Segunda-feira, 24.03.14

Empadão de bacalhau


Pois que a primavera já chegou, com todas as suas gloriosas maravilhas e todos os seus males. As flores a desabrocharem são emocionantes, a cor com que vemos o mundo fica menos baça, todas as hormonas ficam aos pulos e as pessoas ficam com uns certos calores :)

Porém, contudo, no entanto, há bichos manhosos que acordam para a vida e atanazam a nossa rotina. Há plantas que tentam polinizar-se alargando-se por aí, em poeiras e pólens que entram em tudo que é buraco. Como se não bastassem as comichões e os espirros, ir apanhar a roupa e levar com um insecto desconhecido que dá uma valente picadela num dedo, não dá com nada. Nunca nada me doeu tanto, nunca eu chorei e esperneei tanto, nunca eu pensei que ser dona de casa fosse tamanha tortura. Para quem insiste em pensar que tomar conta de uma casa é pêra doce, fiquem a saber que é dos trabalhos mais perigosos que existe. Pelo sim pelo não, passei a sacudir a corda da roupa antes de a apanhar. É que, naquele dia, as cuecas e meias ficaram por apanhar, depois de eu me agarrar ao dedo e desatar a correr em busca de socorro :) Passou, é certo! Mas, todos os anos, a primavera continua a dar-me cada vez mais motivos para eu não gostar dela. Nada contra as primas, nada contra as Veras, as duas juntas é que não funcionam.

 

O que é que esta estória tem a ver com o empadão que vos trago? Nada, nadinha, há coisas que não combinam, nem têm que combinar, é tipo eu e a primavera :) 

 

 

Ingredientes:

600 g de bacalhau demolhado

sal e pimenta q.b.

1 dl de azeite

1 cebola

2 dentes de alho

meio pimento vermelho

1 folha de louro

600 g de tomates maduros

salsa picada

1,5 dl de vinho branco

1 ovo para pincelar

 

1 kg de batatas

1 d de leite sem lactose

30 de manteiga sem lactose

sal, pimenta e noz-moscada

 

Preparação:

Leve a cozer o bacalhau, escorra-o, limpe-o de peles e espinhas e lasque-o.

Leve ao lume o azeite com a cebola cortada em rodelas finas e os dentes de alho picados e mexa até quererem alourar; junte de seguida o pimento às tiras e a folha de louro e deixe refogar mais um pouco; por fim, adicione o tomate às rodelas, salsa picada, o bacalhau lascado e o vinho branco. Deixe apurar, rectifique de sal e tempere com pimenta.

Entretanto, prepare o puré. Descasque as batatas e leve-as a cozerem água e sal; reduza-as a puré, misture-lhe o leite e a manteiga e tempere a gosto com sal, pimenta e noz-moscada. Espalhe num tabuleiro metade do puré e, sobre este, coloque o recheio de bacalhau. Cubra com o resto do puré. Pincele com ovo batido. Leve ao forno a 190ºC, cerca de 20 minutos, até alourar bem.

 

Receita da Teleculinária nº1197.

Sábado, 22.02.14

Toalha felpuda

 

Com o frio que tem feito é só isso que me apetece, uma toalha felpuda, um cobertor quente, um gato no colo e abraços.

Nem sei bem por onde andei este tempo todo. Cozinho todos os dias mas têm sido pratos repetidos e, quando faço algo novo, o tempo cinzento escuro demove-me de pegar na câmara fotográfica. Não me apetece e, quando não me apetece, não há volta a dar. Não me chateio com isso, tudo a seu tempo.

E cá estamos de volta, trazemos um bolo sem glúten e sem lactose, um quadrado de doçura e de amor. Porque o sabor do coco - leiam isto com o som correcto faxavor, é o fruto do coqueiro é amor puro para mim. 

Tudo o que precisamos na vida é amor, não é verdade?!

Então, tomem lá um quadrado de amor e tenham um excelente Domingo :)

 

 

Bolo:

1 1/2 chávena de farinha de arroz

3 colheres (sopa) de fécula de batata

2 colheres (sopa) de polvilho doce

3 ovos

1 1/2 chávena de açúcar

2 colheres (sopa) de manteiga de soja

1 chávena de leite de coco

3 colheres (sopa) de coco ralado

1 colher (chá) de essência de baunilha

1 colher (chá) fermento em pó

 

Calda:

1/2 chávena de leite de coco

1/3 chávena de açúcar

1/2 chávena de leite sem lactose

coco ralado q.b.

 

Preparação:

Para a calda, leve os ingredientes ao lume, mexendo até ferver. Retire e deixe arrefecer.

 

Bata as claras em castelo.

Noutra tigela, bata as gemas, açúcar, manteiga até formar um creme. Junte as farinhas, coco, leite de coco, fermento e essência. Bata, acrescente as claras e incorpore delicadamente. Coloque num tabuleiro quadrado ou rectangular e leve ao forno a 180ºC até ficar dourado na superfície.

Deixe arrefecer, corte em quadrados, mergulhe cada quadrado na calda e passe por coco ralado. Leve ao frigorífico.

 

Receita no blog Não Contém Gluten 

Quinta-feira, 23.01.14

Compota de kiwi e maçã


O melhor da abundância é que podemos conservar o excesso em frascos bem fechados, para saborear em tardes geladas, barrado numa torrada fumegante a acompanhar chá vindo da aromática Turquia.

Ainda há pouco abri o último frasco de doce de figo que fiz no final do Verão, e já tenho doce para os próximos meses. Ainda não consegui fazer um dos meus favoritos, doce de abóbora com coco ou com nozes. Mas tenho prometida uma menina que, se estiver tão boa por dentro, como parece por fora, vai levar-me a algumas horas em frente ao fogão. Um prazer, portanto!

Por falar em aparências, pode parecer que não tenho cozinhado nada, mas tenho cozinhado muito, que remédio :) A meteorologia é que não tem andado nada famosa para as fotografias, e a preguiça de actualizar o blog também não. Está muito frio, mexo-me apenas o essencial para não perder energias. Sou uma grande ursa, é o que é! Se pudesse, também hibernava.

 

Compota de kiwi e maçã

(inspirada no blog Ma Niche)

 

1 kg de kiwis biológicos

2 maçãs reinetas

500 gr de açúcar

sumo de meio limão

 

Preparação:

Descasque e corte os kiwis e as maçãs em pedacinhos, junte o açúcar e o sumo de limão.

Leve a ferver num tacho de fundo espesso, mexendo ocasionalmente, até obter ponto de estrada. Guarde em frascos esterilizados.

 

sinto-me:
Terça-feira, 10.12.13

Bitter marmelade chocolate loaf

Qué como quem diz: bolo de chocolate e compota de laranja :) 

Decidi-me a gastar aquele frasco de compota de laranja amarga que não me passou na goela porque, vamos combinar, para amarga já bastam algumas cenas da minha vida. Eu quero é doce, chocolate, açúcar, ou seja, tudo o que faz mal mas sabe bem. 

Com alguma precaução, comecei a fazer uma receita que encontrei no livro "The chocolate and coffee bible" e que pede uma quantidade razoável da dita marmelada de laranja. O resultado surpreendeu, até porque adaptei a receita para servir uma dieta sem glúten e, o bolo foi ficando melhor no dia seguinte. Escusado será dizer que o recheio/cobertura é que dão a humidade a este bolo. Uma receita que vou repetir, para acabar de vez com aquele frasco manhoso que olha para mim de cada vez que abro o frigorífico. Vai ter que ser para breve, porque tenho receio de dar uma de Alexander Fleming e vir a descobrir um novo antibiótico na porta do meu frigorífico :)

 


 

Bolo:

 115 g de chocolate semi-amargo

3 ovos

200 g de açúcar

175 ml de natas azedas*

180 g de farinha schar (ou 200 g de farinha normal para bolos)

 

Recheio e cobertura:

175 g de marmelada de laranja /compota de laranja

115 g de chocolate semi-amargo

60 ml de natas azedas

casca de laranja, para decorar, opcional

 

Preparação:

 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês.

Parta e derreta o chocolate.

Misture os ovos com o açúcar e bata até ficar espesso e cremoso, junte as natas azedas e o chocolate.

Junte a farinha e misture usando uma colher de metal.

Coloque a mistura na forma e coza durante 1 hora ou até que um palito inserido no meio do bolo saia limpo. Deixe arrefecer por alguns minutos na forma, desenforme e deixe arrefecer totalmente.

Faça a cobertura. Derreta dois terços da marmelada de laranja em lume brando. Parta e derreta o chocolate, junte à marmelada com as natas**.

Parta o bolo em duas ou três camadas, recheie com a marmelada, monte o bolo e cubra-o com o restante da cobertura. Deixe assentar e sirva depois de frio.

 

*Para obter natas azedas, junte 1 colher (sopa) de sumo de limão a 200 ml de natas e deixe repousar por 10 minutos antes de usar.

**Como a minha marmelada tinha pedaços de casca de laranja, optei por passar o recheio numa peneira e obtive uma cobertura mais homogénea. É opcional.

Sábado, 30.11.13

Deu para a torta

 

 

À terceira pareço ter conseguido uma torta razoável. Cheguei à conclusão que não, não sou pessoa de tortas. Sigo regras, gosto de tudo direitinho, torto dá-me cabo dos nervos. Com o tempo e a maturidade própria dos anos que carrego, tenho-me apercebido que sou uma pessoa antiquada. Para mim, a amizade tem que ser antiga. Num mundo em que todos são, aparentemente, amigos e em que todos se amam; em que 1 milhão de seguidores no facebook são o suficiente para que a pessoa possa dizer que tem um grupo de amigos, então eu não sou ninguém. Qualidade há-de sempre ser superior à quantidade. Cumprimentar alguém não faz dessa pessoa minha amiga, a amizade está para além do óbvio, é uma partilha altruísta e abnegada. Há quem diga que verdadeiros amigos podem passar anos sem se falar, mas sabem sempre que podem contar um com o outro. Não concordo. Sou mais do ditado: "longe da vista, longe do coração". A amizade precisa de lenha na fogueira para se manter, podemos estar longe, porque as condições assim o exigem, mas quem é amigo e quem se interessa arranja sempre tempo para um sms, um e-mail, um telefonema, um café, um livro inesperado nas mãos vindo da capital. Não devemos, nunca, tomar os amigos como garantidos, é uma relação que tem que ser trabalhada, é uma comunicação especial que deve ser valorizada. O verdadeiro amigo respeita, mesmo as nossas mais estapafúrdias e tortas escolhas. É livre de não concordar, mas ele respeita o facto de sermos tão imperfeitos quanto ele, e espera que o respeitemos quando for ele a precisar de consolo. O amigo faz sentir a sua presença, mesmo que não esteja fisicamente ao nosso lado. Se os vossos amigos não vos respeitarem, não chegaram a ser verdadeiramente vossos. Não receiem deixá-los ir, vão à procura de si mesmos mas vocês, se souberem que são amigos, então já se encontraram. A amizade quer-se simples, sem cobranças, ou cobrando apenas o mais importante: respect!

 

Para a minha Moira encantada,

Que conheci há uns anos atrás,

Vai esta torta alaranjada

Já que as duas primeiras ficaram más.

 

 Com amizade

 Maria Ameixa Sapoila

 


 

 

Torta de laranja

(Cozinha Tradicional Portuguesa)

 

6 ovos

250 g de açúcar

1 colher (sopa) de maisena

2 dl de sumo de laranja

1 laranja

açúcar 

 

Preparação:

Abrem-se os ovos inteiros para uma tigela e misturam-se, sem bater, com o açúcar. Adiciona-se em seguida a raspa da casca de laranja e o sumo onde previamente se desfez a maisena. Deita-se o preparado num tabuleiro rectangular, previamente untado com margarina e polvilhado com açúcar. Leva-se a cozer em forno brando durante cerca de 20 minutos. Desenforma-se sobre um pano húmido polvilhado com açúcar. Enrola-se a torta com a ajuda do pano. Serve-se fria polvilhada com açúcar pilé.

 

 

Bom fim de semana!

Terça-feira, 12.11.13

Coelho com alecrim e vinho branco

 

Anda por aí muito boa gente descontente com um certo coelho. Ele dá um passo prá frente e, logo a seguir, seguem-se dois passos para trás.

Não me meto em politiquices, mas caso alguém decida decapitar o bicho, só queria avisar que a minha parte favorita é a extremidade superior mais conhecida como cabeça. É a única parte que me permite saber que estou a comer coelho e não um gatinho :) Não há nada como apartar um belo par de dentes para depois sugar o miolo ;)

 

Ingredientes:

1 coelho

30 g de farinha de milho temperada

60 ml de azeite

1 cebola, cortada em fatias finas

1 ramo de alecrim fresco

1 ramo de salva fresca

2 dentes de alho, esmigalhados

500 ml de vinho branco

400 g de tomate em lata ou fresco, aos pedaços

1 pitada de pimenta

125 ml de água

azeitonas pretas

 

Preparação:

Corte o coelho em pedaços grandes e cubra-os com farinha antes de os cozinhar.

Aqueça o azeite num tacho grande, em lume médio. Cozinhe os pedaços do coelho, até todos os lados apresentarem um tom castanho, e retire-os do tacho.

Reduza o lume e adicione a cebola, alecrim e salva. Deixe cozinhar durante 10 minutos, depois acrescente o alho e volte a colocar o coelho no tacho.

Aumente o lume para forte, acrescente o vinho e deixe cozinhar por 1 minuto. Adicione o tomate e a água e mexa. Reduza a temperatura, tape e deixe cozinhar em lume brando por cerca de 1 hora, até o coelho ficar tenro. Se a meio da confecção o molho parecer demasiado seco, acrescente 60 ml de água.

Deite fora o ramo das ervas. Verifique o tempero e ajuste-o se achar necessário. Guarneça com as azeitonas e alecrim adicional.

 

Receita adaptada d' "O livro essencial da cozinha mediterrânica".

Sexta-feira, 01.11.13

Crumble de maçã

 

 

Não sei o que para vocês é ser-se abençoado. Tenho pensado nisso porque, nos últimos tempos, tenho comentado com amigos que há pessoas que nasceram com o rabiosque virado para a lua. Nasceram e continuam a viver de rabo pró alto :) Há pessoas que é só estalar os dedos e tudo lhes cai no colo. Têm o regaço cheínho de comodidades e não, não são rosas, senhor, não são só rosas! Ele é casas, viagens, empregos, carros, namorados e, last but not the least, beleza. Pensando bem, a beleza é mais aparência já que, a maioria são umas verdadeiras bestas em termos humanos. E eu pergunto: oh porquê, porque é que estas verdadeiras bestas são donas de tanta sorte na vida? E eu sei a resposta. Oh se sei!

Depois, Deus tem uma maneira única e incrível de me mostrar que não estou perdida nem abandonada.

Maria Ameixa, tu que andaste uns meses à procura de uma saia lápis e a semana passada uma amiga chegou ao pé de ti e enfiou-te uma saca na carteira com 2 saias dessas, não serás tu abençoada?

Tu que hoje de manhã, pensaste que tinhas que sair de casa a chover para ir comprar ovos e, de repente, não mais que de repente, a vizinha telefona-te e diz que tem lá uma saca de ovos para ti.

Tu, que ontem encontraste uma pessoa que te disse que a tua mãe tinha muito orgulho em ti, não será isso uma benção?

Tu, que és desprovida da maioria dos objectos materiais pelos quais se empenham as pessoas, mas que diariamente vês as tuas necessidades básicas supridas, és uma sortuda!

Tu que querias fazer um crumble gluten-free mas não encontraste nenhuma receita à tua medida e decidiste ir misturando ingredientes, mesmo cheia de medo e esperança, enfiaste tudo no forno e obteste algo delicioso.

A minha vida pode parecer um crumble por fora, mas bem cá dentro, no fundinho do meu coração, sou a mais abençoada das personagens. Porque com pessoas assim à minha volta, a vida é uma colherada docinha, para sorver aos poucos e ir saboreando prazerosamente.

 

 

Ingredientes:

 

3 maças granny smith

1 colher (chá) de canela moída

1 colher (sopa) de açúcar amarelo

 

30 g de flocos de aveia sem glúten

40 g de amêndoa em lascas

30 g de flocos de quinoa

1 colher (sopa) de farinha de arroz

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

50 g de manteiga

 

Preparação:

Comece por fazer o crumble misturando todos os ingredientes com as mãos, até obter uma mistura tipo areia grossa. Reserve.

Descasque, descaroce e corte as maçãs aos pedacinhos. Envolva a canela e o açúcar nas maçãs e reparta a mistura por três ramequins.

Divida a mistura seca pelos ramequins, colocando-a por cima da mistura de maçã. Polvilhe o açúcar baunilhado por cima e leve ao forno quente por cerca de 35-45 minutos ou até que o topo esteja dourado. Sirva morno ou à temperatura ambiente.

 

 

Tu, Ameixinha, que andas numa guerra pegada com o ecrã do teu micro-mini computador, porque tanto está verde como cor-de-rosa, tiveste a sorte de escrever esta postagem com o ecrã normal. Até ele te dá tréguas quando é mesmo preciso!

Ainda bem que não nasci de rabo virado para a lua, porque com o tempo que está para estes lados, já tinha constipado. De certezinha :)

 

Bom fim de semana ;)

 

 

Quinta-feira, 24.10.13

Bolo de cenoura



Queria falar do amor e, mais que isso, queria senti-lo. Estes dias vi-o, de mão dada, e deu-me um calorzinho no coração e um sorriso esperançoso nos lábios. 

O amor está na tristeza, na doença e na pobreza, porque todos parecem amar quando há alegria, dinheiro e saúde. É o facilitismo da condição mas, amar verdadeiramente, amam aqueles que suportam a desfavorabilidade das suas vidas. Vi-o, o amor, em duas mãos trabalhadoras entrelaçadas, duas faces envelhecidas pelo labor, dois corpos a seguir um só caminho. A serenidade dos dois disse tudo, apesar do silêncio entre eles. Escutei tudo, com o coração, e neles havia a tranquilidade do verdadeiro amor, desprovido de riquezas materiais, enaltecido pela simplicidade de um entrelaçar de dedos. O amor está em todo o lado, em cada um de nós, desde que tenhamos os olhos abertos e um bilhete de comboio :)

O amor tem aroma de canela, porque podemos ser pobres mas havemos sempre de cheirar a limpo!

 

 

Carrot cake

(falling cloudberries from Tessa Kiros)

 

4 ovos, ligeiramente batidos

250 g açúcar

185 ml de óleo de girassol

250 g de farinha sem glúten (usei Mix B da Schar)

3/4 colher (chá) de sal

2 colheres (chá) de fermento

1 colher (chá) de bicarbonato de soda

2 colheres (chá) de canela moída

400 g de cenouras, descascadas e raspadas

55 g de nozes partidas

 

Cobertura:

180 g de manteiga, amolecida

250 g de açúcar em pó

180 g de queijo creme

3 gotas de extracto de baunilha

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de fundo removível de 24 cm de diâmetro.

Bata os ovos e o açúcar até ficar cremoso, adicione o óleo. Peneire a farinha, fermento, canela, sal e bicarbonato. Adicione à mistura de ovos e bata para misturar.

Adicione as cenouras e as nozes e envolva rapidamente com a batedeira. Coloque a mistura na forma e leve ao forno por cerca de 1 hora ou até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo. Deixe arrefecer um pouco na forma antes de desenformar para um prato.

 

Enquanto o bolo estiver no forno, faça a cobertura. Bata a manteiga com o açúcar, adicione o queijo-creme e a baunilha e bata até ficar homogéneo.

Quando o bolo estiver frio, espalhe a cobertura no topo e lados do bolo com uma espátula. 

 

Notas:

Para um bolo com glúten, use 300 g de farinha para bolos.

Quarta-feira, 16.10.13

Pão com sementes de papoila sem glúten



O homem não vive somente de pão, graças a Deus :) Por isso, todos os dias, tenho feito os possíveis por agradecer todo o alimento que me vem parar ao prato. Todos os dias me lembro que o pão que temos, não chega a todos. Todos os dias sei que há pão que vai parar ao lixo, quando poderia alimentar nações. Todos os dias muitos de nós comem o pão que o iníquo amassou. O pão que nós amassamos é mais pão, é mais nosso.

Hoje eu tenho pão para comer, amanhã não sei. Por estas e mais razões, eu sou grata pelo pouco que tenho e pelo muito que esse pouco me faz feliz. É certo que ontem comia qualquer pão, tinha mil variedades para escolher; hoje, entre as variações possíveis, ele é sem glúten. Embora não seja melhor, ele faz melhor. O que faz melhor, só pode ser bom para nós. A minha esperança é que, um dia, em breve, seja feito o milagre da multiplicação, elevado à escala mundial. O mundo há-de ser um lugar melhor, se vivermos numa aldeia global com forno comunitário e se nos alimentarmos todos do mesmo pão, seja sem glúten ou não ;)

É uma luta imensa e dolorosa esta de viver num mundo que oferece de tudo, em que tudo está disponível à distância de uma prateleira e que, aqueles que são celíacos e intolerantes, quase são obrigados a recusar o que queriam poder saborear. A eles estendo este pão e deixo o meu mais sincero respeito. Ir ás compras e tentar encontrar produtos sem glúten, é uma verdadeira batalha. Já experimentaram ler os rótulos daquilo que comem? Experimentem e vão ficar alarmados com as quantidades de farinha que nos impingem, em produtos que nunca imaginaríamos ;)

 

 

Poppy seeds gluten free bread

(adaptado de Kitchen fun)

 

400 g de farinha sem glúten (usei Schar Mix B)

50 g de farinha de milho

50 g de farinha de grão de bico

2 colheres (chá) de fermento para pão

1 colher (chá) de sal

40 g de sementes de papoila

300 ml de leite morno sem lactose

200 ml de água morna

 

Preparação na máquina de pão:

Coloque primeiro os líquidos, depois os sólidos e ligue no programa "massa".

Depois de terminar, retire para uma forma de bolo inglês e deixe levedar novamente num sítio aquecido.

Leve a cozer com o forno no máximo, durante os primeiros 5 minutos, depois reduza para forno-médio e coza durante cerca de 30-45 minutos. 

Retire e desenforme.

 

Preparação manual:

Coloque o sal no fundo de uma tigela, junte a farinha, as sementes e o fermento (cuidado para que o fermento não entre em contacto com o sal). Misture, adicione os líquidos um pouco de cada vez e vá misturando. Use a batedeira elétrica para bater a massa durante cerca de 5 minutos. Coloque a massa numa forma untada, cubra com um pano limpo ou película aderente e deixe levedar novamente. Leve ao forno tal como indicado acima.

 

Notas:

A receita original pedia sementes de linhaça e de girassol.

Podem fazer o pão com farinha normal, mas diminuam a quantidade de líquidos.

O pão sem glúten não se aguenta bem à temperatura ambiente, eu corto-o em fatias e congelo, torrando-o quando quero consumir.

Com este pão participo na 8ª edição do World Bread Day.

Terça-feira, 08.10.13

Devilish passionfruit chocolate roulade



A vida vai dando tudo aquilo que nós necessitamos. A única coisa que precisamos é estar atentos, ou ter alguém atento a acompanhar-nos.

Foi assim há uns tempos atrás, em que numa das nossas caminhadas semanais, maracujás vieram ter connosco. Abençoada gravidade que, a maioria das vezes, faz cair coisas boas e doces do alto das árvores e arbustos. Começou com a maçã, que levou Newton à fantástica teoria que tudo o que sobe tem que descer, e que evoluiu para os maracujás que me levaram a colocar em prática um rolo delicioso, para apreciar nos últimos dias de Verão. Oh, se tão somente começassem a cair tantas outras coisas dos céus... sem glúten, de preferência ;)

 


Rolo de chocolate:

(The chocolate and coffee bible)

 

175 g de chocolate semi-amargo

4 ovos, separados

115 g de açúcar

cacau em pó

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º C. Unte uma forma rectangular e forre-a com papel vegetal.

Parta o chocolate aos pedaços e derreta-o em banho-maria

Bata as gemas com o açúcar numa tigela até que obtenha uma mistura pálida e espessa, adicione-lhe o chocolate derretido.

Bata as claras em castelo e envolva delicadamente à mistura anterior. Passe a mistura para a forma e nivele. Leve ao forno por cerca de 15-20 minutos, até que esteja firme ao toque.

Salpique cacau em pó numa folha de papel vegetal e vire a torta para lá. Cubra e deixe arrefecer.

 

Recheio:

(retirado do blog Delicieux)

 

2 gemas

polpa de 2 maracujás

90 g de açúcar

40 g de manteiga

2/3 chávena de natas batidas

 

Coe as sementes de maracujá e reserve o sumo.

Coloque o sumo, gemas, açúcar e manteiga numa panela, leve ao lume e mexa bem até engrossar, cerca de 5 - 10 minutos. Retire e refrigere.

Envolva 2 colheres (sopa) do creme com as natas batidas. Envolva bem e espalhe sobre o rolo. Enrole, decore a gosto e refrigere.

 

Boa semana a todos!

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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