Domingo, 29.06.14

Gelado de caramelos werther´s

 

Ontem apanhei um escaldão, declaro aberta a temporada de gelados no Verão :)

Caramelo é o meu sabor de eleição, alguém diz a uma colherada destas que não?!

 

Ingredientes:

3 ovos

100 g de açúcar

6 caramelos de nata werther´s sem açúcar

250 ml de leite*

500 ml de natas*

 

Preparação:

Bata os ovos com o açúcar até ficar cremoso.

Coloque o leite e os caramelos num tacho e leve a lume brando, mexendo sempre até que os caramelos derretam. Não deixe ferver. Retire do lume e junte gradualmente à mistura de ovos. Leve novamente a lume brando e cozinhe por 2 minutos, mexendo sempre. Remova do lume, adicione as natas e passe a mistura para um recipiente com tampa. Deixe arrefecer, mexendo de vez em quando. Depois de frio, leve ao congelador, mexendo de hora a hora para quebrar os cristais. Faça isso mais 2 ou 3 vezes até obter uma mistura firme. Opcionalmente, coloque a mistura fria na máquina de gelados e siga as instruções de utilização.

 

 

 *Usei leite e natas sem lactose, mas os caramelos de nata têm lactose, logo a receita não é apropriada para intolerantes.

 

Receita adaptada do livro "Apples for jam" da Tessa Kiros.

Terça-feira, 24.06.14

Queques werther´s

 

Estão uns dias mesmo como eu gosto, um friozinho na espinha, uma vontade de ligar o forno, terra molhada, cheiro de outono e sabor a caramelo e chocolate. Diz que é verão :)

Pegando no desafio que me foi feito pela Werther´s, juntei o que mais gosto e o que menos aprecio. Os caramelos foram desembrulhados com esperança no olhar e água na boca. Às vezes temos que fazer algo que nunca experimentamos, e resisti à tentação de levar à boca os rectângulos de nata. Caramelos são a minha praia e bananas, infelizmente, também. Vivo rodeada deles, uns mais caramelos que outros, uns menos ou mais bananas. Tomara eu conseguir pegar nesses, esmagá-los e juntá-los a chocolate. De certeza que o mundo seria um lugar bem melhor, se caramelos e bananas existissem apenas nuns queques e fossem empurrados com chá. Ahhh!


 

Ingredientes:

3 bananas muito maduras

125 ml de óleo vegetal

2 ovos

200 g de farinha Mix B Schar

100 g de açúcar em pó

1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 colher (chá) de fermento

75 g de pedaços de caramelos moles Werther´s Original

75 g de chocolate negro

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 200ºC e forre um tabuleiro para queques com 12 forminhas de papel.

Amasse as bananas e reserve durante algum tempo.

Verta o óleo para uma taça e bata com os ovos.

Deite a farinha, açúcar, bicarbonato e fermento numa taçae junte a mistura de ovos e óleo, seguida pelas bananas esmagadas.

Incorpore os pedaços de caramelo e chocolate e divida a mistura pelas forminhas. Coza durante 20 minutos.

Rende cerca de 12 queques.

 

Receita adaptada do livro "Na Cozinha com Nigella".

 

Domingo, 08.06.14

Sobremesa gelada de morangos

 

 




Dizem por aí os entendidos que, muito em breve, vamos ter tanto calor que vamos desejar - eu sei que vou - dias de inverno rigoroso. 

Em jeito de preparação, deixo-vos uma receita fresquinha com uma cobertura extraordinária, apropriada para enfrentar dias abafados. 

É época de morangos e tenho visto muita gente a colher os pequenos frutos sumarentos dos seus canteiros. Infelizmente, os morangos aqui de casa não são em grande quantidade e tamanho, por isso usei morangos de compra.

Imagino esta sobremesa com outras bagas e até, loucura, com uma mistura de frutos do bosque. Um bosque fresco e acolhedor.

Já estou a stressar com o calor que ainda nem chegou. Já me sinto asfixiada pelo bafo morno, pelos pólens no ar, pelos insectos malucos a esvoaçar à minha frente e por gente que desconhece o uso de desodorizante. Humm, pelo menos vou poder dar uso à cambada de vestidos e saias que repousam no armário. Stressada, mal humorada mas bem vestida, ou despida... já nem sei :)

 

Boa semana!




 

 

Ingredientes:

1 chávena de farinha de arroz

1/4 chávena de açúcar amarelo

1/4 chávena de nozes partidas

1/2 chávena de manteiga derretida

 

2 claras de ovo

1/2 chávena de açúcar

1 1/4 chávena de natas

2 colheres (sopa) de sumo de limão

2 chávenas de morangos cortados e esmagados

 

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Junte a farinha, açúcar, nozes e manteiga e espalhe bem numa forma. Leve ao forno para dourar, cerca de 20 minutos. Mexa algumas vezes. Deixe arrefecer.

Bata as claras com o açúcar até ficar merengue.

Bata as natas até formar picos suaves.

Combine as natas com as claras, sumo de limão e os morangos.

Prepare uma forma e espalhe 2/3 da cobertura na base. Coloque a mistura de natas por cima e salpique a superfície com a restante cobertura. Leve a congelar por cerca de 3 a 6 horas. Retire 15 minutos antes de servir.

 

Receita adaptada do blog She wears many hats.

Domingo, 18.05.14

Queques de chocolate

 

Quando abri a caixinha a imitar um fogãozinho, voltei imediatamente à minha infância. Nunca tive um fogão, não! Na minha altura, tempos idos que não retornam, nós usavamos a imaginação. Fazia cozinhados de bagas e folhas de eucalipto, tudo cozinhado em folhas de figueira ou de uva, que depois fingíamos saborear de forma entusiasta. Belas cozinheiras nós eramos, autênticas gourmets :) 

Para celebrar esse acontecimento apaixonante que é levar um bolo ao forno, escolhi o chocolate. Não sendo o meu sabor favorito, deixei-me levar pelo que me apetecia ontem, hoje e, com sorte, vai apetecer amanhã: cho-co-la-te! Ele pode não salvar, mas a serotonina e endorfina libertadas vão dando o suporte necessário em momentos críticos. Além disso, olhando para a vaqueiro líquida e para o açúcar moreno, achei que tinha que ser chocolate, combinava e, de facto, combinou. A fôrma que estava dentro do fogãozinho sugeriu que teriam que ser queques, e foram; alguns, realmente, já se foram :)

O melhor do mundo seria se todos, neste world baking day, pudessem ter os ingredientes necessários para cozinhar um bolo e saboreá-lo com a alegria que merecem. Ninguém deveria viver sem fogão, sem chocolate, sem alegria. Para afastar a tristeza da realidade, comamos chocolate, de preferência, sem glúten!

 

 

 

Ingredientes:

100 g de chocolate preto

50 g de manteiga líquida vaqueiro

2 ovos

2 gemas

100 g de açúcar moreno sores

miolo de uma vagem de baunilha

50 g de farinha sem gluten*

1 colher (chá) de fermento em pó

açúcar em pó para decoração

 

Preparação:

Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas, vá mexendo até derreter e deixe arrefecer.

Aqueça o forno a 180 ºC.

Misture os ovos inteiros, gemas, açúcar e o miolo da vagem de baunilha com um batedor de varas até obter uma mistura esbranquiçada. Adicione pouco a pouco o chocolate derretido. Peneire a farinha e o fermento por cima e misture bem.

Coloque nas formas e leve ao forno durante 15-20 minutos. Deixe arrefecer ligeiramente e desenforme, deixe arrefecer. Polvilhe com açúcar em pó e sirva simples ou com gelado de baunilha.

 

*Usei 30 gr de doves farm e 20 gr de Mix B da Schar.

Para um bolo normal use farinha Nacional.

Esta postagem foi patrocinada pela Vaqueiro.

Receita adaptada do livro "Chocolate".

A massa dos bolinhos fica húmida com uma capa ligeiramente crocante por cima.

 

Bom Domingo!

Terça-feira, 22.04.14

Arroz de frango



Os puritanos ficarão ofendidos se eu chamar a este prato arroz de cabidela. Uma vez que cabidela refere-se ao sangue da ave usada neste prato, e eu não fazendo uso de sangue, optei por chamá-lo de arroz de frango. E é o que este prato realmente é, um arroz de frango. O sangue não tem sabor, o vinagre é que lhe dá o kick todo. E eu gosto, nós gostamos e ninguém desconfia que aqui não vai sangue nenhum, a não ser o que nos corre nas veias.

Aqui em casa, há 20 anos atrás, criavam-se e matavam-se frangos e coelhos caseiros. Sangrava-se o bicho, colhia-se o sangue, juntava-se o vinagre, fazia-se o arroz e saboreavamos como se não houvesse amanhã. Segurei em muita galinha pelas patas e asas, esfolei muito coelho, vi as tripas dos bichos revirarem-se, quentes ainda e parecendo tão vivas. Fazia-o com inocência, julgava que a vida era mesmo assim. E é! A vida é assim, ainda é assim, mas eu já não sou inocente.

 

Ingredientes:

1 frango

1 dente de alho

azeite q.b.

1 folha de louro

1 1/2 chávena de vinho tinto

vinagre balsâmico q.b.

sal q.b

1 mão cheia de arroz carolino por cada pessoa

 

Preparação:

Comece por fazer o refogado com o dente de alho picado e o azeite. Adicione o frango cortado aos pedaços, o louro, o sal e o vinho tinto. Deixe estufar. Vá adicionando água aos poucos para que o líquido não se esgote no tacho.

Junte o arroz e deixe cozer lentamente. No final da cozedura adicione o vinagre balsâmico. Prove e ajuste os temperos, se necessário. Sirva imediatamente.

Segunda-feira, 24.03.14

Empadão de bacalhau


Pois que a primavera já chegou, com todas as suas gloriosas maravilhas e todos os seus males. As flores a desabrocharem são emocionantes, a cor com que vemos o mundo fica menos baça, todas as hormonas ficam aos pulos e as pessoas ficam com uns certos calores :)

Porém, contudo, no entanto, há bichos manhosos que acordam para a vida e atanazam a nossa rotina. Há plantas que tentam polinizar-se alargando-se por aí, em poeiras e pólens que entram em tudo que é buraco. Como se não bastassem as comichões e os espirros, ir apanhar a roupa e levar com um insecto desconhecido que dá uma valente picadela num dedo, não dá com nada. Nunca nada me doeu tanto, nunca eu chorei e esperneei tanto, nunca eu pensei que ser dona de casa fosse tamanha tortura. Para quem insiste em pensar que tomar conta de uma casa é pêra doce, fiquem a saber que é dos trabalhos mais perigosos que existe. Pelo sim pelo não, passei a sacudir a corda da roupa antes de a apanhar. É que, naquele dia, as cuecas e meias ficaram por apanhar, depois de eu me agarrar ao dedo e desatar a correr em busca de socorro :) Passou, é certo! Mas, todos os anos, a primavera continua a dar-me cada vez mais motivos para eu não gostar dela. Nada contra as primas, nada contra as Veras, as duas juntas é que não funcionam.

 

O que é que esta estória tem a ver com o empadão que vos trago? Nada, nadinha, há coisas que não combinam, nem têm que combinar, é tipo eu e a primavera :) 

 

 

Ingredientes:

600 g de bacalhau demolhado

sal e pimenta q.b.

1 dl de azeite

1 cebola

2 dentes de alho

meio pimento vermelho

1 folha de louro

600 g de tomates maduros

salsa picada

1,5 dl de vinho branco

1 ovo para pincelar

 

1 kg de batatas

1 d de leite sem lactose

30 de manteiga sem lactose

sal, pimenta e noz-moscada

 

Preparação:

Leve a cozer o bacalhau, escorra-o, limpe-o de peles e espinhas e lasque-o.

Leve ao lume o azeite com a cebola cortada em rodelas finas e os dentes de alho picados e mexa até quererem alourar; junte de seguida o pimento às tiras e a folha de louro e deixe refogar mais um pouco; por fim, adicione o tomate às rodelas, salsa picada, o bacalhau lascado e o vinho branco. Deixe apurar, rectifique de sal e tempere com pimenta.

Entretanto, prepare o puré. Descasque as batatas e leve-as a cozerem água e sal; reduza-as a puré, misture-lhe o leite e a manteiga e tempere a gosto com sal, pimenta e noz-moscada. Espalhe num tabuleiro metade do puré e, sobre este, coloque o recheio de bacalhau. Cubra com o resto do puré. Pincele com ovo batido. Leve ao forno a 190ºC, cerca de 20 minutos, até alourar bem.

 

Receita da Teleculinária nº1197.

Sábado, 22.02.14

Toalha felpuda

 

Com o frio que tem feito é só isso que me apetece, uma toalha felpuda, um cobertor quente, um gato no colo e abraços.

Nem sei bem por onde andei este tempo todo. Cozinho todos os dias mas têm sido pratos repetidos e, quando faço algo novo, o tempo cinzento escuro demove-me de pegar na câmara fotográfica. Não me apetece e, quando não me apetece, não há volta a dar. Não me chateio com isso, tudo a seu tempo.

E cá estamos de volta, trazemos um bolo sem glúten e sem lactose, um quadrado de doçura e de amor. Porque o sabor do coco - leiam isto com o som correcto faxavor, é o fruto do coqueiro é amor puro para mim. 

Tudo o que precisamos na vida é amor, não é verdade?!

Então, tomem lá um quadrado de amor e tenham um excelente Domingo :)

 

 

Bolo:

1 1/2 chávena de farinha de arroz

3 colheres (sopa) de fécula de batata

2 colheres (sopa) de polvilho doce

3 ovos

1 1/2 chávena de açúcar

2 colheres (sopa) de manteiga de soja

1 chávena de leite de coco

3 colheres (sopa) de coco ralado

1 colher (chá) de essência de baunilha

1 colher (chá) fermento em pó

 

Calda:

1/2 chávena de leite de coco

1/3 chávena de açúcar

1/2 chávena de leite sem lactose

coco ralado q.b.

 

Preparação:

Para a calda, leve os ingredientes ao lume, mexendo até ferver. Retire e deixe arrefecer.

 

Bata as claras em castelo.

Noutra tigela, bata as gemas, açúcar, manteiga até formar um creme. Junte as farinhas, coco, leite de coco, fermento e essência. Bata, acrescente as claras e incorpore delicadamente. Coloque num tabuleiro quadrado ou rectangular e leve ao forno a 180ºC até ficar dourado na superfície.

Deixe arrefecer, corte em quadrados, mergulhe cada quadrado na calda e passe por coco ralado. Leve ao frigorífico.

 

Receita no blog Não Contém Gluten 

Quinta-feira, 23.01.14

Compota de kiwi e maçã


O melhor da abundância é que podemos conservar o excesso em frascos bem fechados, para saborear em tardes geladas, barrado numa torrada fumegante a acompanhar chá vindo da aromática Turquia.

Ainda há pouco abri o último frasco de doce de figo que fiz no final do Verão, e já tenho doce para os próximos meses. Ainda não consegui fazer um dos meus favoritos, doce de abóbora com coco ou com nozes. Mas tenho prometida uma menina que, se estiver tão boa por dentro, como parece por fora, vai levar-me a algumas horas em frente ao fogão. Um prazer, portanto!

Por falar em aparências, pode parecer que não tenho cozinhado nada, mas tenho cozinhado muito, que remédio :) A meteorologia é que não tem andado nada famosa para as fotografias, e a preguiça de actualizar o blog também não. Está muito frio, mexo-me apenas o essencial para não perder energias. Sou uma grande ursa, é o que é! Se pudesse, também hibernava.

 

Compota de kiwi e maçã

(inspirada no blog Ma Niche)

 

1 kg de kiwis biológicos

2 maçãs reinetas

500 gr de açúcar

sumo de meio limão

 

Preparação:

Descasque e corte os kiwis e as maçãs em pedacinhos, junte o açúcar e o sumo de limão.

Leve a ferver num tacho de fundo espesso, mexendo ocasionalmente, até obter ponto de estrada. Guarde em frascos esterilizados.

 

sinto-me:
Terça-feira, 10.12.13

Bitter marmelade chocolate loaf

Qué como quem diz: bolo de chocolate e compota de laranja :) 

Decidi-me a gastar aquele frasco de compota de laranja amarga que não me passou na goela porque, vamos combinar, para amarga já bastam algumas cenas da minha vida. Eu quero é doce, chocolate, açúcar, ou seja, tudo o que faz mal mas sabe bem. 

Com alguma precaução, comecei a fazer uma receita que encontrei no livro "The chocolate and coffee bible" e que pede uma quantidade razoável da dita marmelada de laranja. O resultado surpreendeu, até porque adaptei a receita para servir uma dieta sem glúten e, o bolo foi ficando melhor no dia seguinte. Escusado será dizer que o recheio/cobertura é que dão a humidade a este bolo. Uma receita que vou repetir, para acabar de vez com aquele frasco manhoso que olha para mim de cada vez que abro o frigorífico. Vai ter que ser para breve, porque tenho receio de dar uma de Alexander Fleming e vir a descobrir um novo antibiótico na porta do meu frigorífico :)

 


 

Bolo:

 115 g de chocolate semi-amargo

3 ovos

200 g de açúcar

175 ml de natas azedas*

180 g de farinha schar (ou 200 g de farinha normal para bolos)

 

Recheio e cobertura:

175 g de marmelada de laranja /compota de laranja

115 g de chocolate semi-amargo

60 ml de natas azedas

casca de laranja, para decorar, opcional

 

Preparação:

 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês.

Parta e derreta o chocolate.

Misture os ovos com o açúcar e bata até ficar espesso e cremoso, junte as natas azedas e o chocolate.

Junte a farinha e misture usando uma colher de metal.

Coloque a mistura na forma e coza durante 1 hora ou até que um palito inserido no meio do bolo saia limpo. Deixe arrefecer por alguns minutos na forma, desenforme e deixe arrefecer totalmente.

Faça a cobertura. Derreta dois terços da marmelada de laranja em lume brando. Parta e derreta o chocolate, junte à marmelada com as natas**.

Parta o bolo em duas ou três camadas, recheie com a marmelada, monte o bolo e cubra-o com o restante da cobertura. Deixe assentar e sirva depois de frio.

 

*Para obter natas azedas, junte 1 colher (sopa) de sumo de limão a 200 ml de natas e deixe repousar por 10 minutos antes de usar.

**Como a minha marmelada tinha pedaços de casca de laranja, optei por passar o recheio numa peneira e obtive uma cobertura mais homogénea. É opcional.

Sábado, 30.11.13

Deu para a torta

 

 

À terceira pareço ter conseguido uma torta razoável. Cheguei à conclusão que não, não sou pessoa de tortas. Sigo regras, gosto de tudo direitinho, torto dá-me cabo dos nervos. Com o tempo e a maturidade própria dos anos que carrego, tenho-me apercebido que sou uma pessoa antiquada. Para mim, a amizade tem que ser antiga. Num mundo em que todos são, aparentemente, amigos e em que todos se amam; em que 1 milhão de seguidores no facebook são o suficiente para que a pessoa possa dizer que tem um grupo de amigos, então eu não sou ninguém. Qualidade há-de sempre ser superior à quantidade. Cumprimentar alguém não faz dessa pessoa minha amiga, a amizade está para além do óbvio, é uma partilha altruísta e abnegada. Há quem diga que verdadeiros amigos podem passar anos sem se falar, mas sabem sempre que podem contar um com o outro. Não concordo. Sou mais do ditado: "longe da vista, longe do coração". A amizade precisa de lenha na fogueira para se manter, podemos estar longe, porque as condições assim o exigem, mas quem é amigo e quem se interessa arranja sempre tempo para um sms, um e-mail, um telefonema, um café, um livro inesperado nas mãos vindo da capital. Não devemos, nunca, tomar os amigos como garantidos, é uma relação que tem que ser trabalhada, é uma comunicação especial que deve ser valorizada. O verdadeiro amigo respeita, mesmo as nossas mais estapafúrdias e tortas escolhas. É livre de não concordar, mas ele respeita o facto de sermos tão imperfeitos quanto ele, e espera que o respeitemos quando for ele a precisar de consolo. O amigo faz sentir a sua presença, mesmo que não esteja fisicamente ao nosso lado. Se os vossos amigos não vos respeitarem, não chegaram a ser verdadeiramente vossos. Não receiem deixá-los ir, vão à procura de si mesmos mas vocês, se souberem que são amigos, então já se encontraram. A amizade quer-se simples, sem cobranças, ou cobrando apenas o mais importante: respect!

 

Para a minha Moira encantada,

Que conheci há uns anos atrás,

Vai esta torta alaranjada

Já que as duas primeiras ficaram más.

 

 Com amizade

 Maria Ameixa Sapoila

 


 

 

Torta de laranja

(Cozinha Tradicional Portuguesa)

 

6 ovos

250 g de açúcar

1 colher (sopa) de maisena

2 dl de sumo de laranja

1 laranja

açúcar 

 

Preparação:

Abrem-se os ovos inteiros para uma tigela e misturam-se, sem bater, com o açúcar. Adiciona-se em seguida a raspa da casca de laranja e o sumo onde previamente se desfez a maisena. Deita-se o preparado num tabuleiro rectangular, previamente untado com margarina e polvilhado com açúcar. Leva-se a cozer em forno brando durante cerca de 20 minutos. Desenforma-se sobre um pano húmido polvilhado com açúcar. Enrola-se a torta com a ajuda do pano. Serve-se fria polvilhada com açúcar pilé.

 

 

Bom fim de semana!

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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