Sábado, 14.06.08

Pataniscas de bacalhau com arroz de tomate


Hoje não venho desancar, descascar, injuriar, acusar, criticar nem dizer mal de ninguém. Não que não me apeteça ou que não mereçam, mas como dizia Vinicius: "Há um renovar-se de esperanças, Porque hoje é sábado."

Ahhh, Vinicius sabe que eu poderia continuar com a letra da canção e criticaria um monte de coisas... boas e más. Porque a critica deve, sobretudo, ser construtiva e retirar algo que possamos usar e transformar em algo positivo.

Criticando os tomates, ou a falta de quem os tem (e esta é uma expressão fortinha), faz-se um arrozinho solto a acompanhar a bela da patanisca (isto no Norte tem outro significado eh eh) e tem-se o jantar de sábado na mesa.

As pataniscas de bacalhau são um petisco típico de Portugal. Não há quem não as conheça e eu só venho apresentar a receitinha cá de casa, simples e saborosa.

O arroz é básico: refogado com alho, cebola picadinha, azeite q.b. Deitar àgua e o tomate maduro (usei apenas o sumo de tomate) a gosto e depois de ferver, juntar o arroz. Deixar apurar em lume brando até o arroz estar cozido.


Para as pataniscas:
1 posta de bacalhau demolhado
5 ovos
farinha q.b.
cebola q.b.
sal q.b
salsa q.b
limão q.b
leite q.b.

Primeiro pica-se a cebola e junta-se a salsa também picada. Depois partem-se os ovos, junta-se à cebola e salsa e bate-se bem. Vai-se juntando farinha aos poucos até ficar um polme espesso. No final junta-se o bacalhau esfiado (que esteve a marinar com um pouco de sumo de limão e leite) e uma pitadinha se sal. Leva-se a fritar em azeite quente ou óleo, se preferirem.
Termino com Vinicius: "E dando os trâmites por findos, Porque hoje é Sábado há a perspectiva de Domingo, Porque hoje É SÁBADO".
publicado por Ameixinha às 20:51 | link do post | comentar | ver comentários (27) | partilhar
Segunda-feira, 02.06.08

Bacalhau à Amélia


Esta receita com bacalhau não tem grande segredo. É um bacalhau frito básico que é enriquecido com um molho que eu adoro. Isso é que faz a diferença. Cá em casa adoramos bacalhau, seja cozido, assado, estufado ou frito. A minha mãe faz desta forma e foi desta forma que me ensinou a mim. Acredito que haja um nome próprio para descrever esta receita, mas "à Amélia" foi o que me surgiu e não me parece mal. Se alguém souber o nome, eu gostava de saber ok?


Ingredientes:
4 postas finas de bacalhau já demolhado
farinha q.b.
óleo ou azeite q.b.

cebola q.b.
alho q.b.
1 folha de louro
1 pitada de oregãos
sal q.b
tomates maduros q.b.
polpa de tomate
cerveja ou vinho branco q.b.
salsa q.b.


Preparação:
Escorrer o bacalhau e secá-lo com um pano para retirar a àgua. Passar pela farinha e levar a fritar em óleo ou azeite bem quente. Reservar. Para o molho faz-se um refogado com o alho picado e a cebola, leva-se a alourar no azeite. Junta-se o tomate maduro, o sal, o vinho branco e a folha de louro. Se for necessário junta-se um pouco de polpa de tomate. Se não tiver tomates maduros pode substituir pela polpa de tomate de compra. Quase no fim junta-se os oregãos. Deixa-se refogar, retira-se a folha do louro e tritura-se tudo com a varinha mágica ou liquidificador. Numa travessa, coloca-se o bacalhau no fundo e rega-se com este molho e a salsa. Quem quiser pode cozer um ovo e ralá-lo por cima do molho. Fica um efeito bonito. E é muito bom. Acompanha com batatas fritas às rodelas.

Espero que, com esta greve piscatória não nos impeça de ter pelo menos o bacalhau e a sardinha à mesa...
publicado por Ameixinha às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (25) | partilhar

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a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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