Quarta-feira, 25.09.13

Polpo con patate

 

Não me canso da Tessa Kiros mas não posso dizer o mesmo desta toalha que tenho na cozinha. Bolinhas são lindas, mas quem der uma vista de olhos nas minhas últimas postagens, deve pensar que não tenho nada mais para colocar na mesa :) A comida é diferente mas é sempre servida na mesma toalha. Há uma explicação lógica para tanta monotonia: esta é uma toalha ecológica, é só passar um pano húmido no final das refeições e ela fica limpinha. Além disso, com os raios de sol dos últimos dias de verão, era-me bastante fácil tirar fotos na cozinha, com a mesa já posta e prontos para comer.

A partir de agora as coisas vão mudar, a luz está mais fraca, os dias mais cinzentos e curtos obrigam-me a sair de casa para uma miserável foto do prato do dia. O outono é a minha estação favorita e já hoje senti o aconchego delicioso de um casaco de malha, panquecas ao lanche e uma refeição confortável.

Seja verão ou inverno, teremos sempre Tessa à mesa e... toalha às bolinhas :)

 

Polvo com batatas (Veneza - Tessa Kiros)

 

500 g de polvo

4 colheres (sopa) de azeite

1/2 cebola branca picada

2 dentes de alho picados

uma boa pitada de malagueta

125 ml de vinho branco

375 ml de caldo de legumes

500 g de batatas descascadas e cortadas em pedaços

2 colheres (sopa) de salsa picada

 

Preparação:

 

Arranje o polvo, limpe-o e corte a carne aos pedaços deixando os tentáculos relativamente longos.

Aqueça o azeite num tacho largo, tapado, e salteie a cebola até ficar amolecida e começar a alourar num ou noutro ponto. Adicione o polvo, mexa, tape e deixe cozinhar até à evaporação quase total do líquido. Acrescente o alho e a malagueta e mexa. Quando começar a cheirar bem, adicione o vinho e deixe cozinhar à mesma temperatura (destapado) até se evaporar praticamente todo o vinho.

Introduza o caldo de legumes e deixe levantar fervura. Diminua a temperatura e deixe ferver em lume brando durante cerca de 30 minutos - coberto durante os primeiros 10 minutos, depois descoberto - até o polvo ficar muito tenro.

Entretanto, deixe cozer as batatas durante 10 minutos, num tacho com água e sal, até ficarem quase cozidas, mas ainda firmes. Escorra a água.

Acrescente as batatas ao polvo no final da cozedura, quando restar apenas pouco líquido, depois deixe ferver os dois ingredientes em conjunto, em lume brando, durante 5 minutos. Rectifique os temperos.

Desligue o fogão e aguarde 10-15 minutos, de maneira que as batatas absorvam o líquido restante. Polvilhe com salsa picada. Sirva quante ou à temperatura ambiente, depois de temperar com um pouco de sal e pimenta preta acabada de moer.

 

Bom outono a todos os habitantes do hemisfério norte e boa primavera ao sul ;)

publicado por Ameixinha às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Domingo, 18.08.13

Batatas salteadas


A maior parte das receitas nos livros da Tessa são uma inspiração. A família, os amigos, as viagens, as coincidências e as estórias... todos são motivos de inspiração para ela. Assim como são para muitos de nós, os livros de receitas que adquirimos e recebemos ao longo dos anos. Eles proporcionam-nos refeições deliciosas e momentos de partilha inesquecíveis.

A minha mãe também queria partilhar um pudim que aprendeu com alguém, o pudim que ela me ensinou a fazer e que é tão simples, quanto é rápido e bom :) Ela queria e eu ajudei-a, não sem antes bufar, me irritar e descabelar. Porquê? Porque há dias em que nem tudo que é nacional é bom! Há dias em que nos sentimos enganados e em que o barato sai mesmo muito caro!

Desde que comecei a dieta sem glúten que aboli o caramelo líquido de compra e comecei a fazer caramelo em casa. É só açúcar e já está! Mas não, não esteve. Nem pela primeira, nem pela segunda, nem pela terceira vez eu obtive caramelo. Achei que era do tacho, mudei para a panela, achei que era a panela, mudei para a frigideira e... nada. O excelentíssimo 100% açúcar da marca Continente não queria transformar-se em caramelo por nada deste mundo e eu, eu já transpirava, desatinava, enervava e desnorteava, porque só tinha açúcar continente em casa e a minha rica mãezinha, queria levar o pudim como sobremesa a um almoço para o qual havia sido convidada. Achei que o meu olhar fulminante e esgazeado fosse tranformar aquelas pintinhas brancas em caramelo dourado e aromático, mas não, quanto mais eu olhava mais o Belmiro Azevedo fazia pouco de mim. O açucar cada vez mais branco como a neve, eu sentia-me uma anã e o Belmiro era a bruxa má. Oh se era!

Num momento de iluminação, eis que me lembro do açúcar amarelo que descansava na prateleira. Será? - pensei eu comigo mesma. E foi! Caramelizou-se num instante. Sobremesa salva :)

Para vocês, trago batatas que tem mesmo tudo a ver com a estória ha ha 

Mas está calor, venham os churrascos e os acompanhamentos descomplicados. Pudins há muitos ;)

 

Ingredientes:

800 gramas de batatas, descascadas e cortadas em pedaços

2 colheres (sopa) de azeite

1 cebola picada

30 g de manteiga

2 dentes de alho, esmagados 

1 colher (chá) folhas de tomilho

1 folha de louro 

2 colheres (sopa) salsa picada

 

Preparação:

Coza as batatas em água salgada por cerca de 10 minutos, até que  fiquem cozinhadas mas não demasiado. Escorra e reserve.

Aqueça metade do azeite numa frigideira anti-aderente. Adicione a cebola e salteie por cerca de 15 minutos, até que amoleça. Retire para um prato e limpe a frigideira, se necessário.

Adicione a manteiga à frigideira e o resto do azeite. Junte as batatas, alho e tomilho e salteie em lume médio. Assim que o fundo das batatas comece a ficar dourado, baixe o lume e deixe ficar até obter batatas crocantes e douradas, agitando a frigideira ocasionalmente. Não mexa de,asiado as batatas senão vão desfazer-se. Se o alho começar a queimar, coloque-o por cima das batatas. Depois de cerca de 20 minutos adicione a folha de louro e continue a saltear.

Quando as batatas estiverem crocantes e douradas, junte a cebola reservada e a salsa, cozinhe por mais um minuto e retire do lume. Tempere com sal e pimenta antes de servir.

 

Retirado do livro "Falling Cloudberries" da Tessa Kiros.

sinto-me:
publicado por Ameixinha às 17:13 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Sábado, 09.04.11

Bacalhau às postas


O Alessander, dono do blog Cuecas na Cozinha, pediu-me que sugerisse um prato de bacalhau para esta época do ano já que, segundo ele, a Páscoa é uma boa desculpa para comer bacalhau no Brasil. Em Portugal, feliz ou infelizmente, não precisamos de boas nem más desculpas para comer esta especialidade :)
Apostei numa receita tradicional da zona de Viana do Castelo, que vi no livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, que já tencionava fazer há algum tempo. Obrigada Alessander por teres dado um empurrãozinho que me levou a fazer esta receita mais cedo do que eu contava. Podem dar uma espreitadela no Cuecas na Cozinha para visualizar a publicação que ele fez.


Ingredientes:
4 postas de bacalhau
4 dl de azeite
2 cebolas
6 dentes de alho
1 dl de vinho maduro branco
1 colher sopa de colorau
800 gr de batatas

Preparação:
Põe-se o bacalhau de molho, escorre-se, enxuga-se e frita-se em azeite.
À parte faz-se uma cebolada, cozendo em 2 dl de azeite as cebolas cortadas às rodelas finíssimas com o alho picado. Quando a cebola estiver translúcida, rega-se com o vinho branco e tempera-se com pimenta e o colorau.
Dispõem-se as postas de bacalhau no prato de serviço e cobre-se com a cebolada. À roda do bacalhau dispõem-se as batatas cortadas às rodelas e fritas no azeite que serviu para fritar o bacalhau.

Bom fim de semana a todos!
publicado por Ameixinha às 11:43 | link do post | comentar | ver comentários (53) | partilhar
Sexta-feira, 13.08.10

Bacalhau gratinado

Após um interregno de participações em desafios devido ao excesso de calor, eis que volto quase renovada - não fosse o fungo que me consome por dentro!!! - e começo por dar o meu contributo para o Alquimia de Ingredientes do blog Eu Mulher. Existiam duas hipóteses, banana ou peixe e, tendo várias receitas de peixe para publicar, escolhi o maravilhoso bacalhau que, apesar de estar em vias de extinção, continua a ser Rei à mesa dos portugueses. No fundo, somos uns assassinos que gostamos de estar bem alimentados :) Portanto, peço para reduzir o consumo de bacalhau mas digo-vos que experimentem esta receita. Enfim, sentimentos antagónicos apoderam-se de mim neste momento, não abusem mas façam! Podem sempre usar outro peixe.

Ingredientes:
750 g de bacalhau demolhado
1 dl de azeite
2 cebolas
3 dentes de alho, picados
Sal e pimenta q.b.
1 colher (sopa) de salsa picada
1,5 kg de batatas
2 ovos cozidos
Azeitonas q.b

Preparação:
Leve a cozer o bacalhau e, depois de cozido, limpe-o de peles e espinhas e lasque-o.
Num tacho, leve a alourar no azeite as cebolas às rodelas e os dentes de alho picados; junte-lhes de seguida o bacalhau às lascas, tempere com sal e pimenta e metade da salsa e deixe saltear alguns minutos.
Descasque as batatas, corte-as às rodelas finas e escalde-as, durante 1 ou 2 minutos, em água a ferver.
Coloque o bacalhau num recipiente que possa ir ao forno e cubra-o com as batatas em escama.
Leve ao forno a gratinar durante 10 minutos. Sirva decorado com os ovos cozidos aos gomos e as azeitonas. Polvilhe com a restante salsa picada.



Bom fim de semana a todos!

Notas:

Tirei a receita de uma Tele Culinária nº 1193 de 2002.
As batatas devem ser cortadas bem mais finas, as minhas ficaram demasiado grossas e demoraram mais a cozer.
Podem cobrir o preparado com molho béchamel antes de levar a gratinar. Acho que deve ficar ainda mais delicioso, sendo que tem a inconveniência de tornar-se mais calórico.
Se virem que o bacalhau e as batatas estão secas, deitem azeite por cima antes de levar a gratinar.
Não usei os ovos, porque não me apeteceu mas fica bonitinho para compor a travessa.

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Sexta-feira, 04.06.10

Nhoque gratinado com bacon e ervilhas


Para ser perfeito teria que ser feito pelo Guerra e fotografado pela Paz :)
Infelizmente estão lá do outro lado do oceano e eu é que manejei o tacho e a câmara fotográfica. Como é óbvio, não ficou tão lindo como no livro "Cuecas na Cozinha", mas que ficou bom... ficou! E eu recomendo muito :) Fiz algumas alterações porque não tinha alho francês - tinha mas estava congelado - e usei cogumelos e bacon. Acho que é uma receita que dá para fazer algumas adaptações, porque ao invés de ervilhas já fiz com milho e ficou excelente. Fiz apenas meia receita mas dou a receita na íntegra.
Mais uma vez, obrigada pelo maravilhoso livro e pelas receitas deliciosas!

Ingredientes:

Nhoque pré-cozido (1kg)
Ervilha congelada (300 g)
Presunto sem gordura (1 fatia grossa-espessura de um dedo) - usei bacon
Azeite (100 ml)
Alho poró (1/2 unidade pequena) - substituí por cogumelos
Leite integral (500 ml)
Farinha de aveia (3 colheres de sopa cheias) - usei flocos de aveia que moí na 1,2,3
Parmesão ralado (300 g) - usei limiano mas não recomendo
Sal
Pimenta moída
Noz-moscada

Faça antes:

Pique a fatia de presunto em tiras de 1 cm e depois em cubos de 1 cm. Não é preciso medir com a régua, ok? Reserve. Descongele as ervilhas retirando-as do congelador meia hora antes. Numa tábua de cortar, pique metade do alho-francês - primeiro em rodelas e depois pique bem.

Na hora:
Numa panela em lume brando, coloque 100 ml de azeite. Deixe aquecer, acrescente o alho-francês e refogue por um minuto. Despeje os cubos de presunto, misture tudo e frite mais dois minutos, até ficar ligeiramente dourado. Coloque os nhoques, as ervilhas, sal e pimenta moída a gosto. Misture tudo e deixe mais dois minutos no lume. Mexa sempre com cuidado, o objectivo é aquecer tudo sem desmanchar nada.

Molho:
Numa panela coloque o leite, farinha de aveia e metade do parmesão ralado. Leve a lume brando, por 5 minutos, mexendo sempre. Desligue e acrescente noz-moscada moída a gosto.

Montagem: nhoque + molho + parmesão restante. Levar ao forno a gratinar e comer com muito gosto :)

Comprei o nhoque no Lidl e gostei muito porque não se desfizeram. Segundo o Alessander nunca se deve comprar nhoque congelado. Eu usei um embalado que encontro sempre por lá! Ervilhas de lata também são para esquecer, usem frescas ou congeladas.
Uma receita a repetir muitas e muitas vezes!

Bom fim de semana e desculpem a falta de comentários mas o meu computador avariou de vez.
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Domingo, 13.09.09

Salada roxa


Finalmente :)
Há mais de um mês que tenho esta receita preparada, porque sou completamente despassarada e achei que era para publicar em Agosto he he
Ora cá estamos no muito falado dia roxo, uma cor que me agrada!
Esta salada ficou um espectáculo, por isso nem inventei mais nada para este dia. Ainda por cima leva bacon e batata... boa, boa, boa!

Quem não quiser juntar a batata e a maionese, faça só a couve roxa salteada com o bacon que obtem um excelente acompanhamento. Por isso tirei fotografia a meio da receita, depois da couve estar salteada, fica com muito bom aspecto (foto acima). Depois de juntar a maionese o aspecto não fica tão bom, mas o sabor é tudo! Os gajos da casa torceram o nariz quando viram mas, depois de provar... não sobrou nada. Portanto, não negue à partida uma salada roxa que desconhece, ok?

Bem fresquinha e não há calor que resista :)
Já não faço a mínima ideia do que servi com esta salada mas fica ao gosto de cada um.


Ingredientes:
1 kg de batata em cubos
200 g de bacon em cubos
2 chávenas de couve roxa fatiada bem fina
sal, pimenta e salsa picada a gosto (salsa não tinha mas, um mês depois, já tenho. Finalmente!)
1 chávena de maionese (usei meia e acho que chegou)
200 g de natas (usei menos e acho até que pode ser omitida)

Cozinhe a batata em água a ferver com sal por 10 minutos ou até amaciar. Escorra.
Aqueça uma frigideira grande e refogue o bacon por 5 minutos. Despeje a couve e refogue por 3 minutos para murchar levemente. Tempere com sal e pimenta e deixe arrefecer. Misture a maionese, o repolho com o bacon, as natas, a batata e tempere com sal e pimenta. Despeje num recipiente e polvilhe com salsa. Leve ao frigorífico por, no mínimo, 2 horas antes de servir.


Notas:
- Para ver se a batata está cozida, espete uma faca. Se a batata cair da lâmina da faca, já está pronta.
- Comprei o bacon inteiro. A embalagem com o bacon já cortado em cubos é muito mais cara.
- Para cortar o repolho fino usei um cortador de queijo e resultou muito bem. Temos que usar o que existe em casa :)
- A receita foi retirada da revista Delícias da Culinária nº 12 e chama-se mesmo Salada Roxa, não fui eu que inventei o nome de propósito para este dia he he

Bom Domingo e bom dia roxo para todos mas sem olhos roxos à mistura, ok? ;)
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Quinta-feira, 06.08.09

Papeta Par Eeda

Alguém sabe o que aconteceu à Agdá? Fico sempre preocupada quando as pessoas desaparecem sem explicação. No fundo, é alguém que estamos habituados a ver todos os dias, a comentar/falar e a visitar! É sempre complicado, pelo menos para mim, não saber se estará tudo bem ou se está a passar por momentos difíceis.
Se alguém souber algo acerca dela e poder adiantar novidades, agradeço :)

Há uns tempos recebi uns presentes aromáticos que contagiaram a casa. Sou capaz de ter ficado abananada com o aroma, depois de andar no pó, nas sementes de papoila, ainda ando a snifar especiarias he he
Sim, é bem provável que eu faça isso, não me admirava nada :)

Ora, como para estes lados não se encontram grandes especiarias e, as que se encontram, são de muito má qualidade, eu vi-me com uma mina de ouro nas mãos e sem saber bem para que lado me virar! Eu até podia vender mas este ouro desvaloriza muito he he
Recorri a uns quantos blogs e o da Agdá apresenta umas quantas sugestões que me pareceram deliciosas e usava algumas das especiarias que eu recebi.

Esta que encontrei é uma espécie, atrevo-me a dizer, - e sei que estou sujeita a linchamento público mas que se lixe! - de tortilha. Tem batatas e ovos, as especiarias é que lhe dão o toque sublime!

Papeta Par Eeda quer dizer ovos com batatas, simples não? E é muito bom! A minha só não ficou tão bonita quanto a da Agdá mas o que importa é o conteúdo, o sabor, certo?

Ingredientes:

4 ou 5 batatas médias em cubos
1 colher (sopa) de óleo (usei azeite)
1/2 colher (chá) sementes de mostarda preta
1/4 colher (chá) asafétida
2 pimentas malaguetas picadas ou partidas ao meio (ou a gosto)
Folhas de curry (opcional, eu usei apenas uma)
1/4 colher (chá) de açafrão-da-terra/ cúrcuma (não tinha mas juntei alguns filamentos de açáfrão puro)
1/2 colher (chá) de gengibre ralado
sal a gosto
1/4 chávena de coentros frescos (não usei)
3 ovos inteiros e 3 claras (quem preferir pode usar 6 ovos inteiros)

Preparação:
Aqueça o azeite e coloque as sementes de mostarda. Depois de pipocarem (darem uns saltinhos), junte a asafétida. Logo em seguida, ponha as folhas de curry, a pimenta picada, o gengibre e o açafrão da terra. Coloque as batatas, sal e água suficiente para amaciarem sem ficar com caldo, cerca de 1/2 chávena ou menos (usei um pouco menos), depende do tipo de batatas usadas. Cubra e deixe em lume médio-baixo até que estejam no ponto desejado e o líquido tenha evaporado. Se usar coentros, espalhe por cima das batatas e cubra. Após alguns segundos, junte os ovos e cubra. Deixe cozinhar até ficar firme.

Apesar de ter muitas especiarias, não achei que tivesse ficado forte, fica muito agradável. Adorei as sementes de mostarda (eu e as sementes, pelo menos estas não são suspeitas, ou são?). Servi por cima de fatias de pão integral mas uma salada verde acompanhava muito bem.

Esta foi mais uma receita testada na companhia da minha mãe. Ela é tipo eu, uma betoneira, experimentamos tudo :) Os homens continuam os mesmos retrógrados de sempre!

Já agora peço a quem tiver ou souber de alguma receita boa que inclua algum dos seguintes ingredientes:

- Colorífico
- Fish masala
- Asafétida
- Curry madras
- Nigella (a especiaria, não a cozinheira he he)
- Zimbro

Tenho tudo em pó, excepto o zimbro, feno-grego e nigella que tenho em sementes. Portanto, apressem-se antes que eu começe a snifar tudo he he
Coliquei links em alguns, porque acho que a maioria das pessoas nunca ouvir falar de algumas destas especiarias :)

Bom resto de semana!
publicado por Ameixinha às 20:08 | link do post | comentar | ver comentários (57) | partilhar
Sexta-feira, 05.06.09

Salada de batata/Pérolas a porcos

Tenho a sorte - ou azar, depende dos dias! - de viver rodeada de pessoas que se dedicam ao trabalho no campo. Pessoas que disponibilizam os produtos da época a preços mais simpáticos!
Como sou absolutamente batateira, é-me impossível resistir às batatinhas novas. Aqui, nesta terra onde nem Judas passou, as batatinhas novas mais pequeninas não são colocadas à venda. Há sempre quem despreze as coisinhas mais pequeninas, aquelas que não têm muita graça e, pasmem, estas batatinhas minúsculas são dadas aos porcos! Devo dizer que, os animais têm uma sorte do caraças porque são as batatas mais gostosas que eu comi e espero esta altura para me enfardar de batatinhas novas :)
Eu, que tenho uma porquinha de mim, vou em busca das batatinhas antes que os porcos tenham sorte! Se tiverem oportunidade de arranjar ou comprar... façam-no que não se arrependem! São boas de qualquer maneira, só ainda não as provei cruas mas deixo que as cruas fiquem para os porquinhos :)
Esta receita é do não menos porquinho (olhem, sem querer fiz um post que reúne os porcos e o cozinheiro que raramente lava as mãos he he), Jamie Oliver e foi retirada do único livro que tenho dele: "Na cozinha com Jamie Oliver".
Espero que vos agrade e... soltem lá os porquinhos que existem dentro de vós e comam estas pérolas deliciosas :)


Descasque ou raspe 455 g de batatas novas de tamanho semelhante (porquinho mas muito rigoroso, eu usei meio quilo e raspei a pele). Coza as batatas em água a ferver com sal.
Coza-as bem de forma a que escorreguem da lâmina da faca quando a espeta na batata (não devem estar cruas mas não devem estar muito cozidas). As minhas cozeram rapidamente... convém ir "sacrificando" uma batatatinha para ver o ponto. Assim que estiverem cozidas, escorra-as e ponha numa tigela. É importante que se junte o molho nesta fase, enquanto as batatas ainda estão quentes para que os sabores penetrem nelas.

Molho de azeite e sumo de limão:
2 colheres de sopa de sumo de limão
5 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá mal cheia de sal
1 colher de chá mal cheia de pimenta-preta acabada de moer
salsa fresca picada a gosto

Misture bem todos os ingredientes e espalhe por cima das batatas.



Já fiz duas vezes, o pessoal ficou viciado na receita e não quer outra coisa. Podem comer-se quentes mas mornas ou frias são muito melhores. Desta vez foram servidas com alheiras (vegetariana no meu caso) e da outra vez não me lembro bem (mais um neurónio que foi à vida) mas acho que foi com frango assado com limão.


A Sushibaby  atribuíu-me este selinho cheio de glamour, obrigada!
As regras são:

1- Exibir o selo no seu blog;
2- Postar o link do blog que te indicou;
3- Listar cinco desejos de consumo que a deixariam mais glamourosa;
4- Indicar dez amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas.

Não é que o que se compre nos deixe mais glamourosas mas deixar-me-iam bem melhor.

1- Desejo que os dois "cromos dos hipers" encontrem o caminho da minha casa e entreguem a arca frigorífica!
2- Uma casa mais espaçosa, luminosa, aconchegante e desparasitada (tenho a sensação que ontem estava quase a adormecer e passou-me uma aranhona nos lençóis. Imaginam o salto? Imaginem he he)
3- Quero um jardim para poder ter as minhas plantinhas e animaizinhos que não se deitem em cima delas :)
4- Ter dinheiro para comprar o que bem me apetecer e não ter que fazer contas à vida. Ter um emprego que me dê essa oportunidade ou ganhar o euromilhões!
5- Viajar muito, se possível para países que quero muito conhecer.

Isto de passar não é nada fácil, por isso vou deixar ao critério de quem comenta este blog. Levem porque há sempre um pouco de glamour em cada um de nós ;)

Tá feito!
Quero aproveitar para dizer que tenho vindo a reparar que a minha lista de seguidores está a crescer, ainda não fui ver se por lá anda algum gajo bom he he
Ainda não tive disponibilidade de ir ver e visitar mas espero que gostem do que seguem :)

Boa sexta-feira e bom fim de semana!

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Segunda-feira, 16.03.09

Frango com batata doce



Para quem gosta de batata doce, esta foi a forma que eu mais gostei de as comer, estufadas e misturadas com o molho do frango. O caril dá-lhe uma cor fantástica e todos comemos com os olhos!

Receita inspirada neste site, para variar :)



Para 4 pessoas

1 frango

60 g de margarina

2 cebolas

1 dente de alho

3 tomates maduros (usei tomate enlatado)

1 cravinho

gengibre fresco

500 g de batata doce

2 dl de água

1 pitada de caril

50 g de amendoins descascados e torrados (não usei)



Preparação

Corte o frango em bocados e aloure-os de todos os lados na margarina. Quando estiverem dourados, retire os pedaços de frango e deite no tacho, as cebolas, descascadas e cortadas em gomos e o alho esmagado. Deixe a cebola amolecer e junte o tomate, pelado e sem grainhas, cortado em bocados, e o cravinho. Deixe saltear 5 minutos e volte a introduzir os pedaços de frango e as batatas doces, descascadas e cortadas em rodelas. Tempere com sal, pimenta e uma pitada de gengibre, ralado na altura. Regue com a água quente, tape o tacho e deixe cozinhar sobre lume brando cerca de 40 minutos ou até o frango e as batatas estarem tenros. Junte os amendoins torrados e disponha no prato de serviço. Acompanhe com bróculos cozidos.









Há uma semanas a Academia foi contactada pela Editorial Presença para proceder a uma crítica literária. Uma surpresa inesperada mas, que vem enriquecer este fabuloso projecto que estamos a desenvolver. Contamos com a visita e o incentivo de todos os sócios e pessoas que se interessam por livros. Estamos a crescer! Para saberem mais cliquem aqui :)
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Quarta-feira, 11.03.09

Tarte de batata com bacon e queijo


O nome da tarte podia ser bem mais original, mais um bocadinho e era "tarte de batata com bacon, queijo, ovos, natas, sal e pimenta". Como eu não tenho imaginação para dar nomes mais criativos, limito-me ao que existe! Quando eu olho para o resultado ele lembra-me uma flor, quase um girassol, não é?
Podia chamar-lhe tarte girassol, mas isso soa-me tão cor-de-rosa, tão romântico... que me leva a manter o nome original.
E aqui está a torta/tarte salgada com que vou participar, mais uma vez, no desafio do chá da tarde desenvolvido pela Cris e pela Leila :)



Ingredientes:
óleo
3 a 4 batatas médias
sal
pimenta de moinho
15 a 20 fatias finas de bacon (usei 18 certas)
200 g de queijo tipo serra ½ cura (usei queijo limiano em fatias)
2 ovos
2 dl de natas (usei nata ligeira)
tomilho fresco (usei tomilho-limão)

Preparação:

Ponha uma frigideira ao lume com óleo e ligue o forno para os 200 °C. Entretanto pele e corte as batatas em rodelas grossas ou em cubos. Frite-as no quente até começarem a alourar. Escorra sobre papel absorvente e tempere com um pouco de sal e de pimenta. Enquanto frita as batatas, retire o courato às fatias de bacon e disponha-as em círculo sobre uma forma de tarte (untei com um pouco de margarina), a partir do centro, sobrepondo-as um pouco, de forma a cobrir completamente o fundo e deixando metade das fatias para fora da forma. Espalhe metades das batatas sobre as fatias de bacon. Por cima espalhe o queijo cortado em fatias finas. Cubra com as restantes batatas. Bata os ovos até estarem desfeitos, junte as natas e misture bem. Tempere com sal e pimenta e se gostar perfume com um pouco tomilho fresco ou outra erva aromática do seu agrado. Deite sobre as batatas e cubra o preparado com as pontas das fatias de bacon, voltando a sobrepô-las. Leve ao forno durante cerca de 30 minutos.
Receita retirada daqui.

O bacon funciona como base da tarte, ela não se vai desfazer ao partir em fatias, daí ser essencial que se sobreponham um bocadinho umas nas outras. Não é necessária massa folhada ou quebrada.

Sugestão: Caso as fatias de bacon sejam salgadas, coloque-as em água quente por alguns instantes. É o bastante para retirar o excesso de sal.
Se tiver sobras de batatas cozidas, pode aproveitar para fazer esta tarte!

A vizinha da Tasca mais próxima do blog é uma miúda porreiraça. Eu e a Cenourita fazemos guiões de filmes/novelas juntas e é uma risota!!! Ela foi desafiada a falar da vizinhança e, não satisfeita, passou o desafio a outras vizinhas de blog. E eu fui uma das escolhidas.

As regras são:
1- Dizer o nome da pessoa que enviou o prémio
2- Dizer 3 coisas boas sobre a sua vizinhança (ou sobre o local onde mora) e 3 coisas más
3- Indicar o Prémio/desafio a 6 pessoas

Coisas boas da vizinhança:
1- Vivo numa aldeia muito pequenina, conheço toda a gente embora não tenha intimidade com a maioria.
2- Tenho vizinhas excelentes que aparecem todos os dias para perguntar se está tudo bem e se precisamos de alguma coisa. Se me faltar alguma coisa em casa e eu precisar, é só bater à porta da M. e da J. Quando preciso de salsa, já que o meu Matias não a deixa crescer cá em casa, é a M. que me fornece o produto.
3- À volta da minha aldeia é só campos, não se ouve o barulho citadino, só passarinhos, vaquinhas e outros animaizinhos.

Coisas más da vizinhança:
1- É uma aldeia pequenina, só tem um mini-mercado que não tem metade dos produtos necessários para encher o frigorífico. Além disso, são produtos muito mais caros do que nos hipermercados. Não temos padaria, peixaria ou um café nesta aldeia.
2- Tenho vizinhos que são do piorio! Feios, porcos e maus... o Diabo em figura! Por causa de uns vizinhos em particular, prestei muitas vezes declarações na polícia, envolvi-me em pancadaria e fui a tribunal. Ganhamos a queixa-crime e nunca mais pegaram connosco!
3- A minha aldeia está longe de tudo. Para fazer qualquer compra é obrigatório usar o automóvel.

Passo o desafio apenas a 3 pessoas:
publicado por Ameixinha às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (68) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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