis de entendimento por quem lá esteve comigo. Por isso, eu peço desculpa mas ao versejar tenho que comprimir os acontecimentos. É óbvio que é um relato mais descontraído mas nem por isso menos sério :) Dedicado espacialmente à Ana, à Carlota, à Gasparzinha, à Helena, à Laranjinha, à Margarida, à Mónica e à Pipoka. Espero que gostem miúdas :)

De minha parte, só posso dizer que estou velha, mas este lugarzinho da minha memória ficará intocável, pelo menos até aparecer o Alzheimer!


Aqui vai, apertem os cintos ;)

Quis saber quem sou,
Que fazia ali!
Quem me convidou?
Ai, já me perdi!

A Mónica e eu,
As primeiras a viajar.
6 horas é muito meu!
Já me estou a passar.

Perguntei quem tinha
Desistido em meu lugar!
Mas era a minha sina,
Ter que as aturar :)

Mal me vi sentada,
Depois da Pipoka entrar,
Começou a galhofada
E o Alfa a abanar.

Sacamos das marmitas.
A fome apertava.
Estávamos nas tintas,
A Carlota quase enjoava.

Em silêncio, lá ficamos.
Mas ainda falta tanto?
Felizmente lá paramos,
Em Faro fizemos um pranto.

Quem estava à nossa espera,
As meninas Ana e a Margarida.
Viram um grupo bera
Na serra deram-nos guarida.


Sempre em andamento.
Com o pé no acelerador,
Chegamos à Quinta do Marco num momento.
Que espaço acolhedor!


Ainda nos juntamos,
Na sala para a converseta.
De tudo um pouco falamos
Era o que dava na veneta :)

Cada uma para seu quarto,
Toca a adormecer!
Levantar às sete e um quarto,
Ver a serra amanhecer.



As nossas aposentações,
Eram gigantes podem acreditar.
Podíamos lá meter uns milhões
Cabia gente até fartar.



Mas garanto que fomos certinhas*.
Nunca lá entrou ninguém!
A não ser as lindas gatinhas,
Que nos receberam tão bem :)




Com uma cama de casal,
Mais uma de solteira.
Tv ligada no segundo canal :)
Dormi bem a noite inteira!

O fim de dia de quinta-feira foi assim, seguem-se os próximos capítulos em breve... se eu tiver paciência e se o blogger deixar!

Podem ler e ver os relatos que as minhas companheiras de viagem já fizeram, é só clicar nos links dos nomes delas e apreciar a escrita e fotografia de um Algarve visto aos olhos de cada uma.

Bom fim de semana!


*Não ponho a mão no fogo por ninguém :)
publicado por Ameixinha às 10:45 | link do post | comentar | ver comentários (36) | partilhar
Terça-feira, 08.01.08

Ameixa seca

Porque é que me auto-intitulei "ameixa seca"?
A resposta é que adoro fruta e o ano passado descobri a genialidade da ameixa preta seca. Adoro ameixas, mas todos nós já nos demos conta que a maioria das frutas que chegam até nós não têm o mesmo sabor que tinham na nossa infância. A minha memória palatal diz-me que as ameixas frescas que nos aparecem agora nos supermercados são tudo menos naturais. Basta um breve olhar para perceber que aquelas ameixas enormes são, como se costuma dizer, injectadas e amadurecidas à força. Muitas delas não sabem a nada... torna-se dificil definir o que é aquilo que estamos a comer. Pelo contrário, a ameixa seca tem um sabor fabuloso e é rica em fibras, ferro e potássio e têm um papel antioxidante. Tudo boas razões para comer ameixa seca. Mas a melhor é que é o fruto seco que tem menos calorias. Óptimo para compensar a minha paixão por banana seca que é o fruto que tem mais calorias quando seco. Agora que voltei a casa, depois de 5 anos a estudar em Coimbra, nunca mais consegui encontrar banana seca como eu comprava no Pingo-Doce de lá. É nestas pequenas coisinhas que as saudades se fazem sentir...
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publicado por Ameixinha às 15:46 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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