Segunda-feira, 01.03.10

Panquecas Integrais

Num piscar de olhos, duas fotos captam dois animais a apanhar sol :) Há lá coisa melhor no Inverno do que ficar feito desmaiado (ia dizer feito lagarto, mas depois da goleada de ontem vou remeter-me ao silêncio!) ao sol a recuperar baterias?
Estes dois possuídos nem se importaram com as panquecas, ficaram todas para nós comermos, e por nós quero dizer eu e a minha mãe :) Dá cerca de 8 panquecas gorduchas, 4 para cada uma... divididas entre o pequeno-almoço e o lanche. A massa pode repousar no frigorífico ou fora dele, já que a temperatura é a mesma para estes lados :)

Ingredientes:
150 g de farinha integral
100 g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
50 g de açúcar
1 ovo
1 pitada de sal
3 dl de leite
50 g de margarina derretida

Preparação:
É só enfiar tudo dentro de um copo largo e alto e triturar com a varinha ou então meter no liquidificador.
Aqueça uma frigideira anti-aderente e coloque pequenas porções de massa.
Deixe assar e quando apresentar buraquinhos à superfície, vire a panqueca para assar do outro lado.

Notas:
Receira retirada do blog Pão, Bolos e Cia.
Podem ser servidas com doce de morango, chocolate, açúcar e canela, maple syrup e etc.
Ficam gordas, fofas e lindas - modéstia à parte! Mais saudáveis e aprovadíssimas!

Boa semana a todos!
publicado por Ameixinha às 15:38 | link do post | comentar | ver comentários (71) | partilhar
Segunda-feira, 08.02.10

Pão de quatro farinhas

Este pão cresceu que foi uma coisa estúpida! Lembra-me aqueles colegas de escola que, ao pé de nós, eram enormes e, em jeito de brincadeira, perguntávamos se lhes tinham colocado fermento ou adubo na massa :) No fundo era inveja, porque não conseguíamos ver o mundo de lá de cima e a panorâmica devia ser tão mais interessante!
Agora entendo que alguns de nós são feitos só de farinha de trigo e outros devem levar quatro farinhas...

Ingredientes para um pão de 1350 gramas:
300 g de farinha tipo 65
200 g de farinha semi-integral (uso integral)
160 g de farinha de espelta
100 g de farinha de arroz
500 ml de água (uso apenas 450ml)
1 colher (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de mel
2 colheres (sopa) de azeite
1 iogurte natural
3 colheres (chá) de fermento em pó

Preparação:
Coloque a água na máquina e junte-lhe o sal, o mel, o azeite, o iogurte, e as farinhas. Adicione o fermento, distribuindo-o sobre as mesmas.
Seleccione o programa "pão integral", o tamanho e a cor do pão. Ligue a máquina.


Quem quiser fazer apenas um pão de 750g e não tiver o livro da Larousse "Aprender a fazer pão", mandem e-mail que eu não me importo de enviar a receita.
Continuo a ter que diminuir a quantidade de líquidos, senão a massa fica demasiado líquida e o pão não fica bom.
Quem quiser, pode usar fermento fresco, cerca de 20 gramas de fermento de padeiro são suficientes.
Só não faço este pão mais vezes porque a farinha de espelta não é lá muito barata, mas fica um pão muito bom, já para não dizer que é super saudável!

Boa semana a todos e que nunca vos falte pãozinho para a boca :)
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publicado por Ameixinha às 13:15 | link do post | comentar | ver comentários (56) | partilhar
Segunda-feira, 13.07.09

Sobremesa de ameixas


Ainda na onda das ameixas, encontrei esta receita simplesmente magnífica no livro "Boas receitas para uma boa saúde". Infelizmente, não resultou, a saúde anda a deixar-nos ficar mal :) Pelo menos soube-nos muito bem. Para quem tem abundância de ameixas, aconselho a fazer. Fica com um "caldo" de sumo de ameixas que é assimilado pela cobertura feita de massa de baixo índice de gordura. É para ser servida quente ou morna, pois é uma sobremesa de Outono mas, as ameixas abundam no Verão e foi feita naqueles dias nublados que parecem querer voltar.

Aproveito também para agradecer os desejos de melhoras que me deixaram. Estou muito melhor mas espero não estar pronta para outra. Por agora chega, tá?


Para 6 pessoas
Tempo de Preparação:30 minutos
Tempo de cozedura: 45 minutos
Forno: Pré-aquecido a 200ºC

Por pessoa
Calorias: 280
Total de gordura: 8 g
Hidratos de carbono: 48 g
Açúcar adicionado: 8 g
Fibras: 4 g

Ingredientes:
700 g de ameixas frescas maduras, cortadas ao meio e descaroçadas
45 g de açúcar amarelo
30 g de amêndoas raladas (não usei)
6 colheres de sopa de água

Para a cobertura:
175 g de farinha com fermento
60 g de farinha integral
1 colher de chá rasa de fermento em pó
30 g de margarina poliinsaturada
1 ovo ligeiramente batido
7 colheres de sopa de leite magro
1 colher de chá de açúcar amarelo

- Misture as ameixas com o açúcar amarelo, as amêndoas e a água. Disponha o preparado num prato de 20 cm de comprimento, que possa ir ao forno e à mesa.

- Prepare a cobertura. Numa tigela, misture as farinhas com o fermento e seguidamente com a margarina, trabalhando bem. Junte o ovo e 6 colheres de sopa de leite e misture até obter uma massa macia. Trabalhe a massa sobre uma superfície ligeiramente polvilhada com farinha até ficar homegénea.

- Numa superfície ligeiramente polvilhada com farinha estenda a massa até ficar com 1,5 cm de espessura. Com um corta-bolachas ondulado de 6,5 cm de diâmetro, corte círculos da massa. Trabalhe as aparas e volte a estender e a cortar círculos até obter 12 ao todo. Disponha-os em círculo no tabuleiro, sobrepondo-os ligeiramente, e pincele-os com o resto do leite.

- Leve ao forno pré-aquecido a 200º C, durante 45 minutos ou até os círculos de massa começarem a alourar e as ameixas ficarem macias. Cerca de 30 minutos depois de os levar ao forno, cubra com papel- manteiga para a massa não queimar. Polvilhe com açúcar e sirva.


Nota: Tal como esta massa de tarte retirada do mesmo livro, é simples e muito fácil de fazer. Muito fácil de moldar e esticar, sem ser necessário juntar carradas e carradas de farinha.
Acho que é capaz de resultar com outras frutas, tais como maçãs, pêras, pêssegos e morangos, mas ainda não testei.

Boa semana a todos!
publicado por Ameixinha às 17:35 | link do post | comentar | ver comentários (70) | partilhar
Sábado, 12.07.08

Padaria Ameixinha


Que título empregue seria mais verdadeiro?
Comprei finalmente uma máquina de fazer pão e demorei dois dias a tomar coragem para utilizá-la. A minha ansiedade levou-me a adiar um possível fracasso. Sim, porque adiei mas o fracasso aconteceu. O que é para nós, espera por nós e não lhe podemos fugir. "Ai destino ai destino... ai destino que é o meu..." Lá lá lá! Pronto, deu-me para a música e fui ver se a letra era mesmo assim. Acertei (as minhas noites de recinto da queima serviram para alguma coisa eh eh) e fiz esta pequena versão em alusão à minha MFP.

Ai destino, Ai destino
Ai destino que é o meu
Ai destino, Ai destino
Destino que a Worten me deu.

A MFP bateu à porta,
e eu deixei-a entrar
Parecia tão diferente,
confiei e fui em frente,
e com ela quis trabalhar
Infortúnio do destino,
esse meu passo infeliz
Fui padeira atraiçoada,
fui padeira mal-amada,
sem saber que mal eu fiz.

Destruiu a minha alegria
a vontade de amassar
Levou-me o que eu mais queria,
a vontade de levedar
Desde esse dia
nunca mais voltei a padeirar.
Fiquei eu e a fermento,
e a farinha mais chorada
Mas nada posso fazer,
e a MFP deixou-me desmoralizada.

É melhor ficar por aqui, senão vão pensar que tenho um prazer especial por esta música (sem querer ofender quem gosta). Tony, perdoa-me o abuso ;)

Continuando, experimentei a minha Clatronicazinha e a mal agradecida começou a deitar fumo a uma hora do fim do programa. Não poderia ser mais desmoralizador :( Eu toda contente, com tanto carinho a tentar fazer pão e a desgraçada parecia uma chaminé.
Resultado: a massa que estava na cuba saltou para o fogão numa tentativa de salvação desesperada. Ora, deitou-me abaixo. Mas não é uma máquina que me faz desistir à primeira. Há que ser persistente e contactar quem entende melhor do assunto. E que melhor blogue contactar senão este (só o nome diz tudo) e este. Duas ajudas preciosas a quem muito agradeço :)

Devo dizer que, o primeiro pão que foi parar ao forno, foi barbaramente comido por personagens algo esfomeadas e que, no dia a seguir, perguntavam se não havia pão igual ao do dia anterior. Percebem porque me formei em Psicologia? Esta gente cá de casa não é normal. O pão todo manhoso, nem crescer ele cresceu, comeram tudo e queriam mais igual.
Cá comigo conta muito o visual e, o segundo pão (na verdade o primeiro em condições) ficou assim como podem ver: espectacular (crédito da máquina que eu só fiquei a olhar). A quem ainda está na dúvida em relação à MFP, aconselho a comprar. Os pães ficam deliciosos e mantêm-se assim por muito tempo. Cá em casa já se anulou o pão de padaria. Agora é só pão fresquinho da padaria Ameixinha ;)

Já agora peço a colaboração de quem visita este singelo blogue. Temos uma grande preferência por pães com farinhas integrais. Mas tenho dificuldade em encontrar receitas. Se souberem de algumas receitas, de algum blogue ou livro agradeço que me enviem a sugestão para o mail ameixinhaseca@gmail.com.

E olhem: "quando não há pão, até as migalhas vão" ;)

Ingredientes:

500ml de água
1 1/2 colher (chá) de sal
1 1/2 colher (chá) de açúcar
500g de farinha integral
200g de farinha tipo 65 (usei 55)
1 pacote de fermento em pó (usei 20g de fermento de padeiro)

Diluí o fermento de padeiro na água morna e coloquei na cuba da máquina. Juntei o sal e o açúcar. Por fim, juntei as farinhas. Seleccionei o programa "normal", cor média, 1kg e liguei a MFP. Depois foi só comer quentinho com manteiga. Há lá coisa melhor que o cheiro a pão acabadinho de fazer e sem sujar as mãos?

E como Ghandi disse: "There are people in the World so hungry, that God cannot appear to them except in the form of bread."
Traduzindo: "Há pessoas com tanta fome neste Mundo, que Deus não lhes pode aparecer de outra maneira, senão em forma de pão."

Agradeço que continuem a clicar. E que nunca vos falte pão na mesa :)
Nota: vi esta receita para a MFP no blogue "Doces cozinhados" e no "Nacos e Noc's"
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publicado por Ameixinha às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (44) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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