Quarta-feira, 24.12.14

Sonhos, leva-os o vento

sonhos vento.jpg

Nem sempre os sonhos que sonhamos são bons. Alguns são um veneno. Eles embelezam a realidade, aumentam as nossas expectativas, impulsionam-nos para outro mundo, fazem-nos acreditar na mentira. Os sonhos não matam, eles fortalecem-nos depois da realidade nos bater fortemente na face. Acorda! E acordamos, lambemos as feridas, remoemos as lembranças, suportamos as memórias, rasgamos a pele de arrependimento.

E insistentemente, o sonho vive em nós. Perdemos um, criámos outro, regamos uns quantos, esperamos que, pelo menos um, sobreviva e dê frutos. Criaturas de esperança, é o que somos. O coração, por muito magoado que esteja, insiste em esperar melhor, o que ainda não veio, o que tanto queremos, que nem sabemos merecer, mas que desejamos fortemente. Quero sonhos e um coração aberto para que entrem concretizações. Até que isso aconteça, deixo que o vento me transporte para outras paragens, lugares longínquos, sítios onde os sonhos podem ir e, um dia, onde nós também voltamos.

Engulam sonhos e deixem que corram nas vossas veias. Se o sangue é vida, não deixemos que os sonhos sejam a nossa morte ;)

 

Bolinhos de vento (daqui)

 

80 g de água

80 g de leite sem lactose

30 g de margarina vaqueiro

80 g de maizena peneirada

1 colher (chá) de fermento

2 ovos

1 pitada de sal

 

Preparação:

Num tacho, coloque a água, leite, margarina e sal e espere que ferva. Retire do lume e deite a maizena de uma só vez, mexendo bem para que não se formem grumos. Incorpere os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Numa frigideira, aqueça óleo e frite pequenas bolas de massa. Coloque em papel absorvente e passe por uma mistura de canela e açúcar.

publicado por Ameixinha às 18:38 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Quinta-feira, 11.12.14

Compota de abóbora com baunilha e limão

Um dia destes apareceu uma vizinha com um pedaço de abóbora na mão. É daquela abóbora amarelinha, um pouco mais doce, daquela que nem toda a gente gosta de colocar na sopa. Sabendo que ando sempre de volta dos tachos, perguntou se tinha sítio para congelar a dita. Mal olhei para ela e vi logo que, parte, ia para uma das minhas compotas favoritas. A vizinha, prontamente arranjou-me mais um pedaço de abóbora. Congelei alguma que tenho usado em sopas e decidi experimentar outra compota de abóbora. As nozes ainda não chegaram cá a casa, não sei se a senhora da nogueira se esqueceu da minha encomenda anual, ou se ainda estão a secar ao sol de inverno; por isso, embuí-me de espírito de aventura e... fiz uma pesquisa no google :)

Apareceu-me algo interessante e eu resolvi adaptar nos ingredientes e na preparação. Primeiro, porque a compota pedia laranja e eu, tendo laranjeiras em casa, mas estando demasiado escuro para ir apanhar uma, resolvi apanhar um limão que estava bem mais perto de mim e da lâmpada ;) Medo!!!

compota de abóbora baunilha.jpg

 

Ingredientes:

1 kg de abóbora limpa e cortada aos pedacinhos

0,5 kg de açúcar para compotas Sidul

1 vagem de baunilha aberta

1 pau de canela

1 casca de limão

1/2 cálice de vinho do Porto

 

Preparação:

Coloque todos os ingredientes na panela de pressão e deixe ferver por 20 minutos. Abra depois de sair todo o vapor, mexa um pouco e deixe terminar de engrossar. Guarde em frascos previamente esterilizados.

Caso prefira o método tradicional, leve o tacho ao lume com os ingredientes, mexendo ocasionalmente, até obter ponto de estrada. Guarde em frascos esterilizados.

publicado por Ameixinha às 21:08 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Domingo, 03.08.14

Panquecas de banana

 

Todos se queixam da chuva a meio do Verão. Chuva em Agosto? Que desgraça!

Não acho, não concordo, mas nunca fui das pessoas que fazem muito sentido :)

Diferente é bom, inesperado é ótimo, estranho é engraçado. Sou eu!

Aproveito os dias assim, menos quentes, para aquecer a alma. Chá e panquecas, sempre fazem sentido, faça chuva ou faça sol.

É tão fácil colorir os dias mais cinzentos. Experimentem usar o coração para ver beleza, vão encontrá-la em todos os cantos, mesmo em pequenas partículas, como as gotas de chuva ;)



 

 

Ingredientes:

1 banana madura

1 ovo

1 colher (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de canela moída

1 chávena de leite sem lactose

1/2 chávena de farinha de arroz

1/2 chávena de farinha doves farm self-raising*

1 colher (chá) de fermento

 

Preparação:

Amasse a banana, junte o ovo, o açúcar e a canela e mexa bem. Adicione o leite e, depois, a farinha junta com o fermento. Envolva e deite uma porção numa frigideira quente, vire e deixe mais um minuto. Retire e sirva com compota de fruta ou maple syrup.

 

Receita retirada do site ww.food.com

*ou usem apenas farinha de arroz

publicado por Ameixinha às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Segunda-feira, 24.03.14

Empadão de bacalhau


Pois que a primavera já chegou, com todas as suas gloriosas maravilhas e todos os seus males. As flores a desabrocharem são emocionantes, a cor com que vemos o mundo fica menos baça, todas as hormonas ficam aos pulos e as pessoas ficam com uns certos calores :)

Porém, contudo, no entanto, há bichos manhosos que acordam para a vida e atanazam a nossa rotina. Há plantas que tentam polinizar-se alargando-se por aí, em poeiras e pólens que entram em tudo que é buraco. Como se não bastassem as comichões e os espirros, ir apanhar a roupa e levar com um insecto desconhecido que dá uma valente picadela num dedo, não dá com nada. Nunca nada me doeu tanto, nunca eu chorei e esperneei tanto, nunca eu pensei que ser dona de casa fosse tamanha tortura. Para quem insiste em pensar que tomar conta de uma casa é pêra doce, fiquem a saber que é dos trabalhos mais perigosos que existe. Pelo sim pelo não, passei a sacudir a corda da roupa antes de a apanhar. É que, naquele dia, as cuecas e meias ficaram por apanhar, depois de eu me agarrar ao dedo e desatar a correr em busca de socorro :) Passou, é certo! Mas, todos os anos, a primavera continua a dar-me cada vez mais motivos para eu não gostar dela. Nada contra as primas, nada contra as Veras, as duas juntas é que não funcionam.

 

O que é que esta estória tem a ver com o empadão que vos trago? Nada, nadinha, há coisas que não combinam, nem têm que combinar, é tipo eu e a primavera :) 

 

 

Ingredientes:

600 g de bacalhau demolhado

sal e pimenta q.b.

1 dl de azeite

1 cebola

2 dentes de alho

meio pimento vermelho

1 folha de louro

600 g de tomates maduros

salsa picada

1,5 dl de vinho branco

1 ovo para pincelar

 

1 kg de batatas

1 d de leite sem lactose

30 de manteiga sem lactose

sal, pimenta e noz-moscada

 

Preparação:

Leve a cozer o bacalhau, escorra-o, limpe-o de peles e espinhas e lasque-o.

Leve ao lume o azeite com a cebola cortada em rodelas finas e os dentes de alho picados e mexa até quererem alourar; junte de seguida o pimento às tiras e a folha de louro e deixe refogar mais um pouco; por fim, adicione o tomate às rodelas, salsa picada, o bacalhau lascado e o vinho branco. Deixe apurar, rectifique de sal e tempere com pimenta.

Entretanto, prepare o puré. Descasque as batatas e leve-as a cozerem água e sal; reduza-as a puré, misture-lhe o leite e a manteiga e tempere a gosto com sal, pimenta e noz-moscada. Espalhe num tabuleiro metade do puré e, sobre este, coloque o recheio de bacalhau. Cubra com o resto do puré. Pincele com ovo batido. Leve ao forno a 190ºC, cerca de 20 minutos, até alourar bem.

 

Receita da Teleculinária nº1197.

publicado por Ameixinha às 21:20 | link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar
Sábado, 22.02.14

Toalha felpuda

 

Com o frio que tem feito é só isso que me apetece, uma toalha felpuda, um cobertor quente, um gato no colo e abraços.

Nem sei bem por onde andei este tempo todo. Cozinho todos os dias mas têm sido pratos repetidos e, quando faço algo novo, o tempo cinzento escuro demove-me de pegar na câmara fotográfica. Não me apetece e, quando não me apetece, não há volta a dar. Não me chateio com isso, tudo a seu tempo.

E cá estamos de volta, trazemos um bolo sem glúten e sem lactose, um quadrado de doçura e de amor. Porque o sabor do coco - leiam isto com o som correcto faxavor, é o fruto do coqueiro é amor puro para mim. 

Tudo o que precisamos na vida é amor, não é verdade?!

Então, tomem lá um quadrado de amor e tenham um excelente Domingo :)

 

 

Bolo:

1 1/2 chávena de farinha de arroz

3 colheres (sopa) de fécula de batata

2 colheres (sopa) de polvilho doce

3 ovos

1 1/2 chávena de açúcar

2 colheres (sopa) de manteiga de soja

1 chávena de leite de coco

3 colheres (sopa) de coco ralado

1 colher (chá) de essência de baunilha

1 colher (chá) fermento em pó

 

Calda:

1/2 chávena de leite de coco

1/3 chávena de açúcar

1/2 chávena de leite sem lactose

coco ralado q.b.

 

Preparação:

Para a calda, leve os ingredientes ao lume, mexendo até ferver. Retire e deixe arrefecer.

 

Bata as claras em castelo.

Noutra tigela, bata as gemas, açúcar, manteiga até formar um creme. Junte as farinhas, coco, leite de coco, fermento e essência. Bata, acrescente as claras e incorpore delicadamente. Coloque num tabuleiro quadrado ou rectangular e leve ao forno a 180ºC até ficar dourado na superfície.

Deixe arrefecer, corte em quadrados, mergulhe cada quadrado na calda e passe por coco ralado. Leve ao frigorífico.

 

Receita no blog Não Contém Gluten 

publicado por Ameixinha às 22:56 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar
Sábado, 30.11.13

Deu para a torta

 

 

À terceira pareço ter conseguido uma torta razoável. Cheguei à conclusão que não, não sou pessoa de tortas. Sigo regras, gosto de tudo direitinho, torto dá-me cabo dos nervos. Com o tempo e a maturidade própria dos anos que carrego, tenho-me apercebido que sou uma pessoa antiquada. Para mim, a amizade tem que ser antiga. Num mundo em que todos são, aparentemente, amigos e em que todos se amam; em que 1 milhão de seguidores no facebook são o suficiente para que a pessoa possa dizer que tem um grupo de amigos, então eu não sou ninguém. Qualidade há-de sempre ser superior à quantidade. Cumprimentar alguém não faz dessa pessoa minha amiga, a amizade está para além do óbvio, é uma partilha altruísta e abnegada. Há quem diga que verdadeiros amigos podem passar anos sem se falar, mas sabem sempre que podem contar um com o outro. Não concordo. Sou mais do ditado: "longe da vista, longe do coração". A amizade precisa de lenha na fogueira para se manter, podemos estar longe, porque as condições assim o exigem, mas quem é amigo e quem se interessa arranja sempre tempo para um sms, um e-mail, um telefonema, um café, um livro inesperado nas mãos vindo da capital. Não devemos, nunca, tomar os amigos como garantidos, é uma relação que tem que ser trabalhada, é uma comunicação especial que deve ser valorizada. O verdadeiro amigo respeita, mesmo as nossas mais estapafúrdias e tortas escolhas. É livre de não concordar, mas ele respeita o facto de sermos tão imperfeitos quanto ele, e espera que o respeitemos quando for ele a precisar de consolo. O amigo faz sentir a sua presença, mesmo que não esteja fisicamente ao nosso lado. Se os vossos amigos não vos respeitarem, não chegaram a ser verdadeiramente vossos. Não receiem deixá-los ir, vão à procura de si mesmos mas vocês, se souberem que são amigos, então já se encontraram. A amizade quer-se simples, sem cobranças, ou cobrando apenas o mais importante: respect!

 

Para a minha Moira encantada,

Que conheci há uns anos atrás,

Vai esta torta alaranjada

Já que as duas primeiras ficaram más.

 

 Com amizade

 Maria Ameixa Sapoila

 


 

 

Torta de laranja

(Cozinha Tradicional Portuguesa)

 

6 ovos

250 g de açúcar

1 colher (sopa) de maisena

2 dl de sumo de laranja

1 laranja

açúcar 

 

Preparação:

Abrem-se os ovos inteiros para uma tigela e misturam-se, sem bater, com o açúcar. Adiciona-se em seguida a raspa da casca de laranja e o sumo onde previamente se desfez a maisena. Deita-se o preparado num tabuleiro rectangular, previamente untado com margarina e polvilhado com açúcar. Leva-se a cozer em forno brando durante cerca de 20 minutos. Desenforma-se sobre um pano húmido polvilhado com açúcar. Enrola-se a torta com a ajuda do pano. Serve-se fria polvilhada com açúcar pilé.

 

 

Bom fim de semana!

publicado por Ameixinha às 12:01 | link do post | comentar | ver comentários (20) | partilhar
Quarta-feira, 16.10.13

Pão com sementes de papoila sem glúten



O homem não vive somente de pão, graças a Deus :) Por isso, todos os dias, tenho feito os possíveis por agradecer todo o alimento que me vem parar ao prato. Todos os dias me lembro que o pão que temos, não chega a todos. Todos os dias sei que há pão que vai parar ao lixo, quando poderia alimentar nações. Todos os dias muitos de nós comem o pão que o iníquo amassou. O pão que nós amassamos é mais pão, é mais nosso.

Hoje eu tenho pão para comer, amanhã não sei. Por estas e mais razões, eu sou grata pelo pouco que tenho e pelo muito que esse pouco me faz feliz. É certo que ontem comia qualquer pão, tinha mil variedades para escolher; hoje, entre as variações possíveis, ele é sem glúten. Embora não seja melhor, ele faz melhor. O que faz melhor, só pode ser bom para nós. A minha esperança é que, um dia, em breve, seja feito o milagre da multiplicação, elevado à escala mundial. O mundo há-de ser um lugar melhor, se vivermos numa aldeia global com forno comunitário e se nos alimentarmos todos do mesmo pão, seja sem glúten ou não ;)

É uma luta imensa e dolorosa esta de viver num mundo que oferece de tudo, em que tudo está disponível à distância de uma prateleira e que, aqueles que são celíacos e intolerantes, quase são obrigados a recusar o que queriam poder saborear. A eles estendo este pão e deixo o meu mais sincero respeito. Ir ás compras e tentar encontrar produtos sem glúten, é uma verdadeira batalha. Já experimentaram ler os rótulos daquilo que comem? Experimentem e vão ficar alarmados com as quantidades de farinha que nos impingem, em produtos que nunca imaginaríamos ;)

 

 

Poppy seeds gluten free bread

(adaptado de Kitchen fun)

 

400 g de farinha sem glúten (usei Schar Mix B)

50 g de farinha de milho

50 g de farinha de grão de bico

2 colheres (chá) de fermento para pão

1 colher (chá) de sal

40 g de sementes de papoila

300 ml de leite morno sem lactose

200 ml de água morna

 

Preparação na máquina de pão:

Coloque primeiro os líquidos, depois os sólidos e ligue no programa "massa".

Depois de terminar, retire para uma forma de bolo inglês e deixe levedar novamente num sítio aquecido.

Leve a cozer com o forno no máximo, durante os primeiros 5 minutos, depois reduza para forno-médio e coza durante cerca de 30-45 minutos. 

Retire e desenforme.

 

Preparação manual:

Coloque o sal no fundo de uma tigela, junte a farinha, as sementes e o fermento (cuidado para que o fermento não entre em contacto com o sal). Misture, adicione os líquidos um pouco de cada vez e vá misturando. Use a batedeira elétrica para bater a massa durante cerca de 5 minutos. Coloque a massa numa forma untada, cubra com um pano limpo ou película aderente e deixe levedar novamente. Leve ao forno tal como indicado acima.

 

Notas:

A receita original pedia sementes de linhaça e de girassol.

Podem fazer o pão com farinha normal, mas diminuam a quantidade de líquidos.

O pão sem glúten não se aguenta bem à temperatura ambiente, eu corto-o em fatias e congelo, torrando-o quando quero consumir.

Com este pão participo na 8ª edição do World Bread Day.

publicado por Ameixinha às 18:39 | link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar
Quarta-feira, 25.09.13

Polpo con patate

 

Não me canso da Tessa Kiros mas não posso dizer o mesmo desta toalha que tenho na cozinha. Bolinhas são lindas, mas quem der uma vista de olhos nas minhas últimas postagens, deve pensar que não tenho nada mais para colocar na mesa :) A comida é diferente mas é sempre servida na mesma toalha. Há uma explicação lógica para tanta monotonia: esta é uma toalha ecológica, é só passar um pano húmido no final das refeições e ela fica limpinha. Além disso, com os raios de sol dos últimos dias de verão, era-me bastante fácil tirar fotos na cozinha, com a mesa já posta e prontos para comer.

A partir de agora as coisas vão mudar, a luz está mais fraca, os dias mais cinzentos e curtos obrigam-me a sair de casa para uma miserável foto do prato do dia. O outono é a minha estação favorita e já hoje senti o aconchego delicioso de um casaco de malha, panquecas ao lanche e uma refeição confortável.

Seja verão ou inverno, teremos sempre Tessa à mesa e... toalha às bolinhas :)

 

Polvo com batatas (Veneza - Tessa Kiros)

 

500 g de polvo

4 colheres (sopa) de azeite

1/2 cebola branca picada

2 dentes de alho picados

uma boa pitada de malagueta

125 ml de vinho branco

375 ml de caldo de legumes

500 g de batatas descascadas e cortadas em pedaços

2 colheres (sopa) de salsa picada

 

Preparação:

 

Arranje o polvo, limpe-o e corte a carne aos pedaços deixando os tentáculos relativamente longos.

Aqueça o azeite num tacho largo, tapado, e salteie a cebola até ficar amolecida e começar a alourar num ou noutro ponto. Adicione o polvo, mexa, tape e deixe cozinhar até à evaporação quase total do líquido. Acrescente o alho e a malagueta e mexa. Quando começar a cheirar bem, adicione o vinho e deixe cozinhar à mesma temperatura (destapado) até se evaporar praticamente todo o vinho.

Introduza o caldo de legumes e deixe levantar fervura. Diminua a temperatura e deixe ferver em lume brando durante cerca de 30 minutos - coberto durante os primeiros 10 minutos, depois descoberto - até o polvo ficar muito tenro.

Entretanto, deixe cozer as batatas durante 10 minutos, num tacho com água e sal, até ficarem quase cozidas, mas ainda firmes. Escorra a água.

Acrescente as batatas ao polvo no final da cozedura, quando restar apenas pouco líquido, depois deixe ferver os dois ingredientes em conjunto, em lume brando, durante 5 minutos. Rectifique os temperos.

Desligue o fogão e aguarde 10-15 minutos, de maneira que as batatas absorvam o líquido restante. Polvilhe com salsa picada. Sirva quante ou à temperatura ambiente, depois de temperar com um pouco de sal e pimenta preta acabada de moer.

 

Bom outono a todos os habitantes do hemisfério norte e boa primavera ao sul ;)

publicado por Ameixinha às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Domingo, 18.08.13

Batatas salteadas


A maior parte das receitas nos livros da Tessa são uma inspiração. A família, os amigos, as viagens, as coincidências e as estórias... todos são motivos de inspiração para ela. Assim como são para muitos de nós, os livros de receitas que adquirimos e recebemos ao longo dos anos. Eles proporcionam-nos refeições deliciosas e momentos de partilha inesquecíveis.

A minha mãe também queria partilhar um pudim que aprendeu com alguém, o pudim que ela me ensinou a fazer e que é tão simples, quanto é rápido e bom :) Ela queria e eu ajudei-a, não sem antes bufar, me irritar e descabelar. Porquê? Porque há dias em que nem tudo que é nacional é bom! Há dias em que nos sentimos enganados e em que o barato sai mesmo muito caro!

Desde que comecei a dieta sem glúten que aboli o caramelo líquido de compra e comecei a fazer caramelo em casa. É só açúcar e já está! Mas não, não esteve. Nem pela primeira, nem pela segunda, nem pela terceira vez eu obtive caramelo. Achei que era do tacho, mudei para a panela, achei que era a panela, mudei para a frigideira e... nada. O excelentíssimo 100% açúcar da marca Continente não queria transformar-se em caramelo por nada deste mundo e eu, eu já transpirava, desatinava, enervava e desnorteava, porque só tinha açúcar continente em casa e a minha rica mãezinha, queria levar o pudim como sobremesa a um almoço para o qual havia sido convidada. Achei que o meu olhar fulminante e esgazeado fosse tranformar aquelas pintinhas brancas em caramelo dourado e aromático, mas não, quanto mais eu olhava mais o Belmiro Azevedo fazia pouco de mim. O açucar cada vez mais branco como a neve, eu sentia-me uma anã e o Belmiro era a bruxa má. Oh se era!

Num momento de iluminação, eis que me lembro do açúcar amarelo que descansava na prateleira. Será? - pensei eu comigo mesma. E foi! Caramelizou-se num instante. Sobremesa salva :)

Para vocês, trago batatas que tem mesmo tudo a ver com a estória ha ha 

Mas está calor, venham os churrascos e os acompanhamentos descomplicados. Pudins há muitos ;)

 

Ingredientes:

800 gramas de batatas, descascadas e cortadas em pedaços

2 colheres (sopa) de azeite

1 cebola picada

30 g de manteiga

2 dentes de alho, esmagados 

1 colher (chá) folhas de tomilho

1 folha de louro 

2 colheres (sopa) salsa picada

 

Preparação:

Coza as batatas em água salgada por cerca de 10 minutos, até que  fiquem cozinhadas mas não demasiado. Escorra e reserve.

Aqueça metade do azeite numa frigideira anti-aderente. Adicione a cebola e salteie por cerca de 15 minutos, até que amoleça. Retire para um prato e limpe a frigideira, se necessário.

Adicione a manteiga à frigideira e o resto do azeite. Junte as batatas, alho e tomilho e salteie em lume médio. Assim que o fundo das batatas comece a ficar dourado, baixe o lume e deixe ficar até obter batatas crocantes e douradas, agitando a frigideira ocasionalmente. Não mexa de,asiado as batatas senão vão desfazer-se. Se o alho começar a queimar, coloque-o por cima das batatas. Depois de cerca de 20 minutos adicione a folha de louro e continue a saltear.

Quando as batatas estiverem crocantes e douradas, junte a cebola reservada e a salsa, cozinhe por mais um minuto e retire do lume. Tempere com sal e pimenta antes de servir.

 

Retirado do livro "Falling Cloudberries" da Tessa Kiros.

sinto-me:
publicado por Ameixinha às 17:13 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Quarta-feira, 07.08.13

Manjar de avelã



Prepare o seu coração, para as coisas que eu vou contar, vem-me tudo do coração e pode não lhe agradar :)

Pois é, o blog está meio morto há 2 meses e não, não aconteceu nada de grave. Apenas tivemos uma onda de calor que me matou o Tico e o Teco, os únicos neurónios que ainda iam funcionando em condições; o meu gato desapareceu durante uma semana e veio meio desgraçado; entretanto tive que adaptar a minha dieta sem lactose e sem glúten, e nem todas as receitas ficam "blogáveis"; por isso, fui adiando a actualização do blog.

Mas eis que, do nada, as palavras começaram a viajar-me na cabeça, que está inane, - sim, descobri esta palavra nova e apaixonei-me por ela - despolotada por situações quotidianas que me tiram do sério, e senti necessidade de partilhar as minhas mágoas, angústias e intolerâncias. Agosto é o mês adequado para isso porque, como já disse, não sou fã de sol, nem de praia, nem de estupidezes que é o que mais se vê neste mês tão lindo. Despertou a revolucionária que há em mim e comecei a sentir como que um fogo aceso encerrado nos meus ossos e, nas próximas postagens, pretendo libertá-lo ao mundo. Já escrevi tanta coisa e ainda não "disse" nada. Isto vai ser como as séries que nos prendem a atenção no fim e ficamos ansiosos à espera do próximo capítulo, ou não.

No entanto, eu não me sinto na obrigação de actualizar o blog, até porque cada vez mais há blogs com muita qualidade e eu não sinto que o meu venha acrescentar grande coisa à blogosfera, mas cá estarei, nas minhas verborreias escritas, sempre que uma coisinha má me passar de um hemisfério cerebral para o outro. E não, as minhas estórias não têm importância nenhuma, são tão inanes quanto o cérebro que as cria, mas podem ser divertidas e é isso que as pessoas inanes querem, não é?

Já foram ver que palavra é esta ao dicionário? Inane é aquilo que este manjar não é, garanto ;) Porque para amarga basta a vida, vamos lá adoçar o bico!





Ingredientes:

 

4 folhas de gelatina

120 g de açúcar

50 g de farinha maisena

2 dl de leite de coco

5 dl de leite de soja

100 g de avelã triturada grosseiramente

1 tablete de chocolate

 

 

Preparação:

Salpique a forma com água fria e guarde-a no congelador.

Mergulhe as folhas de gelatina em água fria.

Misture ao açúcar com a farinha maisena e junte o leite de coco, envolvendo bem.

Misture o leite.

Adicione as avelãs trituradas e leve ao lume para espessar. Retire e dissolva as folhas de gelatina escorridas.

Verta a massa na forma e deixe arrefecer antes de colocá-la no frigorífico.

Retire quando estiver firme. Decore com o chocolate derretido em banho-maria, com a ajuda de um cartucho de papel ou saco plástico cortado na

ponta.

 

Notas:

Receita adaptada da revista Segredos de Cozinha nº864

Usei leite de soja e avelãs mas podem substituir por leite de vaca e amêndoa.

 

sinto-me:
música: Disparada - Zizi Possi
publicado por Ameixinha às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (24) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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