Terça-feira, 18.11.14

Gugelhupf de ameixas e nozes

Gugelhopf.jpg

Mudei de casa pela primeira vez na vida - tirando os 5 anos que passei em Coimbra - e foi um processo longo! Um processo que ainda não terminou. Primeiro mudaram os meus pais. Fiquei à espera que acertassem com a medida do colchão da minha cama. Só à terceira é que conseguiram. Faltava a coizinha, o puzzle do Ikea estava muito complicado. Quase 2 semanas depois já havia fogão. Lá fui eu e o Matias. Depois faltava o meu roupeiro, porque não havia transporte para ir buscá-lo. Domingo 2 amigos fizeram o favor de ajudar a pô-lo no sítio. Hoje, trouxe o Tomás para cima. Sim, porque só me mudei para uma casa150 metros acima da antiga. Ou seja, a aldeia é a mesma. Ui, que alegria :/

Estou a habituar-me ao forno eléctrico e ainda não testei receitas novas. Restam-me experiências do fogão a gás. Boas experiências!

Este bolo pede uma chávena de chá. Estes dias chuvosos precisam de ser adoçados. Há lá melhor coisa que bolo e casas semi-novas? Boa combinação!

Gugelhopf fatia.jpg

 Ingredientes:

100 g de manteiga

175 g de açúcar em pó

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

3 ovos, 1 pitada de sal

60 g de nozes raladas

50 g de ameixas secas

1 colher (chá) de canela moída

125 ml de leite

250 g de farinha sem glúten

1 colher (chá) de fermento

 

Preparação:

-Bata a manteiga e os açúcares. Separe os ovos. Incorpore pouco a pouco as gemas na mistura de manteiga e açúcar. Noutra tigela, bata as claras com o sal em castelo.

- Unte com manteiga uma forma com chaminé e pré-aqueça o forno a 180ºC. Incorpore, pouco a pouco, o miolo de nozes, as ameixas aos pedacinhos, a canela e o leite na massa de manteiga. Numa tigela à parte misture a farinha com o fermento. Incorpore esta mistura, pouco a pouco, na massa, batendo sempre. No fim, incorpore delicadamente as claras batidas em castelo.

- Deite a massa na forma preparada e leve a cozer durante 40-45 minutos. Deixe arrefecer e desenforme.

 

*Receita adaptada do livro "Padaria e pastelaria sem glúten".

publicado por Ameixinha às 22:10 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Quarta-feira, 15.10.14

Areias sem glúten

areias sem glúten.jpg

Das coisas que fazemos por amor.

Falo-vos agora, neste outono cinza e molhado, de idas à praia.

Este ano fui à praia mais vezes do que em todos os anos da minha vida. Fi-lo por amor. Não por um amor apaixonado, mas por um amor amigo.

A vida não trás desilusões, são as pessoas que desiludem. Talvez aconteça por termos expectativas demasiado elevadas em relação aos outros. Talvez porque romantizamos a pessoa que julgamos amar. Construímos sonhos, fazemos planos, sorrimos às nuvens.

Depois, alguém deixa cair a máscara, alguém destrói, esmaga o coração, aperta a garganta. Chora-se copiosamente, partilha-se a dor, encostam-se corações num abraço apertado que não cura, mas ajuda.

Os domingos são agora ocupados por tardes na praia, quer chova quer faça sol, porque há necessidade de lavar a alma, deixar correr para o mar as lágrimas salgadas, levar um abanão da maresia.

É quando vem a tristeza que precisamos de amigos, amigos que não gostam de areia mas que vão, que querem que a tristeza do outro passe, que veja que o futuro há-de ser melhor, que há uma onda que leva, que há outra onda que trás.

Pela minha amiga fui à praia e nunca na minha vida comi tanta areia. Foi biscoitos com areia, batatas fritas com areia, tremoços com areia, fruta com areia.

Livrem-se de terem desgostos de amor tão brevemente! Ainda estou a digerir os grãos de areia que engoli há uns tempos atrás :)

Areias, só se forem em forma de biscoitos, com aroma de canela!

 

Areias:

250 gramas de farinha Mix Dolci da Schar

150 g de margarina à temperatura ambiente

5 colheres (sopa) de açúcar

 

Amassar bem à mão, fazer bolinhas, achatar com um garfo e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até dourar.

Retire e passe por uma mistura de açúcar em pó e canela.

Delicie-se!

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Quinta-feira, 18.09.14

Muffins de abacate

Não sei o problema que a maioria das pessoas têm com a chuva. É certo que tivemos um verão tímido, estranho, deslavado. Até gostei que fosse assim, ameno. O sol forte torna tudo tão seco, árido, queimado.

Quando chove, o céu até pode estar mais cinzento mas a natureza fica mais verde, a terra liberta o seu característico odor. Além disso, só quando chove conseguimos ver o arco-íris. Há lá alguma coisa mais colorida que um arco-íris? No verão, o céu até pode ser azul mas continua a ser inalcansável. Quem adora essa beleza mas não a alcança, deve viver em permanente insatisfação. Melhor que isso é estender a mão, tocar a chuva, cheirar a terra e ver as plantas mais verdes que nunca, contrastando com o céu cinza. Água é vida e, quando cai do céu sem pedirmos, só pode ser benção divina... desde que não venha inundar nada. Ó céus, não abusem da minha benevolência!

E sim, hoje apanhei um banho de chuva, lavei a alma!

 

Ingredientes:

150 g de farinha sem glúten (usei schar mixB)

1 1/2 colher (chá) fermento

125g de manteiga amolecida

165g de açúcar em pó

2 ovos médios

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

200 g de abacate amassado

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 170ºC. Misture o fermento à farinha e reserve.

Bata a manteiga, misture os açúcares e bata até formar um creme.

Acrescente os ovos, um a um, batendo entre cada adição em velocidade alta.

Junte, alternadamente, o creme de abacate e a mistura de farinha.

Coloque em formas de queques e leve ao forno por cerca de de 30 minutos. Sirva mornos ou frios.

 

Receita adaptada do blog Dia de Domingas.

publicado por Ameixinha às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quinta-feira, 21.08.14

Pão de mistura

 

Há uns meses recebi a visita de umas amigas especiais, todas mouras, mas especiais. De visita à invicta, aproveitamos para colocar a conversa em dia, comer, falar de comida, rir e passear. Foi bom, muito bom. Para quem anda meio desanimado, foi uma injecção jeitosa :)

Houve presentes, tantos e tão bons. Malucas, todas! Que se lixe, eu gostei, muito! Todas tão longe, e nem sabem que cabem no meu abraço, todas, todos os dias, ou quando me apetece.

Entre farinhas sem glúten, livro, chocolates, pernil do Antunes, bifanas da conga que ficaram por comer, forminhas e montras, foi um dia para não esquecer.

Delas recebi o meu primeiro livro de receitas sem glúten, e resolvi experimentar algumas depois de ter comprado uma cambada de farinhas diferentes. Deixo aqui a receita base de uma mistura que se usa para fazer pães. Gostei muito do resultado, pão de côdea crocante e com um miolo todo esburacadinho. Maravilha!

 

 

 

Ingredientes base:

200 g de trigo sarraceno

200 g de farinha de arroz

200 g de farinha de teff

250 g de amido de milho

150 g de amido de tapioca

3 colheres (sopa) de sorgo

2 colheres (chá) de amaranto

2 colheres (chá) de psílio

 

Numa tigela misture as farinhas todas e guarde numa caixa fechada, ao abrigo da luz.

 

Para o pão de mistura:

500 g de farinha sem glúten (mistura já preparada)

2 colheres (chá) de fermento schar

1 colher (chá) de psílio

1 colher (chá) de açúcar

1 colher (chá) de sal

30 g de manteiga

1 colher (chá) de vinagre de fruta

400 ml de água morna

 

Coloque a água, sal e açúcar na cuba da máquina do pão. Junte os ingredientes secos, deixando o fermento para o final. Ligue no programa sem glúten. Se a massa agarrar, junte mais um pouco de farinha.

Deixe terminar o programa, retire e coma quente porque vale a pena :)

 

 

Receita adaptada do livro "padaria e pastelaria sem glúten".

publicado por Ameixinha às 21:35 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Domingo, 03.08.14

Panquecas de banana

 

Todos se queixam da chuva a meio do Verão. Chuva em Agosto? Que desgraça!

Não acho, não concordo, mas nunca fui das pessoas que fazem muito sentido :)

Diferente é bom, inesperado é ótimo, estranho é engraçado. Sou eu!

Aproveito os dias assim, menos quentes, para aquecer a alma. Chá e panquecas, sempre fazem sentido, faça chuva ou faça sol.

É tão fácil colorir os dias mais cinzentos. Experimentem usar o coração para ver beleza, vão encontrá-la em todos os cantos, mesmo em pequenas partículas, como as gotas de chuva ;)



 

 

Ingredientes:

1 banana madura

1 ovo

1 colher (sopa) de açúcar

1 colher (chá) de canela moída

1 chávena de leite sem lactose

1/2 chávena de farinha de arroz

1/2 chávena de farinha doves farm self-raising*

1 colher (chá) de fermento

 

Preparação:

Amasse a banana, junte o ovo, o açúcar e a canela e mexa bem. Adicione o leite e, depois, a farinha junta com o fermento. Envolva e deite uma porção numa frigideira quente, vire e deixe mais um minuto. Retire e sirva com compota de fruta ou maple syrup.

 

Receita retirada do site ww.food.com

*ou usem apenas farinha de arroz

publicado por Ameixinha às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Domingo, 29.06.14

Gelado de caramelos werther´s

 

Ontem apanhei um escaldão, declaro aberta a temporada de gelados no Verão :)

Caramelo é o meu sabor de eleição, alguém diz a uma colherada destas que não?!

 

Ingredientes:

3 ovos

100 g de açúcar

6 caramelos de nata werther´s sem açúcar

250 ml de leite*

500 ml de natas*

 

Preparação:

Bata os ovos com o açúcar até ficar cremoso.

Coloque o leite e os caramelos num tacho e leve a lume brando, mexendo sempre até que os caramelos derretam. Não deixe ferver. Retire do lume e junte gradualmente à mistura de ovos. Leve novamente a lume brando e cozinhe por 2 minutos, mexendo sempre. Remova do lume, adicione as natas e passe a mistura para um recipiente com tampa. Deixe arrefecer, mexendo de vez em quando. Depois de frio, leve ao congelador, mexendo de hora a hora para quebrar os cristais. Faça isso mais 2 ou 3 vezes até obter uma mistura firme. Opcionalmente, coloque a mistura fria na máquina de gelados e siga as instruções de utilização.

 

 

 *Usei leite e natas sem lactose, mas os caramelos de nata têm lactose, logo a receita não é apropriada para intolerantes.

 

Receita adaptada do livro "Apples for jam" da Tessa Kiros.

publicado por Ameixinha às 14:57 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Terça-feira, 24.06.14

Queques werther´s

 

Estão uns dias mesmo como eu gosto, um friozinho na espinha, uma vontade de ligar o forno, terra molhada, cheiro de outono e sabor a caramelo e chocolate. Diz que é verão :)

Pegando no desafio que me foi feito pela Werther´s, juntei o que mais gosto e o que menos aprecio. Os caramelos foram desembrulhados com esperança no olhar e água na boca. Às vezes temos que fazer algo que nunca experimentamos, e resisti à tentação de levar à boca os rectângulos de nata. Caramelos são a minha praia e bananas, infelizmente, também. Vivo rodeada deles, uns mais caramelos que outros, uns menos ou mais bananas. Tomara eu conseguir pegar nesses, esmagá-los e juntá-los a chocolate. De certeza que o mundo seria um lugar bem melhor, se caramelos e bananas existissem apenas nuns queques e fossem empurrados com chá. Ahhh!


 

Ingredientes:

3 bananas muito maduras

125 ml de óleo vegetal

2 ovos

200 g de farinha Mix B Schar

100 g de açúcar em pó

1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 colher (chá) de fermento

75 g de pedaços de caramelos moles Werther´s Original

75 g de chocolate negro

 

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 200ºC e forre um tabuleiro para queques com 12 forminhas de papel.

Amasse as bananas e reserve durante algum tempo.

Verta o óleo para uma taça e bata com os ovos.

Deite a farinha, açúcar, bicarbonato e fermento numa taçae junte a mistura de ovos e óleo, seguida pelas bananas esmagadas.

Incorpore os pedaços de caramelo e chocolate e divida a mistura pelas forminhas. Coza durante 20 minutos.

Rende cerca de 12 queques.

 

Receita adaptada do livro "Na Cozinha com Nigella".

 

publicado por Ameixinha às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Domingo, 08.06.14

Sobremesa gelada de morangos

 

 




Dizem por aí os entendidos que, muito em breve, vamos ter tanto calor que vamos desejar - eu sei que vou - dias de inverno rigoroso. 

Em jeito de preparação, deixo-vos uma receita fresquinha com uma cobertura extraordinária, apropriada para enfrentar dias abafados. 

É época de morangos e tenho visto muita gente a colher os pequenos frutos sumarentos dos seus canteiros. Infelizmente, os morangos aqui de casa não são em grande quantidade e tamanho, por isso usei morangos de compra.

Imagino esta sobremesa com outras bagas e até, loucura, com uma mistura de frutos do bosque. Um bosque fresco e acolhedor.

Já estou a stressar com o calor que ainda nem chegou. Já me sinto asfixiada pelo bafo morno, pelos pólens no ar, pelos insectos malucos a esvoaçar à minha frente e por gente que desconhece o uso de desodorizante. Humm, pelo menos vou poder dar uso à cambada de vestidos e saias que repousam no armário. Stressada, mal humorada mas bem vestida, ou despida... já nem sei :)

 

Boa semana!




 

 

Ingredientes:

1 chávena de farinha de arroz

1/4 chávena de açúcar amarelo

1/4 chávena de nozes partidas

1/2 chávena de manteiga derretida

 

2 claras de ovo

1/2 chávena de açúcar

1 1/4 chávena de natas

2 colheres (sopa) de sumo de limão

2 chávenas de morangos cortados e esmagados

 

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Junte a farinha, açúcar, nozes e manteiga e espalhe bem numa forma. Leve ao forno para dourar, cerca de 20 minutos. Mexa algumas vezes. Deixe arrefecer.

Bata as claras com o açúcar até ficar merengue.

Bata as natas até formar picos suaves.

Combine as natas com as claras, sumo de limão e os morangos.

Prepare uma forma e espalhe 2/3 da cobertura na base. Coloque a mistura de natas por cima e salpique a superfície com a restante cobertura. Leve a congelar por cerca de 3 a 6 horas. Retire 15 minutos antes de servir.

 

Receita adaptada do blog She wears many hats.

publicado por Ameixinha às 23:32 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Domingo, 18.05.14

Queques de chocolate

 

Quando abri a caixinha a imitar um fogãozinho, voltei imediatamente à minha infância. Nunca tive um fogão, não! Na minha altura, tempos idos que não retornam, nós usavamos a imaginação. Fazia cozinhados de bagas e folhas de eucalipto, tudo cozinhado em folhas de figueira ou de uva, que depois fingíamos saborear de forma entusiasta. Belas cozinheiras nós eramos, autênticas gourmets :) 

Para celebrar esse acontecimento apaixonante que é levar um bolo ao forno, escolhi o chocolate. Não sendo o meu sabor favorito, deixei-me levar pelo que me apetecia ontem, hoje e, com sorte, vai apetecer amanhã: cho-co-la-te! Ele pode não salvar, mas a serotonina e endorfina libertadas vão dando o suporte necessário em momentos críticos. Além disso, olhando para a vaqueiro líquida e para o açúcar moreno, achei que tinha que ser chocolate, combinava e, de facto, combinou. A fôrma que estava dentro do fogãozinho sugeriu que teriam que ser queques, e foram; alguns, realmente, já se foram :)

O melhor do mundo seria se todos, neste world baking day, pudessem ter os ingredientes necessários para cozinhar um bolo e saboreá-lo com a alegria que merecem. Ninguém deveria viver sem fogão, sem chocolate, sem alegria. Para afastar a tristeza da realidade, comamos chocolate, de preferência, sem glúten!

 

 

 

Ingredientes:

100 g de chocolate preto

50 g de manteiga líquida vaqueiro

2 ovos

2 gemas

100 g de açúcar moreno sores

miolo de uma vagem de baunilha

50 g de farinha sem gluten*

1 colher (chá) de fermento em pó

açúcar em pó para decoração

 

Preparação:

Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas, vá mexendo até derreter e deixe arrefecer.

Aqueça o forno a 180 ºC.

Misture os ovos inteiros, gemas, açúcar e o miolo da vagem de baunilha com um batedor de varas até obter uma mistura esbranquiçada. Adicione pouco a pouco o chocolate derretido. Peneire a farinha e o fermento por cima e misture bem.

Coloque nas formas e leve ao forno durante 15-20 minutos. Deixe arrefecer ligeiramente e desenforme, deixe arrefecer. Polvilhe com açúcar em pó e sirva simples ou com gelado de baunilha.

 

*Usei 30 gr de doves farm e 20 gr de Mix B da Schar.

Para um bolo normal use farinha Nacional.

Esta postagem foi patrocinada pela Vaqueiro.

Receita adaptada do livro "Chocolate".

A massa dos bolinhos fica húmida com uma capa ligeiramente crocante por cima.

 

Bom Domingo!

publicado por Ameixinha às 08:00 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Terça-feira, 22.04.14

Arroz de frango



Os puritanos ficarão ofendidos se eu chamar a este prato arroz de cabidela. Uma vez que cabidela refere-se ao sangue da ave usada neste prato, e eu não fazendo uso de sangue, optei por chamá-lo de arroz de frango. E é o que este prato realmente é, um arroz de frango. O sangue não tem sabor, o vinagre é que lhe dá o kick todo. E eu gosto, nós gostamos e ninguém desconfia que aqui não vai sangue nenhum, a não ser o que nos corre nas veias.

Aqui em casa, há 20 anos atrás, criavam-se e matavam-se frangos e coelhos caseiros. Sangrava-se o bicho, colhia-se o sangue, juntava-se o vinagre, fazia-se o arroz e saboreavamos como se não houvesse amanhã. Segurei em muita galinha pelas patas e asas, esfolei muito coelho, vi as tripas dos bichos revirarem-se, quentes ainda e parecendo tão vivas. Fazia-o com inocência, julgava que a vida era mesmo assim. E é! A vida é assim, ainda é assim, mas eu já não sou inocente.

 

Ingredientes:

1 frango

1 dente de alho

azeite q.b.

1 folha de louro

1 1/2 chávena de vinho tinto

vinagre balsâmico q.b.

sal q.b

1 mão cheia de arroz carolino por cada pessoa

 

Preparação:

Comece por fazer o refogado com o dente de alho picado e o azeite. Adicione o frango cortado aos pedaços, o louro, o sal e o vinho tinto. Deixe estufar. Vá adicionando água aos poucos para que o líquido não se esgote no tacho.

Junte o arroz e deixe cozer lentamente. No final da cozedura adicione o vinagre balsâmico. Prove e ajuste os temperos, se necessário. Sirva imediatamente.

publicado por Ameixinha às 15:12 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

mais sobre mim

a possuída moída

Sobrevivo numa selva de hipocrisia, burocracia e cegueira de quem não quer ver. Prefiro não me lembrar da crise de valores que vivemos, mesmo sendo quase impossível esquecer-me disso. Cozinho e como com prazer, mesmo que alguma culpa surja depois. Gosto de andar a pé sozinha, viajar de comboio com um livro na carteira, dizer "Bom dia" com convicção e a sorrir. Ajudar quem precisa é o que me permito fazer sem pensar duas vezes, embora haja muita gente mal-agradecida. Sou adepta da boa disposição, da humanidade e respeito nos serviços de saúde e educação, acredito na capacidade de generosidade e bondade das pessoas que me rodeiam. Entristece-me que, nem sempre, essas capacidades sejam canalizadas quando deveriam. Não gosto das vizinhas coscuvilheiras e de pessoas mal educadas, prepotentes e ocas. Os meus olhos transmitem tudo o resto de mim e são cor da canela. Amo a Fauna e a Flora. Adoro o Outono e as folhas que caem. Não vejo qualquer utilidade em peluches. E a única coisa que é afrodisíaca é o amor.

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