Sábado, 30.11.13

Deu para a torta

 

 

À terceira pareço ter conseguido uma torta razoável. Cheguei à conclusão que não, não sou pessoa de tortas. Sigo regras, gosto de tudo direitinho, torto dá-me cabo dos nervos. Com o tempo e a maturidade própria dos anos que carrego, tenho-me apercebido que sou uma pessoa antiquada. Para mim, a amizade tem que ser antiga. Num mundo em que todos são, aparentemente, amigos e em que todos se amam; em que 1 milhão de seguidores no facebook são o suficiente para que a pessoa possa dizer que tem um grupo de amigos, então eu não sou ninguém. Qualidade há-de sempre ser superior à quantidade. Cumprimentar alguém não faz dessa pessoa minha amiga, a amizade está para além do óbvio, é uma partilha altruísta e abnegada. Há quem diga que verdadeiros amigos podem passar anos sem se falar, mas sabem sempre que podem contar um com o outro. Não concordo. Sou mais do ditado: "longe da vista, longe do coração". A amizade precisa de lenha na fogueira para se manter, podemos estar longe, porque as condições assim o exigem, mas quem é amigo e quem se interessa arranja sempre tempo para um sms, um e-mail, um telefonema, um café, um livro inesperado nas mãos vindo da capital. Não devemos, nunca, tomar os amigos como garantidos, é uma relação que tem que ser trabalhada, é uma comunicação especial que deve ser valorizada. O verdadeiro amigo respeita, mesmo as nossas mais estapafúrdias e tortas escolhas. É livre de não concordar, mas ele respeita o facto de sermos tão imperfeitos quanto ele, e espera que o respeitemos quando for ele a precisar de consolo. O amigo faz sentir a sua presença, mesmo que não esteja fisicamente ao nosso lado. Se os vossos amigos não vos respeitarem, não chegaram a ser verdadeiramente vossos. Não receiem deixá-los ir, vão à procura de si mesmos mas vocês, se souberem que são amigos, então já se encontraram. A amizade quer-se simples, sem cobranças, ou cobrando apenas o mais importante: respect!

 

Para a minha Moira encantada,

Que conheci há uns anos atrás,

Vai esta torta alaranjada

Já que as duas primeiras ficaram más.

 

 Com amizade

 Maria Ameixa Sapoila

 


 

 

Torta de laranja

(Cozinha Tradicional Portuguesa)

 

6 ovos

250 g de açúcar

1 colher (sopa) de maisena

2 dl de sumo de laranja

1 laranja

açúcar 

 

Preparação:

Abrem-se os ovos inteiros para uma tigela e misturam-se, sem bater, com o açúcar. Adiciona-se em seguida a raspa da casca de laranja e o sumo onde previamente se desfez a maisena. Deita-se o preparado num tabuleiro rectangular, previamente untado com margarina e polvilhado com açúcar. Leva-se a cozer em forno brando durante cerca de 20 minutos. Desenforma-se sobre um pano húmido polvilhado com açúcar. Enrola-se a torta com a ajuda do pano. Serve-se fria polvilhada com açúcar pilé.

 

 

Bom fim de semana!

publicado por Ameixinha às 12:01 | link do post | comentar | ver comentários (20) | partilhar
Sexta-feira, 01.11.13

Crumble de maçã

 

 

Não sei o que para vocês é ser-se abençoado. Tenho pensado nisso porque, nos últimos tempos, tenho comentado com amigos que há pessoas que nasceram com o rabiosque virado para a lua. Nasceram e continuam a viver de rabo pró alto :) Há pessoas que é só estalar os dedos e tudo lhes cai no colo. Têm o regaço cheínho de comodidades e não, não são rosas, senhor, não são só rosas! Ele é casas, viagens, empregos, carros, namorados e, last but not the least, beleza. Pensando bem, a beleza é mais aparência já que, a maioria são umas verdadeiras bestas em termos humanos. E eu pergunto: oh porquê, porque é que estas verdadeiras bestas são donas de tanta sorte na vida? E eu sei a resposta. Oh se sei!

Depois, Deus tem uma maneira única e incrível de me mostrar que não estou perdida nem abandonada.

Maria Ameixa, tu que andaste uns meses à procura de uma saia lápis e a semana passada uma amiga chegou ao pé de ti e enfiou-te uma saca na carteira com 2 saias dessas, não serás tu abençoada?

Tu que hoje de manhã, pensaste que tinhas que sair de casa a chover para ir comprar ovos e, de repente, não mais que de repente, a vizinha telefona-te e diz que tem lá uma saca de ovos para ti.

Tu, que ontem encontraste uma pessoa que te disse que a tua mãe tinha muito orgulho em ti, não será isso uma benção?

Tu, que és desprovida da maioria dos objectos materiais pelos quais se empenham as pessoas, mas que diariamente vês as tuas necessidades básicas supridas, és uma sortuda!

Tu que querias fazer um crumble gluten-free mas não encontraste nenhuma receita à tua medida e decidiste ir misturando ingredientes, mesmo cheia de medo e esperança, enfiaste tudo no forno e obteste algo delicioso.

A minha vida pode parecer um crumble por fora, mas bem cá dentro, no fundinho do meu coração, sou a mais abençoada das personagens. Porque com pessoas assim à minha volta, a vida é uma colherada docinha, para sorver aos poucos e ir saboreando prazerosamente.

 

 

Ingredientes:

 

3 maças granny smith

1 colher (chá) de canela moída

1 colher (sopa) de açúcar amarelo

 

30 g de flocos de aveia sem glúten

40 g de amêndoa em lascas

30 g de flocos de quinoa

1 colher (sopa) de farinha de arroz

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

50 g de manteiga

 

Preparação:

Comece por fazer o crumble misturando todos os ingredientes com as mãos, até obter uma mistura tipo areia grossa. Reserve.

Descasque, descaroce e corte as maçãs aos pedacinhos. Envolva a canela e o açúcar nas maçãs e reparta a mistura por três ramequins.

Divida a mistura seca pelos ramequins, colocando-a por cima da mistura de maçã. Polvilhe o açúcar baunilhado por cima e leve ao forno quente por cerca de 35-45 minutos ou até que o topo esteja dourado. Sirva morno ou à temperatura ambiente.

 

 

Tu, Ameixinha, que andas numa guerra pegada com o ecrã do teu micro-mini computador, porque tanto está verde como cor-de-rosa, tiveste a sorte de escrever esta postagem com o ecrã normal. Até ele te dá tréguas quando é mesmo preciso!

Ainda bem que não nasci de rabo virado para a lua, porque com o tempo que está para estes lados, já tinha constipado. De certezinha :)

 

Bom fim de semana ;)

 

 

publicado por Ameixinha às 17:23 | link do post | comentar | ver comentários (27) | partilhar
Domingo, 01.09.13

Galette de pêssegos




Sou movida pela simpatia e empatia que tenho pelos outros. Quando a Maria me convidou a fazer uma galette, eu só aceitei porque foi a Maria a convidar-me. Aceitei o desafio por conveniência também. Convinha-me comer uma galette, porque sou amiga da fruta e porque a minha dieta sem glúten teve que ser interrompida, e fui obrigada a comer todo o glúten que pude no último mês. Comi até hoje. A dieta começa, portanto, amanhã :) A sorte é que também é possível fazer-se uma base sem glúten e, isso, ficará para a próxima oportunidade, talvez com uma fruta de Outono.

Convinha-me ingerir glúten e convinha-me fazer um lanche para receber a minha amiga Mónica que veio de férias ao seu país de origem. É amiga de liceu mas encontrou a sua metade no estrangeiro. Lembro-me de levantá-la do chão na viagem de finalistas e de a ter a chorar nos meus ombros. Nunca mo disse, mas acho que me ficou agradecida por aquele momento de aconchego. Sempre soube que amigos são aqueles que, embora mais fracos que nós, estendem-nos a sua mão para nos levantar do chão :) Hei-de tentar sempre levantar os meus amigos, acarinhá-los com abraços e dar-lhes o meu ombro, já que há muito pouco mais que eu posso dar. Tenho também sempre algo para adoçar o bico.

A Mónica e o Henrique vieram visitar-me, e trouxeram um presente que eu não vi com quatro olhos e que a minha mãe, cegueta mas muito sabida, viu só com um olho. Um presente aconchegadinho a ela e quando discerni a coisa, desfiz-me em felicidade, abraços e lágrimas. Meu Deus, eu chorei tanto que a grávida parecia eu!

À medida que os anos passam eu estou a ficar cada vez mais lamechas, mas amizade é isso mesmo, é viver a alegria dos outros de forma transparente, genuína e emocionada. Eu sou movida a simpatia, ela é a minha gasolina mas daquela que não polui ;)

 



 

 

Ingredientes:

2 1/2 chávena de farinha

14 colheres (sopa) de manteiga em cubos, gelada (cerca de 115 gramas)

3 colheres (sopa) de banha gelada

1/4 chávena de açúcar

copo pequeno de água gelada

 

2-3 pêssegos firmes

sumo de 1/2 limão

1/4 chávena de açúcar baunilhado

1 colher (sopa) de maisena

canela moída

1 ovo

amêndoas 

açúcar em pó

 

Preparação:

Coloque a manteiga, farinha, banha e açúcar no processador de alimentos e pulse algumas vezes até que a manteiga fique do tamanho de pequenas ervilhas. Adicione a água, uma colher de cada vez e pulse até que a massa fique com aspecto areado.

Transfira a massa para a mesa e amasse-a um pouco só até formar uma bola (pedaços de manteiga ainda devem ficar visíveis). Corte a massa ao meio e embrulhe em película aderente. Refrigere por 1 hora ou durante a noite.

 

Corte os pêssegos em fatias, coloque numa tigela e junte o sumo de limão, açúcar, canela e maisena. Misture e reserve.

Estenda a massa e forme um disco com ela. No centro, disponha a fruta juntamente com os sucos obtidos. Enrole as bordas da massa, bata o ovo e passe-o na massa, coloque algumas amêndoas por cima e leva a forno-médio até dourar.

Sirva à temperatura ambiente, polvilhado com açúcar em pó.

 


Receita baseada no blog The clever carrot.

Com esta galette participo no desafio Dia um... na cozinha!

publicado por Ameixinha às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (27) | partilhar
Segunda-feira, 15.04.13

Shot de ruivas

 


 

Tinha a Frida ferida, o Van Gogh mutilado e o hipocondríaco Warhol, mas nestas coisas o coração fala mais alto e é impossível resistir a um pintor amante de felinos. Tendo eu um irmão pintor, foi natural crescer com arte dentro de casa. Ele apresentou-me aos livros, à música e à pintura. Até hoje acho que ele desconhece a importância que teve na minha formação como pessoa. Tenho apenas que lhe agradecer. Felizmente, está sempre convidado para jantar, é só aparecer. Para hoje temos Klimt, pelo seu amor aos gatos e à feminilidade. Tenho certeza que também seria um bom garfo, de gelatina não sei se gosta mas não o censuro, porque eu mesma detestava gelatina até há pouco tempo. A caseira é sempre melhor e para sobremesa, depois de um jantar deveras colorido como uma tela de Klimt, terminamos com um shot ruivo para que Klimt o sorva com tanta paixão quanta pintou as suas melhores obras.


Gelatina de laranja (Chucrute com salsicha):

 

1 1/4 chávena de água fria

1 chávena de açúcar

1 pau de canela

3 tiras de casca de laranja

2 1/2 chávena de sumo de laranja

1 colher (sopa) de sumo de limão

4 1/2 colher (chá) de gelatina em pó

 

Preparação:

Coloque numa panela a água, canela, açúcar e as tiras de laranja. Leve ao lume, mexendo até que o açúcar dissolva.

Deixe ferver, desligue e deixe arrefecer. Leve ao frigorífico e deixe descansar por 2 horas. Passe o xarope obtido num coador e reserve.

Separe 3/4 do xarope para uma panela. Numa tigela misture o xarope restante com o sumo de laranja e de limão.

Salpique a gelatina sobre os 3/4 de xarope e leve a lume médio até a gelatina dissolver. Despeje a mistura de xarope e gelatina na mistura de sumo de laranja. Misture bem, coloque numa forma molhada e leve ao frigorífico até solidificar. Retire, deixe descansar e vire num prato.

 

 

Com esta gelatina participo na 11ª edição do Convidei para jantar, iniciativa da Anasbageri, este mês alojado no blog panela sem (de)pressão cujos convidados são pintores.

publicado por Ameixinha às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Sexta-feira, 05.04.13

Bolo de banana e cerejas



Depois de um carregamento de bananas, continuamos nos bolos. Este tem um ar bem mais alegre, faz lembrar a primavera que teima em não aparecer. Está frio e vento e não há ânimo para cozinhar. A vontade de comer é que não se vai embora :) Bom sinal.

O melhor deste tempo é que ontem vi um arco-íris e levei uma injecção de energia vital. Há sinais do céu que nos lembram coisas boas na terra.

Preparem-se para a chuva e muito bom fim de semana a todos ;)

 

 

Bolo de banana e cerejas (adaptado do site BBC

 

40 g de cerejas cristalizadas

75 g de nozes

110 g de manteiga amolecida*

110 g de açúcar

2 ovos

3 bananas maduras

175 g de farinha de arroz**

50 g de maizena 

2 colheres (chá) de fermento sem glúten

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º. Corte as cerejas aos pedacinhos e junte às nozes.

Bata a manteiga com o açúcar até ficar suave. Adicione os ovos, um de cada vez, e bata entre cada adição.

Amasse as bananas e adicione à mistura. Peneire a farinha de arroz, a maizena e o fermento e envolva cuidadosamente na mistura de bananas. Gentilmente adicione as cerejas e nozes. Coloque na forma e leve ao forno até dourar.

 

*Para um bolo sem lactose, usei planta de soja.

**Caso prefiram e não tiverem qualquer intolerância ao glúten, podem usar farinha normal para bolos.

publicado por Ameixinha às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Quarta-feira, 27.03.13

Bolo de banana da Tessa



Um destes dias riram-se de mim por eu estar a jantar enquanto via os desenhos animados na rtp2. Defendi-me dizendo que nos outros canais, à hora do jantar, só se ouvem desgraças. Hoje resolvi dar nova oportunidade à informação, mas entre o marido abusador que matou a mulher grávida, entre a troika e entre a primeiríssima entrevista que o Sócrates - não é o filósofo, é o armado ao pingarelho - vai dar, eu prefiro mil vezes ver o Gaspar e Lisa. Mon dieu de la France, o mundo lá fora é uma catastrophe, porque não hei-de eu preferir jantar sossegada no mundo maravilhoso de dois cães antropomórficos? Eu sei que a relação entre os dois é um bocadinho manhosa. Afinal um cão e uma cadela tão amigos, um dia hão-de acabar aos amassos ou a cheirar o rabo um ao outro e eis que, de repente, têm a seu cargo uma ninhada :) Resta-me esperar que o Gaspar não seja um banana e trate a sua amiguinha com o respeito e carinho que ela merece senão... viram notícia num canal noticiário porque o Gaspar, vítima dos tempos críticos, resolveu descarregar a sua frustração na Lisa e ela acabou num ganido só.

Ai, o mundo lá fora está uma verdadeira feijoada, é por isso que eu continuo nos doces :)

 

Banana bread (ligeiramente adaptado do livro Apples for jam):

 

125 g manteiga

180 g de açúcar amarelo

350 g de bananas maduras, esmagadas

2 ovos

1 colher (chá) de extracto de baunilha

1 colher (chá) de canela moída

250 g de farinha

1 colher (chá) fermento

3/4 colher (chá) de bicarbonato de soda

3 colheres (sopa) leite morno

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma de bolo inglês.

Bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso e junte as bananas. Adicione os ovos, baunilha, canela e mexa bem.

Peneira a farinha e fermento, adicione à mistura anterior e bata até ficar suave. Envolva o bicarbonato ao leite e junte à mistura.

Coloque na forma e leve ao forno por 50 minutos ou até que um palito saia limpo do centro do bolo. Coloque numa grelha para arrefecer. Sirva morno ou frio, simples ou torrado com manteiga, mas deixe arrefecer completamente antes de o guardar num recipiente hermético, onde se pode manter bem durante muitos dias.

 

 

Notas:

Usei planta de soja e leite de soja para ter um bolo livre de lactose.

Pode adicionar nozes ou avelãs aos pedaços ao bolo.

Quanto mais maduras as bananas, mais doce o bolo fica. A consistência é bastante húmida.

 

publicado por Ameixinha às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (25) | partilhar
Quarta-feira, 14.11.12

Pudim de laranja da minha mãe

 

A minha mãe nunca fez um bolo, mas é exímia a fazer leite creme e pudim. Foram essas sobremesas que aprendi a fazer com ela e, agora que ela precisa mais de mim, tenho-me esforçado para fazer, pelo menos, o pudim que ela tanto gosta. O único que sempre fez foi o de laranja que eu um destes dias, num acto de loucura, substituí por um café expresso e ficou tão bom quanto este que vos deixo. É uma receita tão simples que permite variações de forma a obter sabores diferentes. Um pudim da minha mãe, para a minha mãe.

 

Ingredientes:

5 ovos inteiros

5 colheres (sopa) de açúcar

1 chávena de leite

1 colher (sopa) de amido de milho

sumo de 1 laranja

 

Preparação:

Dissolva a farinha no leite e junte aos restantes ingredientes. Passe na varinha mágica ou liquidificadora e despeje numa forma de pudim caramelizada.

Coloque na panela de pressão com água até atingir meia altura da forma, feche e leve a cozer por cerca de 20 minutos. Desenforme e sirva frio.

 

Abraços a todos e bom resto de semana ;)

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publicado por Ameixinha às 23:05 | link do post | comentar | ver comentários (26) | partilhar
Sexta-feira, 31.08.12

Sorvete de cantaloupe

 

Agora, dizem por aí, é que vem o calor a sério e, por isso, trago-vos um sorvete da época. Podem usar qualquer tipo de meloa mas a cor da cantaloupe faz a diferença, porque os olhos são os primeiros a comer :)

Uma receita super rápida e hiper simples, ótima para aproveitar as frutas menos docinhas e para saborear em tardes quentes e pacatas.

 

Ingredientes:

1 meloa cantaloupe fresca sem sementes

1/2 chávena de açúcar

 

Corte a meloa em pedaços e coloque-a no liquidificador. Junte o açúcar. Ligue a máquina.

Verta a mistura para a máquina de gelados e siga as instruções do fabricante.

Guarde no congelador.

 

Notas:

Receita retirada do blog Bell'alimento.

Diminuí a quantidade de açúcar para 1/3. Usei formas para picolé mas podem guardar num recipiente qualquer e levar ao congelador. Retirem alguns minutos antes de servir.




publicado por Ameixinha às 22:37 | link do post | comentar | ver comentários (30) | partilhar
Sexta-feira, 24.08.12

Compota de figo

 

Comi hoje os primeiros figos. Andava desejosa de lhes espetar o dente depois de ver que já estavam à venda nos supermercados. As duas figueiras da minha tia são tardias e, apenas hoje, uma delas brindou-nos com dois ou três figos maduros. Os primeiros são sempre delírio dos passarinhos ;)

Esta compota está guardada desde o ano passado; publico-a agora, num novo verão que espero que se torne mais doce à medida que os figos nos vão chegando :)


Ingredientes:

1 kg de figos 

600 g de açúcar

 

Preparação:

Cortam-se os figos em pedaços e colocam-se numa panela com o açúcar. Leva-se a lume médio e, quando ferver, diminui-se o fogo até que a mistura fique espessa. Vá mexendo ocasionalmente para não pegar ao fundo e não deixar passar o ponto. Guarde em frascos previamente esterelizados.

 

Bom fim de semana a todos :)

 

Notas: Podem aromatizar a compota com baunilha, canela, vinho do Porto, etc.

Retirei a casca dos figos mas, se preferirem e se forem biológicos, podem mantê-las retirando apenas o pé.

publicado por Ameixinha às 23:15 | link do post | comentar | ver comentários (23) | partilhar
Segunda-feira, 16.07.12

Onde há churrasco, há fogo!

Bem vindo à minha caverna. Desculpa não ter avisado que agora há uma coisa chamada campaínha. Esquece o vidro da porta, mandamos colocar outro já amanhã. Essa maçaroca faz grandes estragos, hein? Podes deixá-la atrás da porta enquanto jantamos.

Sim, as barriguinhas estão a grelhar numa geringonça electrica, modernidades! Não te preocupes que o fogo continua a revolucionar as nossas vidas. As batatinhas a murro estão no forno a lenha. A única diferença é que agora escusamos de esfregar pauzinhos e bufar às palhinhas :) Temos coisas que se chamam fósforos e acendalhas, facilitam bastante. Por falar em facilitar, importas-te de dar umas murraças ligeiras às batatas? És capaz de ter mais força que eu, e eu ía retirando a pele aos pimentos, pode ser? Mas cuidado, força moderada senão ainda acabamos a comer puré, ok?

Ahh, esse é o meu animal de estimação. Podes pousá-lo e tirar o cavalinho da chuva, esse não é para comer. Não te preocupes que não vai faltar comida e bem saborosa. Agora usamos um ingrediente muito precioso, o sal. Dá um sabor fantástico a tudo, vais ver!

A mesa já está posta, usamos garfo e faca pra comer mas, como é uma espécie de churrasco e não quero que te sintas como um peixe fora de água, podes usar as mãos :) Continuo a achar que alguma comida continua a saber melhor se metermos o dedo no assunto. Se calhar posso é dar-te um elástico pró cabelo, podes fazer um rabo de cavalo, assim vejo-te melhor os olhinhos e não corres o risco de encontrar um cabelo na comida :) Quanto à barba não posso fazer grande coisa, tenho medo de te enfiar uma lámina na mão e ter que acabar por chamar o INEM. É melhor mantermos toda a tua essência, já basta a mudança de milénios. Tanta coisa nova pra ver e explorar, não é? Olha, vou ligar um bocadinho o rádio para descontraíres um pouco. Ainda é muito cedo para te explicar acerca da caixa mágica que mudou o mundo. Há coisas que ainda não deves ser capaz de assimilar. Fica para uma próxima. 

Por agora vamos sentar e provar esta bela carne de porco. Os pimentos são um pouco indigestos à noite mas deves estar habituado a comer coisinhas piores, não vai ser desta que te vai parar a digestão, certo? Além disso, temos uma água porreira com bolhinhas dentro - não me perguntes como colocaram lá as bolhinhas, há coisas que também me ultrapassam - que é um mimo para arrotar depois de uma farta refeição.

Está bom? Parece que sim, pela maneira como engoles quase sem mastigar :) Ainda bem, fico mais contente. Pronto, se não achares piada ao verde da alface, deixa ficar. Mas prova lá o chouriço crioulo que é uma maravilha!

Fiz uma sobremesa simples, com fruta da época e aposto que conheces alguns destes bagos. Não te quis apresentar ao chocolate agora, nem ao açúcar porque temi que ficasses tão excitado que me desses uma paulada na cabeça e me levasses pelos cabelos até à tua caverna. As paixões fulminantes assustam-me um bocadinho e, escrava por escrava, prefiro ser escrava nesta época em que, pelo menos, vamos tendo algumas condições :)

Está tarde, não é? Pois, sei que ainda tens que andar um bocadinho. Compreendo que ainda não queiras andar de táxi, o trânsito é assustador e acho que o homem que inventou a roda é que ia apreciar a viagem. Devolvo-te a maçaroca e entrego-te esta tocha. O mundo lá fora continua a mesma selva de sempre, nunca é demais estarmos preparados para o que der e vier. Até te dizia para me dares um toque pró telemóvel quando chegasses à tua gruta mas sei que ainda não chegaste a esse nível. Deixa lá, acende uma fogueira e envia-me uns sinais de fumo, pode ser?

Espero que tenhas gostado e desculpa se falo pelos cotovelos, mas tu também não sabes fazer outra coisa senão grunhir! Vai sossegadito e não pares pra rugir com ninguém, olha que nos tempos que correm não merecem a nossa confiança! 

Força nisso e até ao próximo degelo ;)

 

Salada de fruta colorida:

ameixas vermelhas

framboesas

pêssegos

uvas

morangos

sumo de 1 laranja

1 colher (sopa) de açúcar

 

É só misturar tudo e servir.

 

Notas:

Receita baseada na salada de fruta colorida da Tessa Kiros.

A mente brilhante que convidei para jantar é um anónimo cuja ideia brilhou mesmo, inventou o fogo. 

 

Boa semana a todos! 

 

 

 

 

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publicado por Ameixinha às 13:11 | link do post | comentar | ver comentários (24) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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