Quinta-feira, 16.04.15

Sorvete de morango

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As mudanças continuam. Uma das mais importantes e mais esperadas - pela maioria da humanidade - é  a primavera. Felizmente, a alergia ao pólen está controlada. Este ano os comprimidos estão a resultar. Abençoada medicina :) Não sou propriamente fã desta época do ano. Já tive que correr para o outro lado da rua à conta de um singelo gafanhoto que quis atravessar o meu caminho. Mas também há coisas que me emocionam: os campos floridos, as roupas leves, os piqueniques com amigos, o aroma doce das frutas, os gelados ;)

Um amigo deu-me morangos maduros, que tive de escolher dado o seu grau de madureza avançado e quase ultrapassado. Aproveitei e peguei num livro da Tessa Kiros, que folheei do início ao fim e encontrei uma receita marcada. De um lado da folha estavam os biscoitos de chocolate e arandos que faço muitas vezes, e do outro estava um sorvete de morango que nunca tinha experimentado. Vamos a isso! E já está. Primavera no palato.

 

Sorvete de morango, de "apples for jam" from Tessa Kiros:

500g de morangos amadurecidos

180 g de açúcar

Sumo de meio limão

1 tira de casca de limão

4 colheres (sopa) de leite sem lactose

 

Preparação:

Faça os morangos em puré num processador e coloque-os num recipiente com tampa.

Leve o açúcar, sumo e casca de limão a ferver com 375 ml de água fria. Deixe cozinhar, mexendo, até que o açúcar se dissolva completamente. Retire do fogo e deixe arrefecer por cerca de 10 minutos.

Retire a casca de limão e envolva o xarope de açúcar no puré de morangos. Adicione o leite, misture  bem e coloque no frigorífico para arrefecer. Posteriormente, coloque no congelador e bata para quebrar os cristais de hora a hora até que o sorvete esteja quase firme. Em alternativa pode usar a máquina de gelados seguindo as instruções do fabricante.

 

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Domingo, 22.03.15

Queques de manteiga de amêndoa

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 Guardo memórias da viagem a Londres. Da primeira que fiz, são memórias nubladas, tal como a cidade é, nublada e fria. Era demasiado jovem para a ter aproveitado intensamente. Muitos anos depois, 14 anos para ser mais precisa, voltei e foi tão bom. Continuo sem fazer tudo o que queria lá ter feito, sem visitar o que queria ter visto, sem vivê-la da forma que gostava. Todos estes anos, desejei muito regressar à cidade que sinto como se fosse minha, e acabei por regressar. Passaram quase 3 meses e, no meu coração, sinto ainda mais vontade de regressar. Sei que, muito provavelmente, Londres vai receber-me pela terceira vez e, resta-me esperar que não sejam precisos outros 14 anos para que isso aconteça. Da primeira viagem guardei algumas libras. Foram 14 anos a olhar para elas e, não, não recebi juros, não se multiplicaram. Levei-as comigo e gastei-as. Vim apenas com alguns trocos mas trouxe chá, roupa que comprei em Camden Town, bolachas do Tesco, postais e muitas fotografias. Na memória fica um grupo de amigos que me inspirou a escrever centenas de quadras e que me divertiu bastante. Porque aventuras em Londres, é outra classe ;)

É Primavera mas a chuva está de volta, pelo menos por estes lados. Um chá que veio de longe e um muffin a acompanhar este domingo, alguém aceita?

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 Ingredientes:

1 1/2 chávena de farinha sem glúten (Schar Mix B ou Doves Farm Self Raising)*

3/4 chávena de açúcar

1 colher (chá) de bicarbonato

1 colher (chá) de fermento

1/2 colher (chá) de sal

1 chávena de leite (usei sem lactose)

1/2 chávena de óleo

1 colher (chá) de extracto de baunilha

1 colher (sopa) de sumo de limão

1/2 chávena de manteiga de amêndoa myprotein

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Prepare um tabuleiro com forminhas para queques.

Numa tigela grande misture a farinha, açúcar, fermento, bicarbonato e sal. Junte o leite, óleo, extracto, sumo de limão e a manteiga de amêndoa e misture até ficar homogéneo.

Divida a mistura pelas forminhas e leve ao forno durante cerca de 18-20 minutos ou até que um palito inserido no centro saia limpo. Deixe arrefecer e sirva-se.

 

* Ou 1 3/4 chávena de farinha de trigo

 

Receita adaptada do blog Pastry Affair.

publicado por Ameixinha às 15:40 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Quarta-feira, 18.02.15

Do amor... aos biscoitos!

Amor é chocolate, e comida, e fogão, e quentura, e abraços! Amor é aquilo que nos satisfaz, satisfazendo outros. E alimentar outros - mesmo que esses outros sejam nós mesmos - é amor!

Amor não são sombras nem pedaços, é inteireza e constância. Amor é o que permanece quando o que foi, já não existe mais. É a memória, mesmo quando já nem nos lembramos do que fomos e do que o outro foi para nós.

Amor não tem dias, nem horas, tem vidas e humanidade. É cuidar, acreditar, persistir, insistir, remir, mas nunca, jamais, desistir. Não são objectos nem ilusões, são verdades e osmoses.

Amor não será, em tempo algum, promessas. Amor é um compromisso! De duas vidas, para a vida! São dois num só.

O amor está em vias de extinção, mas eu hei-de amarrar-me à esperança de quem quer - e vai - encontrá-lo na mais pequena partícula de pó. Até lá, como biscoitos

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Biscoitos de aveia, amêndoa e chocolate (Meaningful eats)

 

2/3 chávena de aveia sem gluten

1 colher (chá) de bicarbonato

1/2 colher (chá) de sal

1 colher (chá) de canela moída

1 chávena de manteiga de amêndoa myprotein

2/3 chávena de açúcar amarelo

2 ovos grandes

2 colheres (chá) de extracto de baunilha

2/3 chávena de pepitas de chocolate (nestlé)

 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Prepare dois tabuleiros com papel vegetal.

Junte a aveia, bicarbonato, sal e canela. Reserve.

Bata a manteiga de amêndoa com o açúcar, ovos e baunilha por cerca de 2 minutos.

Adicione a mistura de aveia e envolva as pepitas de chocolate.

Forme bolas do tamanho de nozes e coloque nos tabuleiros de forma espaçada. Leve ao forno por cerca de 10 minutos. Deixe arrefecer no tabuleiro durante 2 minutos e, depois, transfira para uma grade para arrefecer totalmente.

Guarde numa caixa hermética.

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 Rende cerca de 18 biscoitos.

 Quem viu "still alice" há-de compreender este post

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Segunda-feira, 02.02.15

Biscoitos

Passou-se um mês desde o início deste novo ano e já tanta desgraça aconteceu. A minha mãe partiu um elo da coluna, o Matias foi internado com uma obstrução urinária, eu fui aconselhada a fazer hidroginástica, porque adormecem-me os dois braços quando durmo na posição fetal. É suposto toda eu adormecer e não sentir nada, mas sinto que tenho os braços a dormir e, isso, não é nada confortável.

Entretanto, decidi experimentar a osteopatia. Sou completamente adepta de tudo que não seja engolir químicos e, à falta de dinheiro para hidroginástica, consultei uma osteopata amiga que me disse que o meu problema era muscular. Deu-me uma coça como se não houvesse amanhã, revirou-me para um lado e para o outro, torceu-me todinha e, não satisfeita, estalou-me os ossinhos todos. Resumindo: sou quase de elástico, porque voltou tudo ao seu sítio correcto. Estou viva mas, continuo meia dormente. Habituei-me a dormir de barriga para cima e vou revirando para um lado e para o outro até que os braços dão sinal de fraqueza. Provavelmente é mesmo a coluna a dar de si, mas não posso deixar de carregar o que é preciso. Ainda a semana passada carreguei às costas o Matias dentro da transportadora dele. Uma caminhada de mais de 4 km que eu já sabia que ia custar caro. Tenho contracturas musculares até à pontinha do dedos, mas isso é de fazer uma carrada de biscoitos todas as semanas. É uma forma de ganhar uns trocos para comprar farinhas sem glúten e pagar veterinário :) Depois, há biscoitos para consumo próprio, sem glúten, sem lactose, porque também preciso de comer e de acompanhar o café com alguma coisinha.

 

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Ingredientes:

1 chávena de farinha de arroz

1/2 chávena de farinha de milho

1 chávena de amido de milho

1/2 chávena de fécula de batata

1 colher (chá) de fermento

1/2 chávena de açúcar Sidul

70 g de Vaqueiro líquida

1 ovo

 

Preparação:

Misture a vaqueiro com o açúcar, adicione o ovo e mexa. Junte as farinhas e o fermento e misture até ficar homogéneo.

Humedeça a mão e faça bolinhas. Coloque-as em tabuleiro untado ou forrado com papel vegetal, achate-as com um garfo e leve a forno pré-aquecido a 180ºC até que dourem nas bordas. Deixe arrefecer e guarde num recipiente hermético.

 

Baseada nesta receita.

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Quinta-feira, 08.01.15

Pavlova de chocolate com lemon curd

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O final de 2014 trouxe uma casa "nova" e um forno novo. Um forno onde se podem fazer pavlovas.

O final de 2014 trouxe novos amigos, uma viagem, muitos encontros para planear a viagem, muito chá, biscoitos, pavlovas, gargalhadas.

Convenhamos que toda e qualquer reunião de amigos onde não haja comida... é algo muito chato! Uma boa desculpa para ir para a cozinha, porque os bons amigos merecem o melhor de nós e, o meu melhor, neste momento, é uma pavlova de chocolate! Eles merecem e eu também

 

Ingredientes:

4 claras

200 g de açúcar em pó

4 colheres (sopa) de amido de milho

3 colheres (sopa) de cacau em pó

1 colher (chá) de vinagre de vinho branco ou sidra

100 g de chocolate semi-amargo

200 ml de natas sem lactose

1 colher (chá) de essência de baunilha

2 colheres (sopa) de lemon curd

frutos vermelhos

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 140ºC.

Desenhe um círculo de 23 cm de diâmetro numa folha de papel vegetal.

Bata as claras em castelo. Gradualmente junte o açúcar e vá batendo até que a mistura fique em castelo novamente. Adicione o amido, cacau e o vinagre.

Coloque a mistura dentro do círculo e espalhe fazendo uma ligeira concavidade no centro para rechear posteriormente.

Leve ao forno por cerca de 1h30min.

Para o recheio, derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas. Remova e deixe arrefecer ligeiramente.

Bata as natas com a baunilha até ficarem espessas.

Envolva 4 colheres de sopa de natas batidas no chocolate derretido.

Envolva o lemon curd com as restantes natas.

Coloque o merengue num prato de servir, recheie com as natas e, depois, com a mistura de chocolate. Decore com amoras ou outros frutos vermelhos.

 

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Receita do livro "The chocolate and coffee bible".

Não tirei foto a nenhuma fatia, tornou-se tarefa impossível. Desta última até houve disputa pela última fatia. Nunca eu tinha visto uma sobremesa desaparecer tão depressa!

 

Bom fim de semana

 

publicado por Ameixinha às 21:41 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quarta-feira, 24.12.14

Sonhos, leva-os o vento

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Nem sempre os sonhos que sonhamos são bons. Alguns são um veneno. Eles embelezam a realidade, aumentam as nossas expectativas, impulsionam-nos para outro mundo, fazem-nos acreditar na mentira. Os sonhos não matam, eles fortalecem-nos depois da realidade nos bater fortemente na face. Acorda! E acordamos, lambemos as feridas, remoemos as lembranças, suportamos as memórias, rasgamos a pele de arrependimento.

E insistentemente, o sonho vive em nós. Perdemos um, criámos outro, regamos uns quantos, esperamos que, pelo menos um, sobreviva e dê frutos. Criaturas de esperança, é o que somos. O coração, por muito magoado que esteja, insiste em esperar melhor, o que ainda não veio, o que tanto queremos, que nem sabemos merecer, mas que desejamos fortemente. Quero sonhos e um coração aberto para que entrem concretizações. Até que isso aconteça, deixo que o vento me transporte para outras paragens, lugares longínquos, sítios onde os sonhos podem ir e, um dia, onde nós também voltamos.

Engulam sonhos e deixem que corram nas vossas veias. Se o sangue é vida, não deixemos que os sonhos sejam a nossa morte ;)

 

Bolinhos de vento (daqui)

 

80 g de água

80 g de leite sem lactose

30 g de margarina vaqueiro

80 g de maizena peneirada

1 colher (chá) de fermento

2 ovos

1 pitada de sal

 

Preparação:

Num tacho, coloque a água, leite, margarina e sal e espere que ferva. Retire do lume e deite a maizena de uma só vez, mexendo bem para que não se formem grumos. Incorpere os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Numa frigideira, aqueça óleo e frite pequenas bolas de massa. Coloque em papel absorvente e passe por uma mistura de canela e açúcar.

publicado por Ameixinha às 18:38 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Quinta-feira, 11.12.14

Compota de abóbora com baunilha e limão

Um dia destes apareceu uma vizinha com um pedaço de abóbora na mão. É daquela abóbora amarelinha, um pouco mais doce, daquela que nem toda a gente gosta de colocar na sopa. Sabendo que ando sempre de volta dos tachos, perguntou se tinha sítio para congelar a dita. Mal olhei para ela e vi logo que, parte, ia para uma das minhas compotas favoritas. A vizinha, prontamente arranjou-me mais um pedaço de abóbora. Congelei alguma que tenho usado em sopas e decidi experimentar outra compota de abóbora. As nozes ainda não chegaram cá a casa, não sei se a senhora da nogueira se esqueceu da minha encomenda anual, ou se ainda estão a secar ao sol de inverno; por isso, embuí-me de espírito de aventura e... fiz uma pesquisa no google :)

Apareceu-me algo interessante e eu resolvi adaptar nos ingredientes e na preparação. Primeiro, porque a compota pedia laranja e eu, tendo laranjeiras em casa, mas estando demasiado escuro para ir apanhar uma, resolvi apanhar um limão que estava bem mais perto de mim e da lâmpada ;) Medo!!!

compota de abóbora baunilha.jpg

 

Ingredientes:

1 kg de abóbora limpa e cortada aos pedacinhos

0,5 kg de açúcar para compotas Sidul

1 vagem de baunilha aberta

1 pau de canela

1 casca de limão

1/2 cálice de vinho do Porto

 

Preparação:

Coloque todos os ingredientes na panela de pressão e deixe ferver por 20 minutos. Abra depois de sair todo o vapor, mexa um pouco e deixe terminar de engrossar. Guarde em frascos previamente esterilizados.

Caso prefira o método tradicional, leve o tacho ao lume com os ingredientes, mexendo ocasionalmente, até obter ponto de estrada. Guarde em frascos esterilizados.

publicado por Ameixinha às 21:08 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Terça-feira, 18.11.14

Gugelhupf de ameixas e nozes

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Mudei de casa pela primeira vez na vida - tirando os 5 anos que passei em Coimbra - e foi um processo longo! Um processo que ainda não terminou. Primeiro mudaram os meus pais. Fiquei à espera que acertassem com a medida do colchão da minha cama. Só à terceira é que conseguiram. Faltava a coizinha, o puzzle do Ikea estava muito complicado. Quase 2 semanas depois já havia fogão. Lá fui eu e o Matias. Depois faltava o meu roupeiro, porque não havia transporte para ir buscá-lo. Domingo 2 amigos fizeram o favor de ajudar a pô-lo no sítio. Hoje, trouxe o Tomás para cima. Sim, porque só me mudei para uma casa150 metros acima da antiga. Ou seja, a aldeia é a mesma. Ui, que alegria :/

Estou a habituar-me ao forno eléctrico e ainda não testei receitas novas. Restam-me experiências do fogão a gás. Boas experiências!

Este bolo pede uma chávena de chá. Estes dias chuvosos precisam de ser adoçados. Há lá melhor coisa que bolo e casas semi-novas? Boa combinação!

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 Ingredientes:

100 g de manteiga

175 g de açúcar em pó

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

3 ovos, 1 pitada de sal

60 g de nozes raladas

50 g de ameixas secas

1 colher (chá) de canela moída

125 ml de leite

250 g de farinha sem glúten

1 colher (chá) de fermento

 

Preparação:

-Bata a manteiga e os açúcares. Separe os ovos. Incorpore pouco a pouco as gemas na mistura de manteiga e açúcar. Noutra tigela, bata as claras com o sal em castelo.

- Unte com manteiga uma forma com chaminé e pré-aqueça o forno a 180ºC. Incorpore, pouco a pouco, o miolo de nozes, as ameixas aos pedacinhos, a canela e o leite na massa de manteiga. Numa tigela à parte misture a farinha com o fermento. Incorpore esta mistura, pouco a pouco, na massa, batendo sempre. No fim, incorpore delicadamente as claras batidas em castelo.

- Deite a massa na forma preparada e leve a cozer durante 40-45 minutos. Deixe arrefecer e desenforme.

 

*Receita adaptada do livro "Padaria e pastelaria sem glúten".

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Quarta-feira, 15.10.14

Areias sem glúten

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Das coisas que fazemos por amor.

Falo-vos agora, neste outono cinza e molhado, de idas à praia.

Este ano fui à praia mais vezes do que em todos os anos da minha vida. Fi-lo por amor. Não por um amor apaixonado, mas por um amor amigo.

A vida não trás desilusões, são as pessoas que desiludem. Talvez aconteça por termos expectativas demasiado elevadas em relação aos outros. Talvez porque romantizamos a pessoa que julgamos amar. Construímos sonhos, fazemos planos, sorrimos às nuvens.

Depois, alguém deixa cair a máscara, alguém destrói, esmaga o coração, aperta a garganta. Chora-se copiosamente, partilha-se a dor, encostam-se corações num abraço apertado que não cura, mas ajuda.

Os domingos são agora ocupados por tardes na praia, quer chova quer faça sol, porque há necessidade de lavar a alma, deixar correr para o mar as lágrimas salgadas, levar um abanão da maresia.

É quando vem a tristeza que precisamos de amigos, amigos que não gostam de areia mas que vão, que querem que a tristeza do outro passe, que veja que o futuro há-de ser melhor, que há uma onda que leva, que há outra onda que trás.

Pela minha amiga fui à praia e nunca na minha vida comi tanta areia. Foi biscoitos com areia, batatas fritas com areia, tremoços com areia, fruta com areia.

Livrem-se de terem desgostos de amor tão brevemente! Ainda estou a digerir os grãos de areia que engoli há uns tempos atrás :)

Areias, só se forem em forma de biscoitos, com aroma de canela!

 

Areias:

250 gramas de farinha Mix Dolci da Schar

150 g de margarina à temperatura ambiente

5 colheres (sopa) de açúcar

 

Amassar bem à mão, fazer bolinhas, achatar com um garfo e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até dourar.

Retire e passe por uma mistura de açúcar em pó e canela.

Delicie-se!

publicado por Ameixinha às 13:05 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Quinta-feira, 18.09.14

Muffins de abacate

Não sei o problema que a maioria das pessoas têm com a chuva. É certo que tivemos um verão tímido, estranho, deslavado. Até gostei que fosse assim, ameno. O sol forte torna tudo tão seco, árido, queimado.

Quando chove, o céu até pode estar mais cinzento mas a natureza fica mais verde, a terra liberta o seu característico odor. Além disso, só quando chove conseguimos ver o arco-íris. Há lá alguma coisa mais colorida que um arco-íris? No verão, o céu até pode ser azul mas continua a ser inalcansável. Quem adora essa beleza mas não a alcança, deve viver em permanente insatisfação. Melhor que isso é estender a mão, tocar a chuva, cheirar a terra e ver as plantas mais verdes que nunca, contrastando com o céu cinza. Água é vida e, quando cai do céu sem pedirmos, só pode ser benção divina... desde que não venha inundar nada. Ó céus, não abusem da minha benevolência!

E sim, hoje apanhei um banho de chuva, lavei a alma!

 

Ingredientes:

150 g de farinha sem glúten (usei schar mixB)

1 1/2 colher (chá) fermento

125g de manteiga amolecida

165g de açúcar em pó

2 ovos médios

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

200 g de abacate amassado

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 170ºC. Misture o fermento à farinha e reserve.

Bata a manteiga, misture os açúcares e bata até formar um creme.

Acrescente os ovos, um a um, batendo entre cada adição em velocidade alta.

Junte, alternadamente, o creme de abacate e a mistura de farinha.

Coloque em formas de queques e leve ao forno por cerca de de 30 minutos. Sirva mornos ou frios.

 

Receita adaptada do blog Dia de Domingas.

publicado por Ameixinha às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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