Sexta-feira, 22.07.11

Gratinado de courgettes e queijo


O seu pedido é uma ordem! A sugestão para publicação de um gratinado de courgettes, feito na caixa de comentários da postagem anterior, foi atendida prontamente. Cá está ele, com direito a repetição e tudo, não só porque é um prato prático mas porque é muito saboroso e também porque tem courgette e queijo. Que mais pode alguém como eu pedir?! E passo a informar que acabaram-se as courgettes nesta cozinha, pelo menos ainda não me apareceu mais nenhuma até agora. Mas ainda vão sair mais algumas sugestões no blog, doces e salgadas ;) 

Ingredientes:
55 g de manteiga sem sal, mais um pouco para guarnecer
6 courgettes, às rodelas
sal e pimenta
2 colheres (sopa) de estragão fresco ou uma mistura de hortelã, estragão e salsa
200 g de queijo gruyère ou parmesão, ralado
125 ml de leite
125 ml de natas espessas
2 ovos
noz-moscada ralada no momento

Preparação:
Derreta a manteiga numa frigideira grande ou caçarola, em lume médio. Adicione as courgettes e deixe fritar durante 4-6 minutos, virando os pedaços de vez em quando, até ganharem cor de ambos os lados. Retire da frigideira, escorra em papel absorvente e, em seguida, tempere com sal e pimenta.
Unte o fundo de uma assadeira e disponha metade das courgettes. Polvilhe com metade das ervas e 55 g de queijo. Repita este processo numa nova camada.
Misture o leite, as natas e os ovos e tempere com noz-moscada, sal e pimenta. Verta este líquido por cima das courgettes e polvilhe com o queijo que sobrou.
Leve a gratinar no forno, previamente aquecido, a 180º C, durante 35-45 minutos, ou até estar rijo no centro e tostado. Retire do forno e deixe repousar 5 minutos antes de servir directamente da assadeira.

Notas:
Se possível, use courgettes pequenas cujo interior não seja fibroso nem tenha sementes.
Usei uma mistura de tomilho sal-puro e salsa fresca e metade queijo parmesão, metade queijo limiano.
Receita retirada do livro "Cozinha Mediterrânica" da Parragon Books Lda. Serve 4-6 pessoas.

Boa sexta e bom fim de semana ;)
publicado por Ameixinha às 11:30 | link do post | comentar | ver comentários (36) | partilhar
Terça-feira, 17.05.11

Pêras em calda de açafrão


É um dos frutos que acho menos saboroso comer ao natural mas, em contrapartida, é o único que me apetece quando estou meia adoentada. Depois de ter bebido água fria na sexta-feira passada, e de ter passado uma bela tarde de Domingo num piquenique aos pinchos, berros, gargalhadas, sol na moleirinha, fizz de maracujá e etc, estou aqui cheia de dores de garganta e toda entupida. Resumindo, apetecem-me pêras :) Estas vi-as num dos blogs mais inspiradores e bonitos da blogosfera internacional, o Tartelette.
Escolhi pêras pequeninas, para que coubessem todas no tacho ao mesmo tempo e para que rendesse mais. Podem não curar gripes, mas ajudam a aguentá-las. 

Ingredientes:
4 chávenas de água
1 fava de baunilha
1 a 2 colheres (chá) de fios de açafrão
3/4 chávena de açúcar
sumo de 1 limão
4 pêras (usei cerca de 10 pêras pequeninas)

Preparação:
Descasque as pêras e regue-as com o sumo de limão, reserve.
Numa panela funda, junte a água, açafrão e açúcar. Abra a fava de baunilha ao meio e raspe as sementes da fava com a ponta de uma faca afiada. Adicione as sementes e a fava à mistura de açúcar e água.
Leve a ferver sob lume médio-alto, mexendo ocasionalmente para que o açúcar se dissolva.
Baixe um pouco o lume e junte as pêras com o sumo de limão. Cubra o tacho e cozinhe as pêras por cerca de 10-12 minutos, virando-as a meio do tempo para que cozinhem de todos os lados (insira um palito para verificar).
Remova as pêras do líquido e reserve-as num prato fundo ou pequenos ramequins.
Leve o líquido ao lume, mas sempre sem deixar ferver, até que o líquido fique reduzido a metade, cerca de 10 minutos. Remova a fava de baunilha e coloque o xarope obtido por cima das pêras. Sirva quente ou à temperatura ambiente. Podem ser acompanhadas de natas batidas em chantilly ou gelado.

Notas:
As pêras ficam maravilhosas, o açafrão dá-lhes um travo especial. Convém que não estejam muito maduras senão vão desfazer-se.

Pessoal, comé que é? Estão abertas inscrições para um encontro no Porto muito em breve, e outro em Lisboa. Quem quiser saber a data, envie-me e-mail, ok? 

Boa semana!
publicado por Ameixinha às 14:25 | link do post | comentar | ver comentários (55) | partilhar
Sábado, 07.05.11

Esparguetada de limão e cominhos


Voltamos à soja, à comida vegetariana, às minhas refeições favoritas, à saciedade através do que, supostamente, é mais saudável. Embora pouca gente entenda, eu sou das que come soja granulada à colherada e sabe-me pela vida :) Não morrerei mais saudável que todos os outros, isso é certo, mas se me sabe bem e se não gosto de bifes de vaca, a soja é minha aliada e, finalmente, consegui "desencaminhar" a minha mãe para este caminho. Ela que dizia que soja parecia e sabia a comida de cão - e aqui ficou a dúvida se a minha mãe alguma vez teria provado comida de cão he he - porque achava que era só enfiá-la no tacho e tá a andar ;) A soja merece mais respeito, uma nova oportunidade, ou muitas até que se acerte o ponto e se ajuste ao nosso gosto. 
Esta sugestão que vos trago hoje, vi-a no PPP e, para além da soja, tem o meu amado limão e uma das minhas especiarias favoritas, cominhos.

Ingredientes:
1 chávena de soja texturizada fina
cominhos em pó q.b.
sal fino e azeite q.b.
sumo de 1 limão grande 
esparguete integral
1 cenoura crua em juliana
sal e pimenta q.b.
Molho de soja e queijo parmesão (opcional e adicionado por mim)

Preparação:
Tempere a soja com cominhos, sal, sumo de limão e azeite. Adicione água apenas até cobrir a soja. Deixe repousar por 1 hora.
Coza a massa esparguete, escorra e reserve. Parta a cenoura em juliana e reserve.
Numa frigideira, coloque mais um pouco de azeite e adicione a soja (depois de ter sido retirado o excesso de água), deixe refogar um pouco. Adicione a esparguete com mais um pouco de azeite. Misture tudo e, por fim, adicione a cenoura para que fique al dente. Rectifique o tempero com sal e a pimenta. Se preferir, faça como eu e junte um pouco de molho de soja claro. Sirva com queijo parmesão ralado na hora.

Desejo um fim de semana saudável a todos que por aqui passam ;)
publicado por Ameixinha às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (44) | partilhar
Quinta-feira, 31.03.11

Bolachas rústicas integrais de Za'atar


Za'atar é uma mistura de especiarias bastante apreciada na Turquia e no Norte de África. É basicamente composta por sementes de sésamo tostadas, tomilho seco, sumagre/sumac e sal. No entanto, outras ervas podem ser acrescentadas e vão variando de região para região. A mistura que eu tenho veio do Brasil e não sei muito bem qual a sua composição, mas sei que é bastante boa.

Pensando numa despedida, numa reunião, numa refeição, juntaram-se pessoas, amigas, unidas pela comida e por outros interesses que lhes são comuns. Tal como no Za'atar, somos uma "mistura de especiarias" que vamos dando cor aos nossos dias, intensificando o sabor da amizade, enraizando na memória o odor da partilha, embebendo a tristeza da saudade mesmo antes da partida. No final, depois do choradinho, polvilhamos o açúcar, embebemos a doçura dos versos e dos abraços, com a certeza do reencontro, com o desejo de felicidade eterna, com a espera das novas aventuras, de novos sabores e experiências. Tal como as especiarias, cada uma vale por si, mas pinceladas juntas há, com toda a certeza, uma vivência bem particular.

Ingredientes:
1 1/2 chávena de farinha para pão
1 1/2 chávena de farinha integral
2 1/2 colher (chá) de fermento em pó
1 1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de mel (usei mel Algarvio)
1/3 chávena + 2 colheres (sopa) de azeite
2/3 chávena de água morna + 2 ou 3 colheres (sopa) se necessário
8 colheres (chá) de za'atar ou outras sementes*

Preparação:
Misture as farinhas numa tigela e adicione o fermento e o sal.
Noutra tigela, junte o mel com a água e o azeite.
Junte os ingredientes líquidos aos sólidos e trabalhe a mistura com uma colher. Se tiver dificuldades com a massa, junte mais uma colher de água de cada vez. A massa não se deve colar às mãos mas também não deve ficar muito seca.
Forme uma bola e amasse até que não exista nenhuma farinha residual na tigela. Passe a massa para uma superfície enfarinhada e trabalhe-a por 5-6 minutos até que fique flexível e elástica.
Embrulhe a massa em película aderente e deixe descansar por 30 minutos ou 1 hora se tiver tempo.
Pré-aqueça o forno. Divida a massa em 4 partes iguais. Cubra a massa restante com um pano limpo. Role uma porção de massa e estique-a até ficar fina (não demasiado) e em forma rectangular. Pincele a massa com azeite e salpique com 2 colheres (chá) de za'atar.
Corte a massa na forma que desejar e leve ao forno por 20-25 minutos ou até que fiquem douradas e crocantes.

Notas:
Fiz a massa na MFP, coloquei primeiro a mistura líquida e depois a mistura de farinha, deixei amassar e quando terminou, desliguei a máquina e deixei a massa lá dentro a repousar. 
Tentei contar quantas bolachas obtive mas desisti a meio porque foram muitas e depende sempre do tamanho que vocês quiserem. Eu obtive cerca de 100, metade versão salgada, metade versão doce. 
São óptimas para petiscar com um dip ao lado, mas eu uso a mistura salgada para comer com sopa ou simplesmente para ingerir uma atrás da outra, as doces são completamente viciantes. Caso não tenham za'atar, podem usar a vossa mistura de especiarias favoritas ou as seguintes combinações sugeridas:
  • Doce- 2 colheres (sopa) de açúcar amarelo, 1 colher (chá) de canela moída, 1 pitada de noz moscada;
  • 1 colher (chá) de paprika, 1 colher (chá) de oregãos, 1 colher (chá) de mostarda em pó, 2 colheres (chá) de alho em pó;
  • sal e pimenta;
  • sementes de sésamo, sementes de papoila e sementes de linhaça com uma pitada de sal
No meu caso, fiz a versão salgada com o za'atar e a versão doce com o aroma a canela. Também já experimentei com a mistura de especiarias marroquina da NoMU e ficou muito bom. Na foto, em primeiro plano estão as bolachas de za'atar, em cima as marroquinas e a Oeste as doces. Ficam muito crocantes e, caso não as comam todas de enfiada, devem ser guardadas num recipiente hermético.
Podem ver a receita com o passo-a-passo no blog Choosy Beggars.

Aproveito para agradecer às minhas amigas que fazem com que eu me sinta sempre indispensável. Um até breve a alguém que é indispensável para mim!
Agradeço de antemão a todos os visitantes e todos os comentários que venham a ser feitos :) Bom resto de semana!
publicado por Ameixinha às 08:30 | link do post | comentar | ver comentários (51) | partilhar
Quinta-feira, 17.03.11

Tarte de cebola caramelizada

Pizza folhada

Ia eu começar a escrever algo acerca desta sugestão que vos trago - uma receita que já repeti vezes sem conta e até com algumas variações - quando estagnei na palavra "repetir". Recuei uns anos - muitos - e lembrei-me da primeira vez em que ouvi esta espécie de adivinha em jeito de lengalenga, em que alguém me contava e, posteriormente, perguntava:
"Havia uma mãe que tinha 3 filhos, o mais velho chamava-se Repete, o do meio Repete Repete e o mais novo Repete Repete Repete. Como se chamava o filho mais velho?". Eu, muito crente, lá respondia: "Repete".
E assim eu reforçava a repetição da lengalenga: Havia uma mãe que tinha 3 filhos, o mais velho chama-se Repete, o do meio Repete Repete e por aí vai... até que se respondia novamente "Repete". Na altura, era mais divertido para quem contava e para quem assistia, do que para quem respondia e se sentia um tanto ao quanto anormal e burrinho quando se apercebia da brincadeira. Mas depois, era a nossa vez de brincar com alguém e rir da inocência de outros. 
Tudo para dizer que esta sugestão é daquelas para repetir, repetir, repetir :)

Ingredientes:
Uma base de massa folhada
2 cebolas amarelas, finamente fatiadas
4 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (chá) de tomilho fresco
2 colheres (chá) de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de pimenta moída
4 colheres (sopa) de vinho branco
1 chávena de queijo ricotta
1 ovo
1/2 chávena de parmesão

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa panela aqueça a margarina, tomilho, cebolas, sal, pimenta, açúcar e vinho por 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até que as cebolas fiquem amolecidas e douradas. 
Enquanto as cebolas estão a caramelizar, misture a ricotta com o ovo e reserve.
Desenrole a massa folhada e dobre as bordas, cerca de 1 dedo.
Espalhe a mistura de queijo na base da massa, seguida do queijo parmesão no topo. Adicione as cebolas por cima do queijo e salpique com mais um pouco de queijo parmesão.
Leve ao forno por 25-30 minutos até que a massa fique dourada.

Notas:
Para quem não encontrar ricotta, como eu, ou não gostar, pode usar mozzarella ou barrar a base da massa folhada com azeite. 
Algumas vezes adiciono cogumelos à cobertura, só porque gosto e me apetece. Quando não há vinho branco, uso vinho tinto, foi este o caso mas o sabor é igual.
Caso não queiram ou não tenham massa folhada, podem fazer a vossa preferida e aproveitar este recheio delicioso :)
Vi a receita no blog Savory Sweet Life.

publicado por Ameixinha às 21:28 | link do post | comentar | ver comentários (46) | partilhar
Quarta-feira, 09.03.11

Arroz de camarão

Arroz de camarão

A minha mãe queria um arroz de marisco e comprou uns quantos camarões. Não sendo eu capaz dessa fantástica capacidade da multiplicação ou criação de outras espécies de frutos do mar, tive que me desenrascar com o que havia. Basicamente, camarão e só camarão. Do resto, tudo há em qualquer despensa que se preze.
Se é um arroz malandrinho ou um risotto, deixo à consideração de cada um. Isto é como ir à feira e comprar uma falsificação, seja de roupa ou de uma mala. Sabemos que não é o original, não tem a etiqueta do criador/estilista, é muito mais barato e, mesmo assim, ninguém vai reparar porque são completamente idênticos e até saem melhor que a encomenda. Importante é apaziguar o desejo e o mesmo acontece com o arroz. Usei carolino e, para mim que já usei carnaroli, vai dar ao mesmo. É uma falsificação que satisfaz, muito e bem!

Ingredientes:
1 kg de camarão médio
sal q.b.
2 dl de azeite
2 cebolas
5 dentes de alho
0,5 kg de arroz
2,5 dl de vinho branco
4 tomates
coentros ou salsa q.b.

Preparação:
Descasque os camarões e ponha as cascas e as cabeças a cozer numa panela, cobertas de água com sal a gosto, durante 30 minutos. Entretanto, refogue em azeite a cebola e o alho picados.
Junte o arroz e salteie até ficar transparente. Refresque com o vinho, junte o tomate sem pele e sementes e cortado aos bocados. Tempere de sal.
Escorra bem o caldo de cozer os camarões, esmague as cabeças e as cascas para obter todos os sucos. Vá deitando aos poucos o caldo de cozer ao preparado de arroz até este abrir.
Salteie rapidamente os camarões numa frigideira com um pouco de azeite. Junte-os ao arroz, misture e polvilhe com coentros ou salsa picados a gosto.
  

arroz camarão

Notas:
Para facilitar ainda mais a receita, usei camarões já cozidos que descasquei e juntei ao arroz quase no final do cozimento. Guardei alguns inteiros para decoração e devoração :) Não usei caldo, apenas aqueci água à qual juntei uns fios de açafrão e deixei repousar. Depois, fui juntando ao arroz aos poucos.
Ao refogado de cebola e alho adicionei uma pitada de pimenta de espelta.
Receita adaptada da revista "Boa Mesa" nº19 de 2005.
publicado por Ameixinha às 21:05 | link do post | comentar | ver comentários (59) | partilhar
Sábado, 05.02.11

Frango marroquino com laranja e açafrão

Galináceos são bichos um bocadinho estúpidos e, mesmo assim, a minha batalha com a carne - seja de que tipo for - é quase perdida. Mas a guerra continua e, por isso, sinto uma grande necessidade de experimentar comer carne de maneiras diferentes, disfarçadas com temperos novos e cores apelativas. Dá-me muito mais gosto ter novidade no prato e esta é uma boa novidade. São sabores exóticos que vieram dentro de uma latinha, oferecida por uma amiga que me incentiva a descobrir o mundo gastronómico além fronteiras.

Ingredientes:
1 peito de frango
100 ml de azeite
1 cebola, picada finamente
1 dente de alho, picado finamente
1 colher (sopa) de gengibre ralado
2 colheres (chá) de NoMU Moroccan Rub
Sumo e raspa de 1 laranja
1 chávena de caldo de galinha (usei água)
2,5 ml de fios de açafrão em infusão em 1/2 chávena de água morna
1 laranja cortada em gomos com a pele
sal e pimenta q.b.

Preparação:
Coloque os pedaços de frango numa tigela, salpique-os com 1 colher de NoMU, sumo de laranja, zest e azeite. Envolva bem o frango, cubra com película aderente e leve ao frigorífico por 3 horas.
Num tacho, aloure os pedaços de frango com um pouco de azeite. Reserve e, no mesmo tacho, aloure a cebola, alho e o gengibre, adicionando outra colher de NoMU. Volte a juntar o frango ao tacho, juntamente com o açafrão em infusão na água morna. Tempere com sal e pimenta a gosto. Tape e deixe cozinhar coberto por 30 minutos. Coloque as fatias de laranja por cima do frango e cozinhe descoberto por mais 30 minutos ou até que as fatias de laranja estejam caramelizadas. O molho deve ficar espesso e o frango bastante tenro. Verifique os temperos e sirva com couscous.


Notas:
Inspirada nesta receita.
Infelizmente distraí-me e o molho que deveria ficar espesso, quase desapareceu.
A receita original pede coxas e sobre-coxas e também é cozinhado numa Tagine, que eu não tenho. Pedia passas e pistácios que eu optei por omitir. Dei umas quantas voltas à receita e ficou uma delícia, imagino se seguisse a receita fielmente!

Bom fim de semana.

publicado por Ameixinha às 16:13 | link do post | comentar | ver comentários (47) | partilhar
Segunda-feira, 24.01.11

Croutons caseiros

Há umas semanas atrás senti-me como se fizesse parte daquele filme de terror "Pesadelo em Elm Street" em que os personagens, ao tentar sair da cidade, passam vezes sem conta pelo mesmo sítio. Tudo parecia um labirinto sem saída possível. Isto tudo porque não queríamos pagar as SCUT para ir ao Ikea e tivemos que nos embrenhar pelas ruelas do Porto. Foi difícil lá chegar e mais difícil foi encontrar o caminho para casa he he É que as indicações eram quase inexistentes e demos por nós a ir ter ao mesmo sítio algumas vezes. Bendita pasta de chocolate que resolvi levar comigo, porque já eram quase 2 da tarde e o estômago roncava :)
Tudo isto para dizer que, ande eu por onde andar, acabo sempre por voltar a este petisco. É óptimo para aproveitar pão duro e muito simples de fazer, garanto que não é pesadelo nenhum!

Ingredientes:
1 baguete (uso fatias de pão de forma)
3 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de manteiga, derretida
4 dentes de alho, picados
2 colheres (chá) de sal (uso aromatizado com louro)
1 colher (chá) de pimenta
1 colher (chá) tempero italiano (uso oregãos e tomilho secos)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Corte o pão em cubos pequenos. Transfira-os para um tabuleiro forrado a papel vegetal (uso a película de silicone). Regue o pão com o azeite e a manteiga, salpique o alho, sal, pimenta e ervas por cima. Envolva bem com as mãos (uso uma colher) os croutons para que absorvam todos os temperos. Leve ao forno por 15-20 minutos até estarem dourados. Sirva depois de arrefecer.

Notas:
Podem usar os temperos que vos apetecer, já fiz sem o alho e sem as ervas. Só com azeite e um pouco de sal também fica muito bom.
Uso os croutons para acompanhar as sopas mas nas saladas também resultam.
Se desejaram podem cobrir com queijo parmesão ralado.
Uso sempre pão de forma já com uns dias. Retiro da embalagem plástica e coloco as fatias dentro de uma saca de pano para pão durante uns dias para endurecerem.
Gosto de comer os croutons quentes, é impossível resistir.
Desconhecendo a medida da baguete, vou cortando o pão até preencher o tabuleiro do forno.
A meio do tempo viro-os para que fiquem dourados por igual.
Vi a receita no blog What´s Gaby Cooking.

Boa semana a todos!

publicado por Ameixinha às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (52) | partilhar
Segunda-feira, 23.08.10

Atum com manjericão

Esta ainda é das que fiz e fotografei mal recebi a máquina fotográfica, nota-se! Não dou uma para a caixa mas a foto do piri-piri até não ficou nada mal :) Mais um produto que veio directamente do Algarve aquando da minha visita ao Sul. Aguardente de medronho para... matar o bicho ;)
Baseei-me numa receita que vi numa revista "Segredos" de Dezembro de 2008, modificando o tipo de massa e usando o piri-piri da Quinta das Atalaias. Usei uns búzios integrais que estavam mesmo a terminar o prazo mas com esparguete e tagliatelle fica bem melhor. O manjericão ainda não tinha sido carcomido pelos bichos esfomeados, foi usado com muito gosto :)

Ingredientes:
300 g de massa à escolha
2 dentes de alho
1 cebola
2 colheres (sopa) de azeite
2 tomates
4 latas de atum pequenas
1 dl de vinho branco
sal, azeite, Piri-Piri de medronho Quinta das Atalaias, e manjericão picado q.b.

Preparação:
Coza a massa em água temperada com sal e um fio de azeite, durante o tempo indicado na embalagam, e reserve quente. Descasque os dentes de alho e a cebola; pique-os e refogue-os no azeite. Elimine a pele e as sementes do tomate, pique-o e junte ao refogado.
Adicione o atum escorrido e o piri-piri a gosto. Tempere com sal e envolva. Acrescente o vinho branco e deixe reduzir. Polvilhe com manjericão picado, envolva e rectifique os temperos, se necessário. Sirva o preparado de atum sobre a massa.

Biba a chuba, o neboeiro - que num nos deixa ber um palmo à frente da fronha - e os pelinhos todos arrepiados :) Benham as sopas, os guisados e os chás a fumegar! Bou aproveitar estes dois dias em que bai chober para me mentalizar que o calor bai boltar mas, até lá, na minha mona já é Outono!
Boa semana a todos.
publicado por Ameixinha às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (41) | partilhar
Segunda-feira, 07.06.10

Queques de pêra e gengibre

Se ele pudesse, bem que lhes enfiava as unhas! Parecia estar mesmo a pensar: "Será que sabem tão bem quanto cheiram?", e eu até lhe respondia que cheiram bem e sabem ainda melhor, mas há coisas que só provando :) Estes dão-nos até vontade de ir snifando o aroma enquanto estão no forno. São do livro "Na cozinha com Nigella".
Ela diz que podemos misturar todos os ingredientes secos numa taça, os húmidos num frasco, cobrir ambos com película aderente e deixar os primeiros num local fresco e os últimos no frigorífico. Depois, só temos que descascar e cortar a pêra e misturar tudo grosseiramente na manhã seguinte. O único problema que eu tenho é ter que esperar que os queques saiam do forno na manhã seguinte, porque acordo com a barriga a dar horas. Cheirar os queques no forno com a barriga vazia é pura tortura :)

Ingredientes:

250 g de farinha (uso 2/3 de farinha de trigo para bolos e 1/3 de farinha integral)
2 colheres (sopa) de fermento
150 g de açúcar refinado
75 gramas de açúcar amarelo-claro, mas 1/2 colher (chá) para polvilhar por queque
1 colher (chá) de gengibre moído
1 pacote (142 ml) de natas azedas
125 ml de óleo vegetal
1 colher (sopa) de mel
2 ovos
1 pêra grande (ou outra fruta para lhe dar 300 g de peso), descascada, sem caroço e cortada em cubos de 5 mm


Preparação:

1. Pré-aqueça o forno a 200ºC/gás 6 e forre um tabuleiro de queques com 12 forminhas de papel.
2. Ponha numa taça a farinha, o fermento, o açúcar refinado, as 75 g de açúcar amarelo e o gengibre moído.
3. Numa taça grande bata as natas azedas, o óleo, o mel e os ovos e acrescente os ingredientes secos.
4. Finalmente, misture a pêra em cubos e divida a massa de modo uniforme pelas formas de queque.
5. Polvilhe cada um com 1/2 colher (chá) de açúcar amarelo e coza durante 20 minutos. Retire para uma rede para arrefecer. São melhores comidos ainda mornos.


Notas:
Usei 200 gramas de açúcar na totalidade mas achei demasiado. Pode ser diminuído ainda mais. Obtive 22 queques no total e usei formas de silicone.
Para as natas azedas, juntei às natas comuns umas gotas de limão e deixei repousar por 10-15 minutos.
Ao contrário do que a receita sugere, gosto mais dos queques frios, mas não há maneira de resistir e dá-se logo umas trincas à saída do forno :)

Boa semana a todos!


publicado por Ameixinha às 18:02 | link do post | comentar | ver comentários (57) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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