Segunda-feira, 28.05.12

Arroz doce do Pappou

 

 

Continuando numa fase sem glúten, porque não me imagino com intolerâncias e alergias alimentares e conheço de perto a infelicidade de não se poder comer aquilo que mais apetece. Aliás, hoje estou um bocadinho assim. Apetecia-me um quadradinho de chocolate e não tenho nada disso em casa :) Também não tenho arroz doce, senão marchava já bem depressa. Como ainda estou a voltar aos eixos depois de tanto tempo de ausência, ainda não consegui organizar muito bem a minha rotina para ter um pouco mais de tempo para os blogs e para dar forma a tudo o que quero cozinhar. Fica esta sugestão bem portuguesa mas com um toque internacional vindo do avô da Tessa Kiros.

 

Ingredientes:

250 g de arroz de grão médio ou longo (eu prefiro o carolino)

2 litros de leite

3 colheres (sopa) de açúcar

canela moída (ou água de rosas), para servir

 

Preparação:

Coloque o arroz numa panela de fundo grosso, cubra generosamente com água e leve a ferver por 20 minutos. Coe o arroz. Lave a panela e coloque o leite. Leve ao lume e, quando começar a ferver, adicione o arroz e leve novamente a ferver. Baixe o lume e deixe cozer por 20 minutos, mexendo frequentemente com uma colher de pau para que não cole ao fundo. Adicione o açúcar e deixe cozer por mais 10 minutos antes de retirar do lume. Deixe arrefecer por cerca de 15 minutos na panela e coloque em tigelas. Salpique canela moída por cima antes de servir. Pode ser comido imediatamente ou ser colocado no frigorífico por algumas horas.

 

 

Bom início de semana a todos!

publicado por Ameixinha às 00:15 | link do post | comentar | ver comentários (20) | partilhar
Sexta-feira, 25.05.12

Mousse de maracujá


Estamos quase a voltar a casa após 2 meses e 3 semanas de muita aflição. Não foi fácil, não foi nada fácil, mas é mais uma batalha ganha. Ela é forte e merece viver mais uns aninhos :) Muita coisa mudou entretanto, muita terá ainda que ir mudando. Há coisas que perderam o sentido e outras que ganharam terreno. Há um amor fortalecido e mágoas que se tentam afogar todos os dias. Todos os dias permanecem à tona, como se não fosse possível esquecê-las nas profundezas. É suposto o tempo curar e nós confiámos nele. Com o tempo vai voltar a andar, pé ante pé, e a ser a pessoa mais activa que eu conheço. Até lá, eu vou ficando aos comandos da casa que vai voltar a ganhar vida com a voz e as risadas da sua dona. Maria Amélia, volta que estás perdoada ;)

 

Ingredientes:

1 saqueta de gelatina em pó sabor maracujá

1/2 chávena de água quente

1 lata de leite condensado

1 pacote de natas

3 claras

polpa de 2 maracujás

3 colheres (sopa) de açúcar

 



Preparação:

No liquidificador bata a gelatina com a água quente até dissolver por completo. Acrescente o leite condensado, as natas e bata por cerca de 3 minutos. Reserve. Na batedeira, bata as claras em castelo e misture delicadamente com o creme reservado. Distribua a mousse em taças individuais e leve ao frigorífico por aproximadamente 3 horas ou até ficar consistente. Para preparar a calda, numa panela média, coloque a polpa dos maracujás e o açúcar e leve a lume brando. Deixe levantar fervura e começar a engrossar. Retire do lume e deixe arrefecer. Sirva a mousse acompanhada da calda fria.

 

Fonte:

Delícias da culinária nº8.

 

Bom fim de semana!

publicado por Ameixinha às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (51) | partilhar
Segunda-feira, 07.05.12

Bolo de arroz e coco



A Susana e eu somos amigas desde o 7º ano de escolaridade e, desde aí, nunca deixamos de nos falar. Vivemos as desgraças uma da outra, rimos juntas e tagarelamos descontraidamente à volta da mesa do lanche. Ultimamente, não tenho podido ir lá a casa provar as coisas boas sem glúten que ela faz. Tem sido uma batalha complicada viver sem glúten, mas ela tem descoberto coisas tão boas ou melhores do que aquelas a que estávamos habituadas. Não há mais fanta nem queques de chocolate para partilhar, mas a culinária sem glúten também oferece surpresas saborosas e agradáveis.

A maior dificuldade começa logo na procura da receita, não podemos usar as tão comuns farinhas de trigo que temos na dispensa. Óbvio que, se pensarmos bem, já todos fizemos algo sem glúten, há por aí uma cambada de bolos que nem levam farinha nenhuma. Depois há aquele lado da Susana que é intolerante à lactose. Decidi-me que, sendo uma receita para ela, teria que ser sem lactose e sem glúten. Descobri algo que me interessou no blog da Gourmandise. É um bolo que, na minha opinião, deve ser comido morno. Pelo que me lembro, é comum as coisas sem glúten ficarem menos boas no dia seguinte. Ou seja, é um bolo para devorar à volta de uma boa conversa e um chá fumegante.

Titi, força nisso!

 

Ingredientes:

200 g de arroz agulha cru

360 ml de água filtrada

180 ml de leite de coco (pode substituir 50% por água filtrada)

120 ml de óleo de girassol

2 ovos

115 g de açúcar

1/2 colher (sopa) de fermento químico

1 g de sal marinho

20 g de coco seco ralado

 

Preparação:

Lave muito bem o arroz em água corrente. Deixe de molho em 360 ml de água filtrada durante 8-12 horas. Escorra e reserve.

Liquidifique o leite de coco, óleo, ovos e açúcar por 4 minutos. Junte o arroz escorrido e bata por mais 6 minutos. Adicione o fermento e bata rapidamente para incorporar.

Verta em forma rectangular de 18x28 cm untada com óleo e polvilhada com farinha de arroz. Espalhe o coco ralado por cima. Asse a 180ºC por 30-40 minutos. Deixe arrefecer por 10 minutos e corte o bolo.

 

Boa semana a todos!

publicado por Ameixinha às 22:58 | link do post | comentar | ver comentários (29) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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