Segunda-feira, 07.05.12

Bolo de arroz e coco



A Susana e eu somos amigas desde o 7º ano de escolaridade e, desde aí, nunca deixamos de nos falar. Vivemos as desgraças uma da outra, rimos juntas e tagarelamos descontraidamente à volta da mesa do lanche. Ultimamente, não tenho podido ir lá a casa provar as coisas boas sem glúten que ela faz. Tem sido uma batalha complicada viver sem glúten, mas ela tem descoberto coisas tão boas ou melhores do que aquelas a que estávamos habituadas. Não há mais fanta nem queques de chocolate para partilhar, mas a culinária sem glúten também oferece surpresas saborosas e agradáveis.

A maior dificuldade começa logo na procura da receita, não podemos usar as tão comuns farinhas de trigo que temos na dispensa. Óbvio que, se pensarmos bem, já todos fizemos algo sem glúten, há por aí uma cambada de bolos que nem levam farinha nenhuma. Depois há aquele lado da Susana que é intolerante à lactose. Decidi-me que, sendo uma receita para ela, teria que ser sem lactose e sem glúten. Descobri algo que me interessou no blog da Gourmandise. É um bolo que, na minha opinião, deve ser comido morno. Pelo que me lembro, é comum as coisas sem glúten ficarem menos boas no dia seguinte. Ou seja, é um bolo para devorar à volta de uma boa conversa e um chá fumegante.

Titi, força nisso!

 

Ingredientes:

200 g de arroz agulha cru

360 ml de água filtrada

180 ml de leite de coco (pode substituir 50% por água filtrada)

120 ml de óleo de girassol

2 ovos

115 g de açúcar

1/2 colher (sopa) de fermento químico

1 g de sal marinho

20 g de coco seco ralado

 

Preparação:

Lave muito bem o arroz em água corrente. Deixe de molho em 360 ml de água filtrada durante 8-12 horas. Escorra e reserve.

Liquidifique o leite de coco, óleo, ovos e açúcar por 4 minutos. Junte o arroz escorrido e bata por mais 6 minutos. Adicione o fermento e bata rapidamente para incorporar.

Verta em forma rectangular de 18x28 cm untada com óleo e polvilhada com farinha de arroz. Espalhe o coco ralado por cima. Asse a 180ºC por 30-40 minutos. Deixe arrefecer por 10 minutos e corte o bolo.

 

Boa semana a todos!

Sexta-feira, 27.04.12

Fígado com oregãos

Há alturas em que os fígados azedam, e algumas pessoas atacam-me o fígado incessantemente. Mas o que não me mata, fortalece-me!

Este é um prato fácil que tenho repetido nos dias em que não sobra tempo para nada. Não agradará à maioria mas cá em casa, apesar das azedices, é uma refeição apreciada.

 

 

Ingredientes:

500 g de fígado de borrego ou vaca

1/4 chávena (30 g) de farinha sem fermento

1/2 colher (chá) de paprica

2 colheres (sopa) de azeite

2 colheres (sopa) de sumo de limão

1 colher (chá) de oregãos frescos ou seco, picado

 

Preparação:

Apare todas as gorduras do fígado. Enxugue o fígado com papel de cozinha e corte-o em fatias com 2 cm de espessura. Corte as maiores em metades ou terços.

Num prato raso combine a farinha, paprica e 1/2 colher de chá, metade com sal e outra metade com pimenta preta em grão. Aqueça o azeite numa frigideira em lume médio. Deite um dos terços do fígado sobre a farinha, retire os excessos e frite-o, 1 minuto para cada um dos lados ou até alourar, mas mantendo-se ainda cor de rosa no interior. Ensope com papel de cozinha amarrotado e coloque num prato aquecido. Repita o mesmo procedimento com o resto do fígado. Cubra com papel de alumínio para mantê-lo quente.

Retire a frigideira do lume e deite o sumo de limão. Este deve borbulhar na frigideira quente. Quando as bolhas assentarem deite os líquidos da frigideira sobre o fígado e polvilhe com oregãos. Sirva quente.

 

Receita d' O Livro Essencial da Cozinha Mediterrânica.

 

Bom fim de semana!

sinto-me: Quem és tu miúda?
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Quarta-feira, 18.04.12

Arroz doce de baunilha

 

Agora sim, agora o tempo corresponde à melancolia dos dias. A neblina e o frio passou a dar mais sentido às horas. Há chuva que cai lá fora e há quem chore por dentro. Ontem e hoje servi-me de comidas quentes para reconfortar e sossegar o coração apertado e aflito. Houve waffles ao pequeno-almoço e sopa cremosa ao almoço, comi quadradinhos de chocolate no comboio, torradas ao lanche, chá ao deitar. Falta-me o arroz doce. Quem sabe... amanhã, se o dia mo exigir?!

Ingredientes:

1/2 chávena de arroz de grão curto

2 1/2 chávena de leite

1 1/4 chávena de natas ou half-n-half*

2 vagens de baunilha

1/4 chávena de açúcar

 

Preparação:

Coloque o arroz numa panela, cubra com água fria e leve a ferver. Remova e coe. Coloque o arroz novamente na panela, adicione o leite e as natas. Parta as vagens a meio e raspe as sementes com a ponta de uma faca. Adicione tudo à panela. Leve a ferver sob lume médio, depois reduza para lume baixo e deixe assim por 45-50 minutos, mexendo ocasionalmente com uma colher de pau para que o arroz não cole ao fundo. Junte o açúcar e deixe mais 10 minutos. Retire e sirva.




Notas:

*Half-n-half obtém-se por misturar metade de natas com metade de leite.

Receita retirada do blog Kiss my spatula.

 

Obrigada pelas palavras encorajadoras e continuação de boa semana!

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Quinta-feira, 05.04.12

Chichis

 

Não consegui saber de onde vem este nome tão interessante - se for lido em bom português- e, muito provavelmente, a forma como o pronuncio estará errada :) Mas foi exactamente o nome que me chamou a atenção. Isso e o ser um doce frito e besuntado de açúcar! Achei que são bem melhores comidos quentes porque, depois de frios, tendem a enrijecer! 

Continuamos na onda de doces enquanto esta acidez dos dias não se desvanece.

Obrigada a todas pelos comentários!

 

Ingredientes:

100 ml de leite

2 colheres (chá) de fermento liofilizado

250 g de farinha para pão

2 colheres (sopa) de água de flor de laranjeira

100 g de açúcar

1 ovo

óleo para fritar

 

Preparação:

Aqueça o leite até ficar morno, adicione o fermento, misture e reserve por 5 minutos.

Misture a farinha com o leite, água de flor de laranjeira, 50 g de açúcar e o ovo por cerca de 5 minutos, à mão ou com batedeira/máquina.

Deixe a massa repousar à temperatura ambiente por 45 minutos.

Amasse-a novamente e estenda-a com o rolo da massa até ter cerca de 1 cm de altura. Corte em forma de doughnuts, usando um cortador de biscoitos. Coloque-os num tabuleiro forrado de papel vegetal, cubra com um pano e deixe levedar por 45 minutos, ou até que duplique de tamanho. Aqueça o óleo até atingir 180ºC e frite os doughnuts por 2 minutos de cada lado. Escorra em papel de cozinha e envolva-os no restante açúcar.



Receita retirada do livro "365 good reasons to sit down to eat" do Stéphane Reynaud's.

Rendem bastantes mas o número final irá depender do tamanho do cortador que usarem.

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Sexta-feira, 30.03.12

Gelado de canela

 

Descobri de onde me vem este gosto especial por canela. Será com toda a certeza um gene vindo do lado da minha mãe. Uma das primeiras coisas que me pediu no hospita,l foi um frasco de sal e um frasco de canela em pó :) Tenho praticamente vivido no hospital, só venho a casa para jantar e dormir, e tratar da casa in between. Há bolachas, fruta, chá, colheres, palitos, lenços, escova de dentes, pente, cremes do corpo e dos pés, avental, chávenas, facas, mel, carregador de telemóvel e livros para eu me distrair e nutrir. E há uma mãe que apesar de tudo me faz rir alto porque, quando lhe pergunto porque faz tantos filmes manhosos na cabeça, ela responde-me: "Eu sou muito mágica!". E eu, que tenho os neurónios muito cansados, tenho que pensar duas vezes para perceber o significado da expressão. Ela é mágica porque magica muito nos assuntos, ainda não tenho uma mãe ilusionista ;)

Era óptimo fazer a doença desaparecer e, no lugar dela, dar vez a um gelado que se conservasse fresquinho no calor de um quarto de hospital. Sendo assim, já que a magia não dá para mais, aguardamos que volte para casa para saborearmos um geladinho de canela as duas, ou de pistachio como hoje lhe prometi que faria, assim que a "magia" de Deus aconteça!

 

Ingredientes:

1 litro de leite

2 pedaços de casca de limão

3 paus de canela

1 1/2 chávena (375 g) de açúcar

6 gemas de ovo

1 colher (chá) de canela moída

 

Preparação:

Deite o leite, casca de limão, paus de canela e metade do açúcar numa caçarola e aqueça em lume alto, um pouco abaixo do ponto de fervura. Deixe de parte durante 10 minutos.

Com uma varinha de arames combine bem as gemas, o açúcar restante e a canela moída dentro de uma tigela, até a mistura engrossar e apresentar um tom claro. Adicione o leite à mistura, num fio constante, batendo sempre.

Lave a caçarola, deite no seu interior a mistura e mexa em lume muito fraco durante 5-10 minutos, até ficar espessa. Para averiguar a espessura, passe o dedo pela mistura concentrada na parte de trás de uma colher de pau. Se ficar uma linha bem delineada, o creme está pronto. Deite-o sobre uma tigela através de um coador e deixe arrefecer, até ficar à temperatura ambiente. Deite o creme num recipiente de metal raso, com capacidade para 1,25 litros. Deixe no congelador durante 2 horas, ou até a textura ficar firme.

Quando o creme estiver parcialmente congelado nas bordas, bata bem e volte a colocar no congelador. Repita esta operação (bater e congelar) mais 2 vezes.

Alternativamente, coloque a mistura arrefecida na máquina de gelados e siga as instruções de utilização.

 

Notas:

Receita retirado d' "O livro essencial da cozinha mediterrânica".

Para quem se pergunta o que está na base da bola de gelado, é apenas uma simples maçã assada.

 

Bom fim de semana a todos!

Segunda-feira, 26.03.12

Marquise de chocolate


Passo muito tempo sem meter um bocadinho de chocolate à boca. Pelo contrário, o queijo continua a fazer-me muita falta, mas permanece sem fazer parte da minha dieta. Como-o pontualmente e apenas uma fatiazinha. Sobrevivo melhor sem chocolate do que sem queijo. No entanto, há certos dias, certos stresses, certas situações que pedem cacau. Comprei uma tablete de chocolate com 74% de cacau, só para que não me pese tanto na consciência e possa devorar 100 g quase de uma vez, pensando que me fará menos mal. O chocolate não cura, o amor não cura, mas o amor ao chocolate parece ajudar um bocadinho a ultrapassar determinadas desgraças. 

 

Ingredientes:

125 g de manteiga amolecida

3 ovos (gemas e claras separadas)

100 g de açúcar em pó

250 g de chocolate

100 ml de natas

 

Preparação:

Misture a manteiga com as gemas e o açúcar. Pique o chocolate e derreta-o em banho-maria. Bata as natas em ponto médio*.

Separadamente, bata as claras em castelo. Junte o chocolate à mistura de manteiga. Acrescente as natas e, por último, as claras batidas. Forre uma forma alongada ou de bolo inglês com película aderente. Despeje a mistura na forma e leve ao frigorífico por, pelo menos, 4 horas. Decore com raspas de chocolate branco.

 

Notas:

Receita retirada do livro "Chocolate" da V&R editoras.

Normalmente, uso uma tablete de chocolate que tem 200g.

*Para bater as natas em ponto médio, use a batedeira elétrica e bata até começar a formar pontas e as pás da batedeira façam a sua marca nas natas. Não deixe tomar muita consistência.

 

 

Boa semana!

Quarta-feira, 21.03.12

Bolo de maçã-ricotta

 

 

Ando a postar as receitas que já estavam editadas no blog e em lista de espera há bastante tempo. Óbvio que a maioria são receitas doces, embora tenha receitas salgadas para sugerir. No entanto, ainda não editei as fotos, e o tempo só me tem sobrado para levar a cabo toda e qualquer tarefa doméstica antes e depois de voltar do hospital. Estou uma verdadeira gata borralheira, só me falta o sapo porque está provado que os príncipes encantados não fazem a ponta de um corno ;)


Ingredientes:

3 maçãs médias (cerca de 650 g)

1 colher (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de canela moída

 

8 colheres (sopa) - 113 gr de manteiga amolecida

1 chávena de açúcar

3/4 chávena de ricotta

2 ovos grandes

1/4 colher (chá) de extracto de baunilha

 

1 1/2 chávena de farinha

1 1/2 colher (chá) de fermento

1/4 colher (chá) de sal

 

Glacê:

2/3 chávena de açúcar em pó

3 colheres (sopa) de xarope de ácer

1 chávena de cidra

1 pau de canela

1 colher (sopa) de xarope de ácer

 

 


Preparação:

Misture o açúcar com a canela. Coloque as fatias de maçã num prato e adicione a mistura anterior, envolvendo bem as fatias. Deixe macerar por 30 minutos.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de 22 cm de diâmetro. Bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. Junte a ricotta e o extracto de baunilha e misture. Adicione os ovos, um de cada vez, mexendo para incorporar. Noutra tigela, junte a farinha, fermento e sal. Adicione esta mistura à massa anterior e envolva. Adicione os fatias de maçã e os sumos acumulados, misture gentilmente.

Leve ao forno até que o bolo fique dourado e um palito saia limpo do centro - cerca de 55 minutos a 1 hora.

 

Enquanto o bolo está no forno, misture a cidra de maçã, pau de canela e a colher de sopa de xarope de ácer numa panela. Leve ao lume médio e cozinhe até que reduza por 3/4, para obter cerca de 1/2 chávena, cerca de 20-25 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer por 20 minutos. Quando estiver frio, retire o pau de canela.

Combine a redução de cidra com as 3 colheres de xarope de ácer e o açúcar numa tigela. Mexa até que absorva todo o líquido. Reserve.

Quando o bolo estiver frio, despeje o glacê, começando pelo meio do bolo, indo até às bordas.

 

Notas:

Receita retirada do blog Poor Girl Gourmet.

O bolo torna-se bastante doce com a calda, aconselho a redução de açúcar.

Fiz a receita de ricotta caseira do No Soup For You.

 

Continuação de boa semana a todos!

Quarta-feira, 14.03.12

Yiaourtopita


Yia... what?
Os livros da Tessa Kiros têm as fotos mais bonitas de todos os que já vi até hoje. Além disso, ela apresenta as receitas de uma forma tão familiar que parece estar à nossa mesa. Uma pena a nossa mesa não ser na Itália, na Dinamarca, na Rússia ou na Grécia. Mas podemos trazer a este pequenino Portugal os melhores sabores, vindos dos melhores países.

Este bolo é um clássico e, para muitos de vocês, representa um sabor da infância. Embora o modo de confecção e a consistência sejam diferentes dos bolos de iogurte que me lembro - este é mais fofo e menos denso - ele continua a ser perfeito para acompanhar um café ou chá.


Ingredientes:

180 g de manteiga, à temperatura ambiente

250 g de açúcar

3 ovos

1 colher (chá) essência de baunilha

300 g de farinha

1 colher (sopa) de fermento em pó

250 g de iogurte grego

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma redonda de 24 cm de diâmetro. Bata a manteiga com o açúcar até ficar uma mistura pálida. Adicione os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Junte a baunilha e bata bem. Adicione a farinha, fermento e uma pitada de sal juntamente com o iogurte e bata até ficar espesso e cremoso. Nivele a massa na forma e leve ao forno por 45 minutos ou até que um palito saia limpo. Cuidado para não queimar, verifique aos 30 minutos e, se necessário, cubra a forma com folha de alumínio para que não queime. Retire o bolo do forno e deixe arrefecer por 10-15 minutos antes de desenformar para uma grade para arrefecer completamente.




Notas:

Receira retirada do livro "Food from many greek kitchens" da Tessa Kiros.

Uma boa variação será aromatizar a massa com raspa de limão e omitir a baunilha.

 

A minha mãe está hospitalizada há quase 2 semanas, por isso tem-me sido impossível visitar os vossos blogs. Peço desculpa e desejo-vos um bom resto de semana. Até breve!

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Domingo, 11.03.12

Crème Brûlée de lavanda


O meu irmão ofereceu-me "O Perfume", de Patrick Süskind, era eu uma adolescente, e tornou-se um dos meus livros favoritos até hoje. Guardo-o com carinho. Acho a história extraordinária e ela prende-nos do princípio ao fim e transporta-nos a cenários incríveis e personagens alucinantes. Tive sempre receio de que o filme não fosse tão bom quanto o livro. Normalmente, é sempre mais fraco e menos denso mas, neste caso, superou as expectativas e gostei bastante. É de perfume que se trata, de odor que nos leva a cometer pecados e esta sobremesa é capaz de nos levar numa viagem até aos campos de lavanda da Provença e à agitação de Paris, onde o pecado da gula faz todo o sentido ;) Só porque hoje é Domingo!

 

 

Ingredientes:

2 chávenas de leite

2 chávenas de natas

50 g de açúcar

1 colher (sopa) de flores de lavanda*

4 ovos

150 g de chocolate branco

 

Preparação:

Leve ao lume o leite com as natas e o açúcar numa panela juntamente com as flores de lavanda. Quando ferver, retire do lume, tampe e deixe descansar por 30 minutos. Coe.

Bata levemente os ovos. Pique e derreta o chocolate branco e misture aos ovos. Junte a preparação de leite. Distribua a mistura por forminhas de cerâmica refratárias. Asse em banho-maria, em forno baixo (160ºC), durante cerca de 40 minutos.

Deixe arrefecer e coloque no frigorífico durante 2 horas. Polvilhe com açúcar e torne a gratinar no forno, com o grill ligado, até o açúcar caramelizar. O açúcar também pode ser cristalizado com um maçarico de cozinha. Conserve no frigorífico, mas sirva à temperatura ambiente.

 

 


*Podem ser utilizadas as flores de lavanda de perfumaria, pois será preparada uma infusão com elas. Também podem ser substituídas por algumas gotas de essência de baunilha ou pau de canela.

 

Fonte: "Chocolate" da V&R Editoras.

 

Bom Domingo!

Terça-feira, 06.03.12

Mousse de dois chocolates

 

Seguindo a onda do aproveitamento de claras, aqui vai a receita de uma mousse negra e branca que adoça - e embeleza - os dias amargos e feios.

 

Ingredientes:

115 g de chocolate 70% cacau

1/8 chávena de natas

1 colher (sopa) açúcar amarelo

3 claras de ovos

pitada de sal

 

Preparação:

Parta o chocolate e leve-o a derreter sobre uma caçarola de água quente. Aqueça as natas e adicione ao chocolate em 3 vezes, mexendo rapidamente com uma espátula. Deixe arrefecer por 5 minutos. Entretanto, bata as claras em castelo com um pouco de sal e adicione, gradualmente, o açúcar sem parar de bater. Envolva as claras em castelo com cuidado. Divida a mistura por copinhos e repita o processo mas com chocolate branco. Leve ao frigorífico por algumas horas e sirva.

 


Fonte:

La Tartine Gourmande.

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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